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Tuesday, February 02, 2016

"Raízes: o livro de minhas vida" Margareth Rafael

"Então, a árvore começou a se erguer em minha mente, começando a mostrar suas flores, terminando todo o arranjo com uma variedade incrível de frutos. Aqui está o meu fruto, a minha contribuição para essa história familiar..."

 Autobiografia de Margareth Rafael.

“A criança que existia em mim ainda brincava, à tardinha, com muitos amigos. Sentávamos na calçada que havia em frente a minha casa, muitos meninos e meninas. Brincávamos de roda, de passar anel, de "Anjo bom e Anjo mau", de "Pêra, uva ou maçã", de piques, pular corda, amarelinha etc. (...) Minha vida era assim àquela época: estudar, estudar e também já estava sendo treinada para aprender a arrumar, lavar, cozinhar, passar, olhar meus irmãos mais novos. (...) Eu era bem magrinha, braços finos, pele morena clara, olhos castanhos claros, cabelos pretos grandes. Agradeço a Deus pela minha vida, tudo que ele fez em mim e por mim.

As brincadeiras que eu aprendi foram as mais lindas e criativas que eu conheci até hoje. Quando observo as brincadeiras das crianças e pré-adolescentes de hoje, percebo que valeu a pena eu ter sido criança aqui em Itambacuri. Os jogos infantis eram lindos e variadas na escola. Em nossa casa, quase todas as noites, quando juntavam todas as crianças da vizinhança para brincarem, o lugar preferido era a calçada em frente a nossa casa. Casos reais como o que relatei, brincadeiras preferidas como essas já não existem nos dias de hoje. Eram brincadeiras em que não havia maldades. Tudo que se brincava, participava e fazia era sadio.

Ser criança é poder brincar com liberdade, com alegria, sentir a brincadeira em nosso ser, ter o sabor da liberdade no coração e na alma, sentir a inocência de brincar...”


Para o leitor, próximo ou distante, amigo, familiar, ou desconhecido, que as lembranças tricotadas neste livro, como em uma toalha na mesa de uma família mineira, se convertam em escolhas transformadoras da mente e condutoras de ações humanas, antes que tenhamos que nos flagelar a dizer: "Por que não agi enquanto havia tempo?"; "Por que tomei a decisão errada?"; "Por que...?" e antes que o resultado de nossos anelos mais íntimos não passe apenas de intenções presas no passado.

Antes de mais nada, recorde e seja grato!


Minha Resenha:

RAÍZES, Margareth Rafael 
RESENHA por Messias Junior

Reconheço que esboçar minha avaliação sobre "Raízes" é, ao mesmo tempo, um desafio, pois trata-se de um trabalho muito delicado e um aprazimento, pois eu fui o primeiro leitor deste trabalho que me apresentou fragmentos desconhecidos da história de meus familiares e de seus amigos.

O título do livro é desvendado quando a autora adentra suas lembranças da infância, como uma valiosa bagagem de vivência enraizada em sua mente por anos. As recordações na obra se reduzem ao ponto de vista de uma única folha que reconhece o valor de duradouras raízes, no papel de mantê-la saudável e unida às demais folhas da copa da árvore, entrelaçadas em galhos que desabrocham de um tronco majestoso. As raízes de uma árvore são responsáveis por ancorá-la ao solo, mantê-la ereta e estável, além de absorver água e nutrientes vitais para sua sobrevivência, crescimento, desenvolvimento e restauração de mazelas causadas aos membros expostos a intempéries.

A arte de capa apresenta fundo em tons gélidos de azul claro acinzentado que remetem a cenários nostálgicos, contrapostos com os tons de castanha bronzeado, reminiscente da terra original, dessa imagem de uma árvore imponente, cujas folhas estão dispostas em órbitas em torno de um tronco sobre raízes graciosas.

Ao fundo, nota-se a imagem de um semblante masculino, o tronco de identidade altaneira, avô da autora. Clemente Moreira de Assis foi sua inspiração para ordenar lembranças e iniciar este trabalho. A contracapa propõe um mosaico de fotos do acervo da autora que ilustram sua infância, juventude e vida adulta.

Esta é a primeira edição desta obra dedicada a parentes queridos que já faleceram e outros que, hoje, tem a oportunidade de se adentrar no universo das memórias da "Poetisa da alma branca". Não faltaram os agradecimentos àqueles que contribuíram com dados riquíssimos sobre o cotidiano de cada uma das pessoas citadas na obra, em cidades interioranas mineiras como Medina, Itambacuri, Teófilo Otoni e vizinhança.

Com a leitura minuciosa e agradável desta autobiografia em 47 capítulos, nota-se, sem qualquer sombra de dúvidas, como o trabalho desenvolvido ao longo dos últimos 4 anos foi regado com muita dedicação e amor, muito respeito, atenção, carinho, saudade, nostalgia, lágrimas, sorrisos, risadas, entre outros sentimentos.

É interessante perceber como a árvore da família foi descrita já nas primeiras páginas do livro. São informações relevantes que sustentam as narrações dos capítulos por vir. Histórias nostálgicas de parentes de ambas as famílias, descrições muito bem detalhadas dos cenários que foram pano de fundo de cada evento. Apesar do tom grave de alguns acontecimentos, tudo contribui para se compreender a simplicidade com que as famílias do interior viviam, entre elementos bucólicos e trabalhos típicos das grandes casas e fazendas mineiras de outrora, cheias de pessoas vívidas, peculiares em seus modos. A cada mudança de curso, novas experiências passam a fazer parte desse percurso traçado.

O autor de "O príncipe e o mendigo", Mark Twain, destacou que atos e palavras de alguém são apenas parte de sua vida, pois sua verdadeira história se dá em seu pensamento - Ninguém conhece essa história, de fato, senão ela mesma. Ele acredita que biografias relatam (superficialmente) fatos da vida de um ser humano, mas o verdadeiro livro da vida de alguém não pode ser escrito.

