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Monday, September 19, 2016

Flores pelo asfalto



Não se preocupe, vamos sobreviver
sorrisos forçados, sob a luz frágil e fria
não há conforto nos lugares familiares, não desta vez
Você o mantém no mais profundo interior
Nem sinal de inundação, mas as águas continuam a subir
Flores pelo asfalto, diamantes nas bolsas de seus olhos
vire o rosto e o esconda

Eu vi uma mulher, com fitas no cabelo
idosa e solitária, tão bonita que tive que parar e fitá-la
A fonte não secará
Se acordar no meio da noite
as paredes cairão, deixando entrar a luz
não é preciso se preocupar
Até os anjos choram

Even Angels Cry | Jars of Clay


Esses versos me transmitem o conforto nas palavras de alguém muito querido, tentando lembrar que apesar de todo o sofrimento, não é preciso se preocupar, ainda que estejamos em um quarto escuro, a luz invadirá e suplantará a escuridão.

Quando sentimos que não há mais esperança, ficamos sem visão e com medo. Nada disso nos torna únicos em nosso sofrimento. Todos sofremos, pecamos, erramos, precisamos de ajuda, pessoas, amor, milagre, conforto. Essa semelhança universal é que nos aproxima.

Não tenha receio de expressar sua humanidade. Choramos, somos falhos e fracos e quando não mais suportarmos a dor, lamentamos. Isso é um traço humano.

Há uma mensagem bastante humana nestes temas: sofrimento, desespero na sobrevivência, o cenário de destruição, portas fechadas, cansaço, desgaste, solidão, pessoas queridas, familiares, todos esquecidos, abandonados, sem identidades. O campo de guerra, onde todos se tornam em seu próximo, todos viram companheiros numa luta por sobrevivência.

Em situações assim, você deseja ouvir algo que alimente sua esperança. Talvez nem mesmo sua própria casa seja um lugar seguro e confortável e passa a ser alvo de destruição também, como tudo em volta. As palavras de conforto virão, mas e o cumprimento delas? Não é certo.

Tuesday, February 02, 2016

"Raízes: o livro de minhas vida" Margareth Rafael

"Então, a árvore começou a se erguer em minha mente, começando a mostrar suas flores, terminando todo o arranjo com uma variedade incrível de frutos. Aqui está o meu fruto, a minha contribuição para essa história familiar..."

 Autobiografia de Margareth Rafael.

“A criança que existia em mim ainda brincava, à tardinha, com muitos amigos. Sentávamos na calçada que havia em frente a minha casa, muitos meninos e meninas. Brincávamos de roda, de passar anel, de "Anjo bom e Anjo mau", de "Pêra, uva ou maçã", de piques, pular corda, amarelinha etc. (...) Minha vida era assim àquela época: estudar, estudar e também já estava sendo treinada para aprender a arrumar, lavar, cozinhar, passar, olhar meus irmãos mais novos. (...) Eu era bem magrinha, braços finos, pele morena clara, olhos castanhos claros, cabelos pretos grandes. Agradeço a Deus pela minha vida, tudo que ele fez em mim e por mim.

As brincadeiras que eu aprendi foram as mais lindas e criativas que eu conheci até hoje. Quando observo as brincadeiras das crianças e pré-adolescentes de hoje, percebo que valeu a pena eu ter sido criança aqui em Itambacuri. Os jogos infantis eram lindos e variadas na escola. Em nossa casa, quase todas as noites, quando juntavam todas as crianças da vizinhança para brincarem, o lugar preferido era a calçada em frente a nossa casa. Casos reais como o que relatei, brincadeiras preferidas como essas já não existem nos dias de hoje. Eram brincadeiras em que não havia maldades. Tudo que se brincava, participava e fazia era sadio.

Ser criança é poder brincar com liberdade, com alegria, sentir a brincadeira em nosso ser, ter o sabor da liberdade no coração e na alma, sentir a inocência de brincar...”