"Raízes" é um esforço honesto por parte da autora de expor seus pensamentos e narrar a história de alguém que, em meio a altos e baixos, se reencontrou no caminho e continua a esboçar novas páginas deste livro.

Saturday, June 18, 2011

Jars of Clay em Turnê Brasileira

Postagem revisada em 02 de Setembro.

22 Set ... Belo Horizonte, MG
23 Set ... Goiânia, GO (info aqui) ... a partir de R$15 o ingresso
24 Set ... Recife, PE (info aqui) ... ingressos avulsos a R$30.00 (limite de 300)

A notícia já está por todo lado! Demorou, mas confirmaram os 3 shows. Não é novidade para ninguém que eu sou apaixonado com o trabalho do Jars of Clay e que estou muito feliz por saber que eles virão ao Brasil e poderei revê-los, em meu próprio país.

Recife já estava confirmado, dentro da Conferência Oxigênio 2011, São Paulo também estava nos planos, junto com Belo Horizonte, mas São Paulo foi cancelado. Como eu disse, eu não ficaria surpreso se as cidades sofressem alguma mudança, mas enquanto isso não acontece, sugiro que façam uma divulgação massiva pela internet, redes sociais, colégios, igrejas, casas de eventos, estações de rádio e TV etc.

Tenho certeza que todos que se identificam com o trabalho do Jars of Clay se importam com o bem estar e sentimento de que são benvindos, pela primeira vez, em nosso país, para retornar nos próximos anos.

Sugiro que aqueles que usam Twitter, passem a utilizar a hashtag #jarsofbrazil, de forma que a publicidade deles e até eles mesmo, possam perceber como estamos trabalhando e empolgados para que os shows sejam um sucesso.

Alguns fãs da banda, que podem lhe ajudar com a divulgação e que estarão nos shows são:

Em São Paulo:

Cah @pimpolhacah
Joyce @JhoyRodrigues
Zee @zee_giesbrecht
Dani @DaniiiLopess
Ricardo
@sh4jesusfreak
André @andreschimidt

No Sul

Jeff @jefbernardino
Driko @tcheadriano
Matheus @matheuspaulo
[dono da comunidade Jars of Clay Brasil no Orkut]
Sammy @sammysantino

No Nordeste

Paulo @pcfranca
Manu @manusinia

Em Brasília

Rafa @jarsgirl_r
Luh @jarsgirl21

Em Belo Horizonte

Juca @jucaofclay
Jenny @jennydeoliveira
Wendell
@wendell_reis

Para ajudar na promoção, fiz uma Biografia geral da trajetória da banda, como segue.

Estou à disposição de todos para ajudar no que for preciso.

Jars of Clay

A banda Jars of Clay começou no Greenville College em Greenville, IL quando quatro jovens se encontraram e descobriram a amizade através da música. Eles se especializaram em "Música Contemporânea", um departamento até então recente no colégio. Charlie Lowell, Dan Haseltine e Matt Bronleewe estudaram lá em 1992 e tocaram em várias bandas e produziam seus próprios projetos em estúdio.

Quando Stephen Mason apareceu na cena em Setembro de 1993 e possuía interesses similares por música, eles decidiram escrever uma música juntos, "só por diversão". Dan chegou a conhecer o Stephen porque ele estava vestindo uma camisa escrita "Toad the Wet Sprocket", uma banda que ambos admiravam por seu som incomparável. A banda escreveu e gravou uma música chamada "Fade to Grey", a qual incluía amostras de bateria, uma canção que com uma levada techno. Era apenas um projeto de estúdio, apenas para reconhecimento numa aula de gravação. Seus amigos gostaram da música e então eles a tocaram no fim de Outubro, num Café no colégio chamado "Underground Cafe", o que eles fizeram para arrecadar dinheiro para casas de desabrigados e para grupos de assistência a prisões. O "Underground" era o dormitório onde a maioria dos formandos de música habitavam. A banda continuou a fazer aulas e quando eles arrumaram um tempo, decidiram tocar "Little Drummer Boy" no Underground Cafe no dia 7 de Dezembro, visto que estava próximo da temporada de Natal. Uma versão estranha e modificada de "Rudolph the Red-Nosed Reindeer" também havia sido tocada naquela noite, com a melodia de "Smells Like Teen Spirit" do Nirvana.

Logo após as férias de Natal, os quatro decidiram que gostariam de escrever mais músicas para colocarem em seu repertório ao vivo e satisfazer às exigências de suas aulas de gravação de estúdio, mas acharam que seria apropriado dar um nome a estas colaborações. Charlie lembrou-se de um versículo, que falava sobre a fragilidade do homem e como o sopro de vida estava em nossos corpos físicos. Esta passagem incluía a frase "Jars of Clay". A banda achou que seria uma boa maneira para manterem-se humildes.

Nisso, em Janeiro de 1994, nasceu a banda Jars of Clay. "Love Song for a Savior", uma música pop e cativante, ficou bastante popular entre os colegas. Na escola, Dan havia lido um livro chamado "Death by Child Abuse" de Ursula Sunshine. O livro detalhava a luta pela sobrevivência de uma garotinha que havia sido abusada e morta por um membro da família. Isto tocou seu coração e a banda quis escrever não sobre os fatos deprimentes pelos quais ela passou, mas sobre a esperança que temos, apesar dos problemas que o mundo tem.

Eles escreveram "He" em Março e então a gravaram. Depois disso, eles fizeram um pequeno show na Tower Grove Christian School em St. Louis no dia 18 de Março e agendaram um show em Trenton, IL para o dia 23 de Março. Além disso, fizeram um show na cidade natal de Steve e dois shows em Six Flags num festival de música. As aulas continuaram e a banda lutava por um tempo para escreverem juntos. Charlie leu uma matéria sobre um concurso de talentos, o qual ele pensou que seria legal participar - e não tinha nenhuma idéia de que seriam escolhidos para tocarem ao vivo meses depois, em Nashville para gravadoras. Dez bandas finalistas foram escolhidas de todos os Cds demo enviados e a banda Jars of Clay foi escolhida para ser uma delas.

Em 27 de Abril de 1994, Jars of Clay tocou no festival no 328 Performance Hall em Nashville, TN. Esta apresentação foi o teste final do concurso de melhor nova banda na categoria. O Jars passou no teste e conseguiu o grande prêmio. Eles tocaram "Fade to Grey" e "Like a Child", acompanhado de gestos e usando bicos de bebê em suas bocas e foram muito bem recebidos pelas gravadoras que estavam presente. Além disso, em Abril, a banda decidiu terminar o CD demo que recebeu o título de Frail. Eles fizeram 1.000 cópias para amigos e membros de família compararem e tiveram uma pequena festa de lançamento na escola. As cópias se esgotaram rápido e em Junho, eles fizeram mais 500 para gravadoras e para aqueles que não conseguiram obter uma cópia na primeira vez.

A banda então decidiu que eles deveriam correr pela avenida da música e se mudaram para Nashville, deixando pendente seu curso na faculdade. Matt Bronleewe decidiu continuar seus estudos naquele momento e ia se casar, portanto decidiu não se mudar para Nashville com a banda. Visto que o som da banda incluía um dueto de violões acústicos, foi necessário encontrar um novo membro para preencher o espaço e o melhor amigo de Charlie decidiu, após muito debate, unir-se à banda e mudar-se para Nashville, em Agosto. Matt Odmark foi professor de Inglês, da Universidade de Rochester, mas gostava de tocar violão em pequenos cafés. Sua adaptação dentro da banda foi difícil, devido a sua falta de envolvimento na indústria da música, mas em Agosto, os membros estavam bastante confortáveis juntos, enquanto viviam em quarteirões próximos, num apartamento pequeno de dois quartos em Antioch, TN. Eles também conseguiram empregos naquele período, em lugares como pizzarias, lojas de shoppings e depósitos de livro, enquanto aguardavam o contrato e ficavam a imaginar se eles realmente um dia poderiam assinar com uma gravadora. Eles promoviam seu CD demo e encontraram-se com muitas gravadoras durante o verão, negociaram os contratos em potencial com um advogado, durante o outono e finalmente no inverno, assinaram com a Essential Records, uma divisão da Brentwood Music (hoje chamada de Provident Records).

Este foi um passo inesperado para a banda, visto que a Essential era a menor gravadora com quem eles fizeram entrevista. Além disso, a Essential possuía poder sólido de apoio da maior gravadora, que era a Brentwood Music, que a comprou e utilizou outro distribuidor, a Silvertone Records de Zomba/Jive, para atingir uma público maior.

Uma médica da Essential, que era uma boa amigos deles, era sobrinha do guitarrista e engenhoso compositor Adrian Belew. Ele entregou o CD demo Frail a ele, que ficou muito impressionado e decidiu produzir algumas canções para o álbum. Sua colaborações anteriores com Laurie Anderson, The Talking Heads, Nine Inch Nails, David Bowie, Frank Zappa e envolvimento durante um longo tempo com King Crimson, sem mencionar diversos álbuns solo, fez dele um dos principais candidatos a produtor. Eles decidiram que ele produziria "Flood" e "Liquid", as canções mais alternativas e auto-produziram as demais músicas do CD, por causa da falta de dinheiro. Muitos músicos de estúdio vieram para preencherem os espaços e Ron Huff fez ótimos arranjos de corda para ornamentar as músicas e dar a eles sua qualidade orquestral incomparável. O primeiro single do álbum de estréia foi "Flood" que ficou como o no. 1 das paradas por um longo tempo. A banda recebeu elogios da alta crítica em diversas revistas e outras fontes, devidos às harmonias exclusivas e instrumentação no CD e também por sua honestidade extrema e letras relacionais, que discutiam situações reais da vida, que nos coloca em difíceis desafios.

Enquanto isso, mais rádios perceberam a popularidade da música e algumas começaram a tocá-la. Foi então que a Essential Records decidiu usar o selo coligado Silvertone, para promover o álbum e enviou CDs singles para as diversas rádios.

Muitas das estações de rádio amaram o single e começaram a tocar regularmente, pois os telefones tocavam constantemente com ouvintes curiosos, perguntando de quem era a música. Jars of Clay havia tocado então em alguns festivais no verão de 1995 e decidiram assinar novamente para abrirem shows do PFR e Brent Bourgeois.

1996 foi o ano de intenso sucesso para a banda. "Flood" chegou à posição #1 em diversas rádios seculares, devido a sua popularidade no noroeste dos EUA, onde muitas bandas alternativas eram populares e o álbum permaneceu no top 60 por quase o ano todo, também permaneceu no Top 200 da Billboard por um período completo de 52 semanas. O CD virou disco de ouro e rapidamente atingiu o status de disco de platina. O álbum de estréia vendeu até então, aproximadamente 2.000.000 de cópias.

A banda programou uma turnê inicial bastante profissional em teatros como The Roxy and House of Blues para o outono de 1996. Eles compararam seu próprio equipamento de som e luzes e tiveram com eles Roddy Chiong, um violonista, na turnê, para abrir os shows com uma apresentação de violino clássico e usando cenários como cortinas dobradas, tapetes orientais e castiçais. A banda The Samples abriu os shows nas primeiras semanas e logo foram retirados da turnê, por uma incompatibilidade com o Jars e bem como com seu público. The Gufs foi uma banda de abertura legal para os shows e muitas outras bandas abriram os shows do Jars durante aquele tempo também, incluindo Sarah Masen, Duncan Sheik, Matchbox 20 e Sarah Jahn.