Para o leitor, próximo ou distante, amigo, familiar, ou desconhecido, que as lembranças tricotadas neste livro, como em uma toalha na mesa de uma família mineira, se convertam em escolhas transformadoras da mente e condutoras de ações humanas, antes que tenhamos que nos flagelar a dizer: "Por que não agi enquanto havia tempo?"; "Por que tomei a decisão errada?"; "Por que...?" e antes que o resultado de nossos anelos mais íntimos não passe apenas de intenções presas no passado.

Antes de mais nada, recorde e seja grato!


Minha Resenha:

RAÍZES, Margareth Rafael 
RESENHA por Messias Junior

Reconheço que esboçar minha avaliação sobre "Raízes" é, ao mesmo tempo, um desafio, pois trata-se de um trabalho muito delicado e um aprazimento, pois eu fui o primeiro leitor deste trabalho que me apresentou fragmentos desconhecidos da história de meus familiares e de seus amigos.

O título do livro é desvendado quando a autora adentra suas lembranças da infância, como uma valiosa bagagem de vivência enraizada em sua mente por anos. As recordações na obra se reduzem ao ponto de vista de uma única folha que reconhece o valor de duradouras raízes, no papel de mantê-la saudável e unida às demais folhas da copa da árvore, entrelaçadas em galhos que desabrocham de um tronco majestoso. As raízes de uma árvore são responsáveis por ancorá-la ao solo, mantê-la ereta e estável, além de absorver água e nutrientes vitais para sua sobrevivência, crescimento, desenvolvimento e restauração de mazelas causadas aos membros expostos a intempéries.

A arte de capa apresenta fundo em tons gélidos de azul claro acinzentado que remetem a cenários nostálgicos, contrapostos com os tons de castanha bronzeado, reminiscente da terra original, dessa imagem de uma árvore imponente, cujas folhas estão dispostas em órbitas em torno de um tronco sobre raízes graciosas.

Ao fundo, nota-se a imagem de um semblante masculino, o tronco de identidade altaneira, avô da autora. Clemente Moreira de Assis foi sua inspiração para ordenar lembranças e iniciar este trabalho. A contracapa propõe um mosaico de fotos do acervo da autora que ilustram sua infância, juventude e vida adulta.

Esta é a primeira edição desta obra dedicada a parentes queridos que já faleceram e outros que, hoje, tem a oportunidade de se adentrar no universo das memórias da "Poetisa da alma branca". Não faltaram os agradecimentos àqueles que contribuíram com dados riquíssimos sobre o cotidiano de cada uma das pessoas citadas na obra, em cidades interioranas mineiras como Medina, Itambacuri, Teófilo Otoni e vizinhança.

Com a leitura minuciosa e agradável desta autobiografia em 47 capítulos, nota-se, sem qualquer sombra de dúvidas, como o trabalho desenvolvido ao longo dos últimos 4 anos foi regado com muita dedicação e amor, muito respeito, atenção, carinho, saudade, nostalgia, lágrimas, sorrisos, risadas, entre outros sentimentos.

É interessante perceber como a árvore da família foi descrita já nas primeiras páginas do livro. São informações relevantes que sustentam as narrações dos capítulos por vir. Histórias nostálgicas de parentes de ambas as famílias, descrições muito bem detalhadas dos cenários que foram pano de fundo de cada evento. Apesar do tom grave de alguns acontecimentos, tudo contribui para se compreender a simplicidade com que as famílias do interior viviam, entre elementos bucólicos e trabalhos típicos das grandes casas e fazendas mineiras de outrora, cheias de pessoas vívidas, peculiares em seus modos. A cada mudança de curso, novas experiências passam a fazer parte desse percurso traçado.

O autor de "O príncipe e o mendigo", Mark Twain, destacou que atos e palavras de alguém são apenas parte de sua vida, pois sua verdadeira história se dá em seu pensamento - Ninguém conhece essa história, de fato, senão ela mesma. Ele acredita que biografias relatam (superficialmente) fatos da vida de um ser humano, mas o verdadeiro livro da vida de alguém não pode ser escrito.

"Raízes" é um esforço honesto por parte da autora de expor seus pensamentos e narrar a história de alguém que, em meio a altos e baixos, se reencontrou no caminho e continua a esboçar novas páginas deste livro.