No final de 1996, a banda estava desgastada por causa da turnê e precisavam de material novo para seu próximo trabalho, então começaram a escrever novas músicas para usarem em um novo CD. Eles entrevistaram muitos produtores e decidiram-se por Steve Lipson, que havia produzido para Simple Minds, Prefab Sprout, Annie Lennox e muitos outros. Lipson veio e ajudou a desenvolver o CD nos estúdios Xanadu, fora de Nashville. Depois deste período, eles continuaram a fazer turnês esporadicamente e fizeram viagens ocasionais a Londres, onde Lipson reside, para mixarem o CD em seu estúdio. Este CD foi feito numa parte meio triste da Inglaterra, quando os caras estavam longe de suas esposas - vindo portanto daí os sons e temas ocasionalmente obscuros. Apesar de que a banda estava muito feliz com o CD, Much Afraid não vendeu tantas cópias quanto o primeiro CD (apesar de também ter alcançado disco de platina). Se bem que ele era demasiadamente perfeito com uma super-produção para os ouvidos da maioria dos ouvintes de pop de rádio. Ele teve a quantidade normal de hits e Five Candles & Crazy Times podiam ser ouvidas ocasionalmente em outras rádios. A banda também realizou diversos trabalhos com empresas cinematográficas durante este período e foram convidados a participar da trilha de vários filmes. Entre elas: Hard Rain ("Flood"), Liar Liar ("Five Candles"), Long Kiss Goodnight ("The Chair"), Jack Frost ("Five Candles"), e Prince of Egypt ("Everything in Between"). A era do Much Afraid também trouxe para os caras um Grammy de melhor álbum na categoria e tiveram o privilégio de tocar Fade to Grey com uma orquestra no Dove Awards de 98. Além disso, eles fizeram mais algumas turnês principais: "The Bubblemaker's Dream Tour" (Outono de 97/Primavera de 98) e a turnê "Tour 101: Back to Basics" (Outono de 98/Primavera de 99). Eles agendaram também um show especial no Ryman Auditorium em Nashville com a Nashville String Machine, onde gravaram um CD duplo especial para o fã-clube chamado Stringtown. Isto fez com eles lançassem um fã-clube internacional que tem tido grande sucesso desde então.

Isto nos traz até 1999, quando a banda escreveu talvez seu mais emocionante álbum até o momento: If I Left the Zoo. Salvas as turnês, o processo de composição para o novo CD e seus casamentos, o Jars teve pouquíssimo tempo livre para ajudar outros artistas. A maioria deles apareceu na canção feita com Jonathan Noel, "Hand" e o Charlie tocou alguns acordes em programas de TV com o Sixpence None the Richer.

Joe Porter foi recebido como novo baterista para substituir Scott Savage. Eles continuam grandes amigos e Scott inclusive substituiu Joe em algumas ocasiões.

If I Left the Zoo foi um projeto super empolgante e experimental, gravado com o produtor Dennis Herring (Counting Crows, Innocence Mission, Cracker) em Oxford, MS. O título refere-se ao mundo como um zoológico e o álbum, como a maioria dos trabalhos do Jars, é cheio de metáforas e figuras líricas. O título refere-se ao que potencialmente poderia ser alcançado se deixássemos nossas atuais áreas de conforto. Escrito a partir de um ponto de vista, com que todos podemos nos relacionar.

Seu próximo trabalho, The Eleventh Hour, seria o primeiro cd inteiramente produzido pela banda, desde letras e instrumentações, até a arte de capa. Para muitos, esse cd foi o som mais pop e modesto da banda até então, que veio acompanhado de um dvd, The 11th Live, Jars of Clay in concert. Seguindo essa fase, lançaram o cd duplo ao vivo/acústico, Furthermore, from the Studio and From the stage, que arrecadou novos admiradores e reforçou laços com o público mais apaixonado por seu som folk acústico e performances ao vivo.

Who we are instead manteve a linha acústica do último trabalho, com novas texturas vocais e melódicas, precedendo um trabalho ousado de covers eclesiásticos antigos, chamado Redemption Songs. Naquele período, a banda sentiu que deveriam retornar aos sons pesados de seus primeiros álbums e lançaram o então grandemente admirado Good Monsters, com experimentação progressiva e texturas de brit-pop. Good Monsters selou o final de seu contrato com a Essential Records, quando a banda lançou uma coletânea de melhores hits, The Greatest Hits e ainda foi honrada com um cd duplo de maiores hits de todos os tempos, da coleção Essential, chamada The Essential Jars of Clay.

Já independentes, a banda se lançou em um projeto há muito sonhado, que foi seu cd completo de canções natalinas, Christmas Songs, lançado no final de 2007. Seguido do EP Closer, que já propunha a direção em que o próximo grande cd de estúdio seguiria. Sons pops, reminiscentes dos anos 80, com uso de sintetizadores, demonstrando as mais fortes influências dos membros da banda. O projeto se chamou The Long Fall Back to Earth, que dava continuidade aos temas sobre relacionamentos e comunidade, iniciados em Good Monsters.

Em 2010, para selar os 15 anos de banda, uma coletânea de 4 EPs ao vivo, gravados em estúdio, começou a ser lançada, um a um, sendo o primeiro com músicas do último projeto, The Long Fall Back to Earth, o segundo seria um retorno ao seu primeiro cd, o terceiro de canções Natalinas, lançadas em Dezembro 2010 e o quarto uma coletânea de canções de grande peso e profundidade na carreira da banda, lançado no início de 2011.

Além dos 4 EPs, a banda lançou sua mais nova contribuição com a música, um esforço com inúmeros nomes da cena musical de Nashville, TN, chamado The Shelter, com temas voltados especificamente para a necessidade de se estabalecer comunidades e interdependência entre pessoas. O cd foi lançado em 5 de Outubro de 2010. Desde seu lançamento, a banda esteve em pelo menos 2 grandes turnês para promoção de The Shelter e no momento estão se reunindo para compor canções para o próximo projeto.

Thursday, April 07, 2005

Biografia - Jars of Clay :: Nashville, TN/ USA

"Como o vaso que o oleiro fazia de barro se lhe estragou na mão, tornou a fazer dele outro vaso, segundo bem lhe pareceu; Então, veio a mim a Palavra do Senhor: Não poderei eu fazer de vós como fez este oleiro, ó casa de Israel? - diz o Senhor; eis que, como o barro na mão do oleiro, assim sois vós na minha mão, ó casa de Israel". Jeremias 18:4-6.


JARS OF CLAY: HISTÓRIA Escrita por Andy Lowell (& Steve Carlson)
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A banda Jars of Clay começou no Greenville College em Greenville, IL quando quatro jovens se encontraram e descobriram a amizade através da música. Eles eram especializados em "Música Cristã Contemporânea", um departamento até então um pouco recente no colégio. Charlie Lowell, Dan Haseltine e Matt Bronleewe estiveram lá no ano de 1992 e tocaram em várias bandas e bem como produziam seus próprios projetos em estúdio. Estas bandas incluem Chrysalis, Jazon, Yellow #7, Second Level e muitas outras envolvendo alunos do departamento de MCC, entre outros. Quando Stephen Mason apareceu na cena em Setembro de 1993 e possuía interesses similares por música, eles decidiram escrever uma música juntos, "só por diversão". Dan encontrou-se com Stephen porque ele estava vestindo uma camisa escrita "Toad the Wet Sprocket", uma banda que ambos admiravam por seu som incomparável. A banda escreveu e gravou uma música chamada "Fade to Grey", a qual incluía muitas amostras de bateria, uma canção que lembrava bastante algo tehcno. Era apenas um projeto de estúdio, apenas para reconhecimento numa aula de gravação. Seus amigos gostaram da música e então eles a tocaram no fim de Outubro, num Café no colégio chamado "Underground Cafe", o que eles fizeram para arrecadar dinheiro para casas de desabrigados e para ministério de prisões. O "Underground" era o dormitório onde a vasta maioria de formandos de música habitavam. A banda continuou a fazer aulas e quando eles arrumaram um pouco de tempo, eles decidiram tocar "Little Drummer Boy" no Underground Cafe no dia 7 de Dezembro, visto que estava próximo da temporada de Natal. Uma versão estranha e modificada de "Rudolph the Red-Nosed Reindeer" também havia sido tocada naquela noite, com a melodia de "Smells Like Teen Spirit" do Nirvana.

Logo após as férias de Natal, os quatro decidiram que gostariam de escrever mais músicas para colocarem em seu repertório ao vivo e satisfazer às exigências de suas aulas de gravação de estúdio, mas acharam que seria apropriado dar um nome a estas colaborações. Charlie lembrou-se de um versículo bíblico que ele havia lido, que falava sobre a fragilidade do homem e sobre a ironia de que este incrível fôlego de vida de Deus havia sido sobrado em nossos frágeis corpos físicos. Esta passagem, que relata as lutas do homem e a prova de nossas vontades e corpos, que por fim nos fornece a força para resistir o sofrimento da vida, incluía a frase "Jars of Clay" (Vasos de Barro). A frase foi escrita pelo Apóstolo Paulo e foi retirada de 2 Coríntios, 4:7. "Temos, porém, este tesouro em vasos de barro, para que a excelência do poder seja de Deus e não de nós". A banda achou que seria uma boa maneira para manterem-se humildes - Ter o nome da banda que os forçaria a se lembrar continuamente que todas as suas bençãos vêem de Deus, inclusive o Dom de escrever músicas que os seus colegas de escola gostavam. Nisso, em Janeiro de 1994, nasceu a banda Jars of Clay. "Love Song for a Savior", uma música pop repetitiva mas cativante, ficou bastante popular entre os colegas. Na escola, Dan havia lido um livro chamado "Death by Child Abuse" de Ursula Sunshine. O livro detalhava a luta pela sobrevivência de uma garotinha que havia sido abusada e morta por um membro da família. Isto tocou seu coração e a banda quis escrever não sobre os fatos deprimentes pelos quais ela passou, mas sobre a esperança que temos, apesar dos problemas que o mundo tem. Eles escreveram "He" em Março e então a gravaram apenas "por diversão". Depois disso, eles fizeram um pequeno show na Tower Grove Christian School em St. Louis no dia 18 de Março e agendaram um show na Igreja Batista Comunidade da Graça em Trenton, IL para o dia 23 de Março. Além disso, fizeram um show na cidade natal de Steve e dois shows em Six Flags num festival cristão. As aulas continuaram e a banda lutava por um tempo para escreverem juntos. Charlie viu uma matéria na Revista CCM Magazine de um concurso de talentos, o qual ele pensou que seria legal participar - e não tinha nenhuma idéia de que seriam escolhidos para tocarem ao vivo meses depois, em Nashville para gravadoras. Dez bandas finalistas foram escolhidas de todas os Cds demo enviados e a banda Jars of Clay foi escolhida para ser uma delas.

Em 27 de Abril de 1994, Jars of Clay tocou no Gospel Music Association Spotlight Competition no 328 Performance Hall em Nashville, TN. Esta apresentação foi o teste final do concurso de melhor nova banda cristã e o Jars passou no teste e conseguiu o grande prêmio. Eles tocaram "Fade to Grey" e "Like a Child" juntamente com coreografias e com bicos de bebê em suas bocas e foram muito bem recebidos pelas gravadoras que estavam presente. Além disso em Abril, a banda decidiu terminar o CD demo que recebeu o título de Frail. Eles fizeram 1.000 cópias para amigos e membros de família compararem e tiveram uma pequena festa de lançamento na escola. As cópias se esgotaram rápido e em Junho, eles fizeram mais 500 para gravadoras e para aqueles que não conseguiram obter uma cópia na primeira vez.