Tuesday, March 18, 2014

Livro "Manancial Poético" - Margareth Rafael



Na última sexta-feira (14), aconteceu na Casa da Cultura de Itambacuri, o pré-lançamento do livro "Manancial Poético", da escritora Margareth das Dores Rafael Moreira Costa.



O Secretário da Cultura fez a abertura do evento, falando da importância deste para a história de Itambacuri e lembrando do lançamento dos livros do grande escritor Sr. Serafim Silva Pereira (in memoriam).



Compor é expor a alma. Seus sentimentos, amores, amizades, sombras, risos. É apontar a época. É transformar os sonhos, os anseios, a beleza em versos. É transmitir a outros a sensibilidade.



A poetisa Margareth Rafael, com seu talento inquestionável, vem compondo poesias que todos deveríamos ter a satisfação de ler e passar aos filhos e amigos. Ela conta os momentos da vida, anuncia o belo, as quedas e lutas, as vitórias, o amor, a ciranda, o colar, a cotovia, a música, entre outros.



"Manancial Poético" é um livro em que a poetisa descreve o que é "estar em meio à multidão", "o encanto do pôr do sol", "o pé de manga", "mais uma história de amor", "quando a mulher se sente só", além de outros leves e lindos poemas.



Durante a programação, a também poetisa Fátima Kalil fez uma homenagem à autora, lendo a poesia "Minha Alma Autista".



Minha Alma Autista
Sinto o mundo girar a minha volta
Sinto o renascer da natureza
O frescor da brisa que me acaricia
O cheiro do mar que me contagia
O balançar das folhas nas árvores
Que cantam a primavera
As flores silvestres que saúdam o amanhecer
No bosque.... na quimera da vida
Vejo o brilhar das estrelas
Que resplandecem no céu noturno.
Vejo de longe os anéis de saturno
Ouço o bater das asas dos pássaros em retirada
Ouço a sinfonia dos cantores que louvam
Em sintonia
Num coral de anjos artistas
Vejo o reflexo da minha triste alma
Que se encontra no momento... Autista.



Além disso, a eterna professora Da. Bezinha prestou uma homenagem a nossa autora, com uma brilhante explanação sobre o que é escrever, o que é ser poeta, o momento de inspiração de quem escreve. Foi emocionante!



Margareth falou da emoção de lançar seu terceiro livro. Os dois primeiros são "Folhas de Outono" e "Poesias com sabor de mar". Ela agradeceu a presença de todos e ao final serviu um coquetel.



Parabéns Margareth por colocar a vida em versos e nos presentear com tantas belas composições.



Fonte: Blog "Itambacuri em Foco"



Wednesday, August 07, 2013

"Poesias com sabor de mar", de Margareth Rafael



 
"Poesias com sabor de mar", o segundo livro de Margareth Rafael, já está disponível para compra no site da Biblioteca 24 Horas.

Sinopse
______________________
Tudo que é belo inspira o poeta a escrever em versos e prosa. Até mesmo a emoção em forma de sofrimento e tristeza faz com que o poeta lave sua alma por meio de poemas e poesias. É um suave caminho, talvez o mais veloz e antigo que se pode encontrar para derramar alegrias e tristezas oriundas de dentro do ser.


Escrevo poesias para transmitir aos leitores sensações leves com sabor de mar. Inspiro-me em toda a natureza, desde o cantar do pássaro até o murmurar das águas do mar. Enlaço-me em meus versos, como se eles fossem reais. Tão reais que leitores já me disseram a respeito de meus sentimentos repassados em meus escritos.

A poesia me completa como ser humano didático, filosófico e como ser pensante que sou. E assim a vida segue o curso, como um rio que vai deixando o perfume das flores em seu leito caudaloso, assim são as minhas poesias, com que espero deixar aromas e sabores do mar na vida de cada um. Transmito o amor e sentimentos que flui em minha alma versátil.


A autora
_______________________

Margareth das dores Rafael Moreira Costa é brasileira, nascida em Itinga-Mg, em março de 1958. Desenvolveu o gosto pela leitura e escrita desde criança.    