Eles voltaram para Greenville para finalizar o ano e finalmente tocaram novamente na escola em Maio em um "Midnight Breakfast". Neste evento, eles tocaram "Love Song for a Savior" e "Fade to Grey" para seus colegas de escola e receberam uma resposta surpreendente. Dois shows foram feitos neste mês no Agape Festival em Greenville. Enquanto isso, eles receberam ligações nos telefônes públicos de seus dormitórios de gravadoras à procura da banda e querendo assinar com eles para a gravação de um CD. A banda então decidiu que eles deveriam correr pela avenida da música e se mudaram para Nashville, deixando "parada" a carreira na escola. Matt Bronleewe decidiu continuar na escola naquele momento e ele também estava se casando, portanto decidiu não se mudar para Nashville com a banda. Visto que o som da banda incluía um dueto de violões acústicos, foi necessário encontrar um novo membro para preencher o espaço e o melhor amigo de Charlie da escola decidiu, após muito debate, unir-se à banda e mudar-se para Nashville em Agosto. Matt Odmark esteve na Universidade de Rochester como mestre em Inglês, mas gostava de tocar violão em pequenos cafés. Sua assimilação dentro da banda foi difícil, devido a sua falta de envolvimento na indústria da música, mas em Agosto os membros da banda estavam bastante confortáveis juntos, enquanto viviam em quarteirões próximos, num apartamento pequeno de dois quartos em Antioch, TN. Eles também receberam empregos naquele período, em lugares tipo pizzarias, lojas de shoppings e depósitos de livro, enquanto aguardavam o contrato e ficavam a imaginar se eles realmente um dia poderiam assinar com uma gravadora. Eles promoviam seu CD demo e encontraram-se com muitas gravadoras durante o verão, negociaram os contratos em potencial com um advogado, durante o outono e finalmente no inverno, assinaram com a Essential Records, uma divisão da Brentwood Music (agora coletivamente chamada de Provident Records).

Este foi um passo inesperado para a banda, visto que a Essential era a menor gravadora com quem eles fizeram entrevista, mas sentiram que ela era mais como uma família. Além disso, a Essential possuía poder sólido de apoio da maior gravadora que era a Brentwood Music a qual comprou-a e a Brentwood utilizou um distribuidor secular, Silvertone Records de Zomba/Jive, para atingir uma público maior.

Durante o outono, eles também separaram um tempo para apresentações ocasionais durante sua atarefada agenda de trabalho. Eles fizeram um show em 29 de Setembro, para aproximadamente quarenta pessoas no "Stage Left" (literalmente no lado esquerdo de um palco) na Universidade de Austin Peay em Clarksville, TN. Eles alugaram todo o equipamento necessário para este show e de fato, perderam uma quantia significativa de dinheiro mas gostaram muito da experiência. Eles tocaram 40 minutos de suas novas músicas e 40 minutos de covers do PFR, The Monkees, Third Matinee, New Order, Toad the Wet Sprocket, entre outros. Eles agendaram outros shows ocasionais, um com o Sixpence None the Richer em Rocketown em Outubro e uma outra apresentação acústica no AM/PM coffeehouse, uma apresentação numa escola Católica em St. Louis, um show em Greenville novamente com o Sixpence, e finalmente, no Caffe Milano em Nashville, TN. Durante o inverno e primavera eles gravaram seu álbum de estréia pela Essential e o lançaram em Maio de 1995, seguido de sua primeira turnê oficial, onde abriram shows para PFR e Brent Bourgeois. Uma médica da Essential, que era uma boa amigos deles, era sobrinha do guitarrista e engenhoso compositor Adrian Belew. Ele entregou o CD demo Frail a ele, que ficou muito impressionado. Belew também esteve investigando a fé cristã, portanto ele decidiu produzir algumas canções para o álbum. Sua colaborações anteriores com Laurie Anderson, The Talking Heads, Nine Inch Nails, David Bowie, Frank Zappa e envolvimento durante um longo tempo com King Crimson, sem mencionar diversos álbuns solo, fez dele um dos principais candidatos a produtor. Eles decidiram que ele produziria "Flood" e "Liquid", as canções mais alternativas e auto-produziram as demais músicas do CD por causa da falta de dinheiro. Muitos músicos de estúdio vieram para preencherem os espaços e Ron Huff fez ótimos arranjos de corda para ornamentar as músicas e dar a eles sua qualidade orquestral incomparável. O primeiro single do álbum de estréia lançado em rádios cristãs foi "Flood" que ficou como o no. 1 por um longo tempo. A banda recebeu elogios da alta crítica em diversas revistas Cristãs e outras fontes, devidos às harmonias exclusivas e instrumentação no CD e também por sua honestidade extrema e letras relacionais, que discutiam situações reais da vida e fé em Deus, que nos coloca em difíceis desafios.

Enquanto isso, as rádios seculares, de alguma forma, perceberam a popularidade da música e algumas começaram a tocá-la. Foi então que a Essential Records decidiu usar o selo coligado Silvertone, para promover o álbum e enviou CDs singles para as diversas rádios.

Muitas das estações de rádio amaram o single e começaram a tocar regularmente, porque após ter sido tocada, os telefones tocavam constantemente com ouvintes curiosos, perguntando de quem era a música. Jars of Clay havia tocado então em alguns festivais no verão de 1995 e decidiram assinar novamente para abrirem shows do PFR e Brent Bourgeois. Depois desta turnê, souberam que haviam sido convidados para abrir os shows do Michael W. Smith em sua turnê nacional, no começo de 1996 e aceitaram o convite com muita gratidão. Um show no The Foundry em Nashville foi feito para arrecadar dinheiro para o Instituto contra Abuso Infantil de Middle Tennessee e o CD especial de natal Drummer Boy foi lançado para levantar fundos também para esta instituição. A lista de convidados especiais para este show incluía Phil Keaggy e Cindy Morgan.

1996 foi o ano de intenso sucesso para a banda. "Flood" chegou à posição #1 em diversas rádios seculares, devido a sua popularidade no noroeste dos EUA, onde muitas bandas alternativas eram populares e o álbum permaneceu no top 60 por quase o ano todo, também permaneceu no Top 200 da Billboard por um período completo de 52 semanas. O CD virou disco de ouro e rapidamente atingiu o status de disco de platina. O álbum de estréia vendeu até então, aproximadamente 2.000.000 de cópias.