Leu obras de vários escritores e poetas brasileiros e estrangeiros. Formou-se primeiramente no curso de Contabilidade e Magistério na cidade de Itambacuri-Mg.    

Anos depois concluiu o curso de pedagogia na FENORD, em Teófilo Otoni-Mg, além de sua pós-graduação em Gestão Escolar e psico-pedagogia em Itambacuri-Mg. Sempre exerceu a função de professora.     

Atualmente trabalha em projetos educacionais para crianças em fase de Erradicação no "Programa Peti Curumim", da Prefeitura Municipal de Itambacuri-MG. Escreveu várias poesias, contos, crônicas e fábulas no site "Depressão e Poesia" e também publica seus trabalhos no site "Recanto das Letras".     
 
Ama escrever sobre o amor, a natureza e crianças em estilo simples, claro e objetivo. Ama a vida em versos e cores. É uma apaixonada pela literatura em geral.

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Monday, April 18, 2011

Portrait of an Apology (revisited)

Photo: Credit to this blog.

Text: Credit to Dan's Blog.

Eu tinha um Jeep Grand Wagoneer de 1981. Ele tinha as laterais em madeira e carpetes em lã envelhecidos e bancos de vinil envelhecidos. Provavelmente, aquele será sempre o meu carro favorito. Uma bela tarde, os meus freios não funcionaram. Consegui entrar em um estacionamento e parar o carro.

Quando o mecânico deu uma olhada em meu Jeep, com uma lanterna bem forte, ele o iluminou por baixo e me mostrou os vários lugares em que a estrutura estava prestes a se enferrujar completamente.

Uma parte do chassi já estava corroída e já estava chegando ao sistema de freios, o que fez com que não funcionassem. Ele sorriu e me disse que faltou muito pouco para o Jeep se desfazer completamente, de cima a baixo. Eu estava com sorte aquele dia.

Infelizmente, ninguém havia me dito que eu estava passando por uma situação parecida em minha própria vida. Meu senso de valor próprio estava tão debilmente estiado no sempre corrosível critério da relevância musical. Então, em novembro de 1996, ele se corroeu completamente.

Acredito que eu não tinha noção do custo que isso teria. Não tenho certeza se teria feito algo diferente. Acho que eu não saberia como sobreviver aos dois primeiros anos da jornada musical do Jars of Clay de outra forma. Na maior parte do tempo, eu reagi. Tanto era possível que uma oportunidade deslanchasse nossa carreira, se disséssemos 'SIM', como a qualquer oportunidade, poderíamos destruir nossa carreia, se disséssemos 'NÃO'.

Para um adolescente que não passou muito tempo tentando entender quem era, a vida de rock 'n roll era tóxica. Não no sentido que você deve estar pensando. Sem dúvidas, havia oportunidades para sexo e álcool e, às vezes, drogas também, mas essas coisas não pareciam ser um problema para mim.

Desde o momento em que eu comecei a tocar melodias pops em um teclado Casio de 2-oitavas, à bateria, comecei a condicionar o meu valor ao meu desempenho escolar. “Transtorno por Déficit de Atenção” ainda não havia sido diagnosticado claramente como algo que devia ser tratado na infância, portanto, eu era frequentemente caracterizado como uma criança que não se concentrava. Eu era bastante inteligente, mas mal terminava o dever de casa. Eu não conseguia me concentrar, nem para salvar minha vida, ou sequer o meu boletim.

Música era a única área em que me sobressaí. Logo, fiz uso dela, para entrar nos círculos sociais. Fiz amigos, por saber tocar as músicas mais legais no piano. Eu tinha namoradas só porque eu sabia tocar “Honestly” (Stryper) e todas as músicas do Richard Marx e Axle F, além de “Somebody”, do Depeche Mode.

A ideia de que o talento musical não representava um barômetro saudável de autovalorização nunca me desafiou. Meu talento me levou às festas, garantiu empregos e me fez popular. Eu me lembro de quando eu andava pelos corredores da escola, como calouro, e a “Miss Teen USA” me parou no corredor e disse que gostava da forma como eu tocava. Não houve qualquer argumento contrário àquela ideia. Por causa de meu talento, eu passei pelo segundo grau e entrei na faculdade, mas não parou por aí.

Após dois anos de turnê, mais de 300 shows por ano, voltei para Nashville e comecei a produzir um cd de uma nova banda chamada Plumb. Eu adquiri alguns maus hábitos na turnê, por exemplo dormir mal e só beber café e comer praticamente só biscoitos Oreos. Um dia, quando eu estava no estúdio, meu coração começou a acelerar. Comecei a ter ataques de pânico. Fui ao chão. Sem perceber, eu estava no meio de uma depressão tão severa que eu me escondia em meu apartamento, contemplando a ideia de me suicidar. Eu tinha medo do telefone tocar. Eu estava em péssima forma. O processo de me arrastar daquela depressão foi o tema do cd Much Afraid. Eu estava escrevendo músicas e tentando vencer aquilo, de volta a algum tipo de sanidade ao mesmo tempo. O restante da banda não fazia ideia do que fazer comigo.

“Portrait of an Apology” era o clamor mais intenso do cd. Essa foi a música que descrevia meu medo muito bem e como me sentia, catando os cacos de uma pessoa arruinada, descobrindo que aqueles cacos não se encaixavam da forma como o todo era antes.

Foi nisso que percebi que uma pessoa não consegue simplesmente prosseguir após uma experiência como aquela. Eu estava diferente. Perdi a minha habilidade de falar lorotas e isso é essencial na indústria musical. Eu não tinha mais tempo para jogos.

Não havia mais nenhum dos construtos que antes haviam me valorizado. Fiz um balanço de tudo e não valia a pena me prender a nada. Aprendi a me separar da música. E por fim, encontrei um ponto de apoio no Evangelho, por compreender minha importância. (às vezes me esqueço disso)

Fiquei anos sem ouvir o “Much Afraid”. Tempo e distância são amigos de pessoas como eu que são obcecadas por sons de guitarras, texturas sônicas e efeitos de cordas bem posicionados. Eu precisei dar um tempo ao cd. Certa noite, um amigo me convidou a ir a sua casa, abriu uma garrafa de vinho e pegou o seu vinil do Much Afraid. Ele disse que era hora de eu ouvir a bela obra-prima que havíamos gravado. Foi uma noite profunda. Aquele cd e a turnê que veio em seguida comportavam alguns de meus momentos favoritos de nossa carreira, mas sempre me lembro do desespero que eu sentia, quando ouço essa música em particular.

Se você já teve depressão, você deve ter ouvido seus ecos na letra dessa música. Talvez você tenha se conectado profundamente com os versos sobre um homem descrevendo como é olhar para outra pessoa no espelho. Uma pessoa que parece ferida, com cicatrizes de uma batalha. Você sabe como é encher seus pulmões de ar e ficar imaginando se você terá coragem de expressar a necessidade de alguém que te ajude a fugir de si mesmo, de sua mente.

É disso que a música fala. Eu poderia explicar verso por verso, mas acho que não seria necessário. Por mais dolorosa que tenha sido a origem dessa música, ela é uma das obras musicais e melodias mais lindas que o Jars of Clay gravou, em minha opinião.

Essa é uma música que me faz lembrar que Deus nos acompanha nos lugares mais obscuros de nosso coração e mente. O amor e a paz de Deus são verdadeiramente inexoráveis.

Às vezes, cantamos versos que esperamos ser verdadeiros e que, talvez, ao cantá-los, possamos nos convencer a aguentarmos firmes na fé que nos dá a capacidade de sobreviver, como se aqueles versos fossem verdadeiros... mesmo se não acreditarmos naquilo de fato. Às vezes falamos de questões ao léu, para manifestarmos algum tipo de coragem, ou luz, ou sinal de fogo. Ao ouvir as palavras saindo de nossas bocas, podemos imaginar os elos rompidos de uma corrente, se refazerem.

Você poderia ficar mais uns minutinhos e tentar imaginar isso?

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