Os shows do Michael W. Smith tiveram muito sucesso e a banda promoveu o CD em peso ao tocar e dar entrevistas em muitas apresentações internas e em shows de rádios seculares. Eles continuaram a fazer turnês por conta própria no verão de 1996 e decidiram levar a música ao circuito onde ouvintes seculares pudessem sentir-se confortáveis, vendo a banda onde eles vêem suas outras bandas favoritas. Isto tornou-se um ministério intenso, mas também trouxe consigo muito sarcasmo e decepção ao público cristão que às vezes, os acusavam de estarem se tornado uma banda secular, apesar de que nada em suas letras, música ou quanto a suas vidas espirituais houvesse mudado. Seus objetivos mudaram gradativamente ao perceberam que poderiam ministrar para um público onde não parecia alcançar mais ninguém.

A banda programou uma turnê inicial bastante profissional em teatros como The Roxy and House of Blues para o outono de 1996. Eles compararam seu próprio equipamento de som e luzes e tiveram com eles Roddy Chiong, um violonista, na turnê, para abrir os shows com uma apresentação de violino clássico e usando cenários como cortinas dobradas, tapetes orientais e castiçais. A banda The Samples abriu os shows nas primeiras semanas e logo foram retirados da turnê, por uma incompatibilidade com o Jars e bem como com seu público. The Gufs foi uma banda de abertura legal para os shows e muitas outras bandas abriram os shows do Jars durante aquele tempo também, incluindo Sarah Masen, Duncan Sheik, Matchbox 20 e Sarah Jahn.

No final de 1996, a banda estava desgastada por causa da turnê e precisavam de material novo para seu próximo trabalho, então começaram a escrever novas músicas para usarem em um novo CD. Eles entrevistaram muitos produtores e decidiram-se por Steve Lipson, que havia produzido para Simple Minds, Prefab Sprout, Annie Lennox e muitos outros. Lipson veio e ajudou a desenvolver o CD nos estúdios Xanadu, fora de Nashville. Depois deste período, eles continuaram a fazer turnês esporadicamente e fizeram viagens ocasionais a Londres, onde Lipson reside, para mixarem o CD em seu estúdio. Este CD foi feito numa parte meio que triste da Inglaterra, quando os caras estavam longe de suas esposas - vindo portanto daí os sons e temas ocasionalmente obscuros. Apesar de que a banda estava muito feliz com o CD, Much Afraid não vendeu tantas cópias quanto o primeiro CD (apesar de também ter alcançado disco de platina). Se bem que ele era demasiadamente perfeito com uma super-produção para os ouvidos da maioria dos ouvintes de pop de rádio. De fato, ele teve a quantidade normal de hits em rádios cristãs e Five Candles & Crazy Times podiam ser ouvidas ocasionalmente em rádios seculares também. A banda também realizou diversos trabalhos com empresas cinematográficas durante este período e foram convidados a participar da trilha de vários filmes. Entre elas: Hard Rain ("Flood"), Liar Liar ("Five Candles"), Long Kiss Goodnight ("The Chair"), Jack Frost ("Five Candles"), e Prince of Egypt ("Everything in Between"). A era do Much Afraid também trouxe para os caras um Grammy Award por melhor álbum Gospel do ano e eles tiveram o privilégio de tocar Fade to Grey com uma orquestra no Dove Awards de 98. Além disso, eles fizeram mais algumas turnês principais: "The Bubblemaker's Dream Tour" (Outono de 97/Primavera de 98) e a turnê "Tour 101: Back to Basics" (Outono de 98/Primavera de 99). Eles agendaram também um show especial no Ryman Auditorium em Nashville com a Nashville String Machine, onde gravaram um CD duplo especial para o fã-clube chamado Stringtown. Isto fez com eles lançassem um fã-clube internacional que tem tido grande sucesso desde então.

Os eventos pessoais mais importantes daquela época foram os casamentos de todos os membros da banda. Stephen Mason também entrou na nova fase de sua vida como pai. Viagens internacionais também se tornaram parte regular do trabalho. Jars fez turnês na Austrália e em Cingapura para promoverem Much Afraid e também abriram uma cruzada de Franklin Graham em Aberdeen, Escócia, e alguns dias em Londres incluindo o Shepherd's Bush Empire.

Isto nos traz até 1999, quando a banda escreveu talvez seu mais emocionante álbum até o momento: If I Left the Zoo. Salvas as turnês, o processo de composição para o novo CD e seus casamentos, o Jars teve ainda uma minúscula quantia de tempo livre para ajudar outros artistas. A maioria deles apareceu na canção feita com Jonathan Noel, "Hand" e o Charlie tocou alguns acordes em programas de TV com o Sixpence None the Richer.

Joe Porter foi recebido como novo baterista para substituir Scott Savage, que prossegui na carreira como baterista de Jaci Velasquez, devido a diferenças musicais com o resto da banda. Eles continuam grandes amigos e Scott inclusive substituiu Joe em algumas ocasiões.

If I Left the Zoo é um novo projeto super empolgante gravado com o produtor Dennis Herring (Counting Crows, Innocence Mission, Cracker) em Oxford, MS. O título refere-se ao mundo como um zoológico e o álbum, como a maioria dos trabalhos do Jars, é cheio de metáforas e figuras líricas. O título refere-se ao que potencialmente poderia ser alcançado se deixássemos nossas atuais áreas de conforto. Escrito a partir de um ponto de vista tal ao qual todos podem estar relacionados, possui poucos jargões sobre fé, ainda que as letras sejam baseadas em fortes princípios de fé e fazem referências às Escrituras, à Pessoa de Cristo e à Graça que nos foi dada. A HISTÓRIA CONTINUA ... Biografia "Interactive" Em sua Segunda carta aos Coríntios, o Apóstolo Paulo escreveu: "Temos, porém, este tesouro em vasos de barro, para que a excelência do poder seja de Deus e não de nós". 2000 mil anos depois, Steve Mason vê o propósito de sua banda em muito da mesma maneira. "O vaso de barro é uma ilustração de algo que se quebra tão facilmente, que de forma alguma você colocaria um tesouro valioso dentro dele, de fato Deus faz desta forma" diz ele, "este verso ilustra em cheio o que queremos comunicar".

Tirando o seu nome e sua missão de II Coríntios 4:7, o Jars of Clay, em seu álbum de estréia auto-entitulado, coloca uma mensagem tão velha quanto a própria Palavra, em suas músicas que estão num contexto fulminante de rock moderno.

O som do Jars of Clay é construído na voz do vocal principal Dan Haseltine, depositada sobre uma interação de violões acústicos rítmicos e viajantes de Steve Mason e Matt Odmark, coloridos com os teclados de Charlie Lowell, freqüentemente etéreos. Com influências que variam desde Beatles e Jimi Hendrix, ao valente cristão Rich Mullins e os roqueiros modernos alternativos Toad the Wet Sprocket e Depeche Mode, o Jars of Clay desenvolveu um som que aliás, é próprio deles mesmos.

"Gostaria de pensar que aquilo que estamos fazendo aqui é exclusivo" diz Steve. "Fico frustrado com obras sendo apenas 'o equivalente cristão' de um outro alguém, pois penso que se é de Deus, pode ser melhor que qualquer coisa que o mundo possa oferecer".

Fim.

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Trajetória do Jars of Clay: Mais Honestos? Impossível.

O Jars of Clay foi formado no final de 1993 e em pouco mais de um ano, tornaram-se um dos acontecimentos mais procurados na música cristã, quando ganharam o Gospel Music Association Spotlight Award em 1994, recebendo mais de 200 feitos como a melhor banda ainda sem um contrato que havia no momento.

Charlie e Dan se encontraram em 1992 no colégio de Greenville em Illinois. Ambos viviam no mesmo andar do dormitório e estavam se formando na programa de música contemporânea da escola. Quando descobriram que tinham o mesmo gosto musical, eles começaram a trabalhar num projeto de gravação de um demo juntos, no estúdio de Greenville.

No ano seguinte, o baixista Steve Mason, que era um jovem novato, uniu-se aos dois e ao amigo guitarrista do Charlie, colega de quarto, para formarem uma banda legítima. "As pessoas pareciam realmente gostar e querer saber mais sobre o que estávamos fazendo", disse Charlie "e nós estávamos nos divertindo, portanto fizemos um CD demo, apenas pra ver se ele daria certo. Foi algo mais por diversão. Não pretendíamos ir a Nashville e tentar conseguir uma negociação sobre uma gravação."

Matt Odmark, um amigo de infância de Charlie, juntou-se à banda, após a partida do violonista original e as coisas começaram a deslanchar mais rápido do que a banda jamais houvera sonhado.

"Após termos terminado três de nossas músicas, nós as entregamos ao GMA Spotlight Song Contest, em 1994 e decidimos tentar terminar material para um cd inteiro." lembra-se Charlie. "Nós passamos todos os nossos fins de semana e nossas férias no estúdio. As pessoas começaram a olhar pra nós como uma banda de verdade."

"O fato de termos vencido no GMA realmente foi o começo de tudo. Não esperávamos nada, portanto nem mesmo tivemos o trabalho de enviar os demos à alguém até então. Após termos vencido, as pessoas começaram a receber um retorno muito positivo. Começamos a enviar nosso Cd para a indústria e receber uma boa resposta, daí começamos a considerar nossa mudança para Nashville para levarmos isso de forma mais séria."

Seria mais exato dizer que as gravadoras começaram a bater na porta da banda. "Estávamos recebendo ligações no telefônico público de nosso dormitório." Diz Charlie, "Nem mesmo sabíamos como alguns deles conseguiram nosso telefone. Finalmente colocamos um aviso no telefone que dizia "Se alguém ligar com relação ao Jars of Clay, anote o telefone deles e diga a eles "tal" ... mas não digam a eles "tal". A escola terminou três semanas mais tarde e viemos para Nashville e começamos a nos encontrar com as pessoas."

O Jars of Clay assinou com a Essential/Brentwood Music e rapidamente foram trabalhar em seu CD, produzido em parte por Adrian Belew, cuja gravação da faixa inclui um pouco dos gigantes do rock progressivo David Bowie e King Crismson, além de diversos projetos solo de outros grandes nomes. Apesar de todos os quatro terem sentido o chamado para carreira musical e ministério por grande parte de suas vidas, o entusiasmo com o qual eles foram recebidos, assim mesmo faziam com que suas cabeças girassem. De fato, o Jars of Clay soube como manter os seus pés no chão.

"Acho que somos mais humildes do que egotistas," diz Charlie "Vendo a resposta das pessoas na indústria e outros músicos que vimos que têm comentado sobre nossa música, nos sentimos honrados, não merecedores e muito abençoados. Algo que estamos tentando estabelecer como uma banda, é um ministério que é um estilo de vida, que vai além da música e o que fazemos como uma banda e mais que qualquer outra coisa, tentamos fazer as pessoas verem que não somos mais do que pessoas normais, que têm fé em Cristo, mas que não são nem um pouco diferentes delas."

"Eu não acho que Deus dê dom de fama ," comenta Matt. "Acho que se estamos na posição onde a atenção será voltada pra nós, haverá um meio desta atenção ser focalizada em Cristo."

Todos os membros do Jars of Clay colaboram com as músicas do CD. Escolher destaques de um CD tão uniformemente inspirado como o Cd Jars of Clay é algo difícil de se fazer. Mas assim mesmo, num todo existe uma maneira de identificá-los.

"Worlds apart fala sobre realmente derrubarmos as paredes que colocamos em volta de nós de orgulho e egoísmo e nos tornarmos vulneráveis como humanos e sobre levantarmos isso em oferecimento a Deus." diz Charlie, "ela possui um certo sentimento sobre isso que é muito forte e que complementa a letra."