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Thursday, April 15, 2010

"THINKING 'BOUT SOMETHIN'" - NO MYSPACE!





Hoje não vou falar sobre mais nada técnico, somente da emoção que estou sentindo, depois de ver o vídeo de "Thinking 'bout Somethin'". O vídeo ficou com uma fotografia super legal, a edição foi super bem feita e estou feliz por eu ter aparecido também.
Will, Dimitri, Weird Al' Yankovic ficaram figuras super engraçadas! Inicialmente, o vídeo fora disponibilizado apenas pelo MySpace, clique aqui. Agora está também No Youtube, clique aqui.Este é o primeiro single do cd "Shout it out" e pelo que temos visto, a música está sendo bem recebida. MTV Buzzworthy disse que é "uma música que você tem que conhecer". Ela é inacreditavelmente grudenta e bem humorada, super p'ra cima e o vídeo confirma toda a intensidade em torno de todo o trabalho.

Eu sei que já comentei isso nos reviews anteriores, mas vou explicar de novo que o clipe foi uma recriação de uma cena no filme "The Blues Brothers", em que o soul incita uma multidão a dançar pelas ruas.

Fizeram parte da multidão em Tulsa, OK, a própria banda, os fãs (6 brasileiros), 2 filhos do Taylor, 60 dançarinos locais e o Weird Al’ Yankovic.

Ótimo trabalho!

Notas:

- O clip foi dirigido por Todd Edwards.
- Taylor está com óculos escuros, pois o Ray Charles era cego e a blusa que o Taylor está usando é bem parecida com a que Ray Charles usou na cena original.
- O cara rebolando de calça marrom/vinho é o músico humorista Weird Al' Yankovic, que dirigiu o clip de "River" (obrigado ao Kleber e Angélica pelo toque);
- O letreiro 'Tay's Music Exchange' não existe na vida real. No clipe, ele aparece na rua e na parede grafitada. Acima de onde está o letreiro, está o segundo piso do prédio, mas isso também foi editado, para parecer que não tinha nada acima do TME.
- Na cena da parede grafitada, o que está por trás da parede é editado. Ali tem um viaduto. Inclusive os grafites sofreram alterações na versão do clipe.
- As coreografias foram quase 100% inspiradas no original.
- Seis brasileiros estão no clipe: Juca/ Líliam/ Luíza/ Gabi/ Lara/ Bella.
- No dia ganhamos buttons do "Tay's Music Exchange" e ninguém sabia do que se tratava ^^.

- As palmas do clipe foram todas gravadas à parte, com os dançarinos parados, rascunhando a coreografia.
- Os dançarinos foram encorajados a sorrirem o tempo todo para darem closes, portanto tinham que aparecer sorridentes.
- No primeiro dia de exibição, o clipe já havia atingido mais de 160mil visitas, Zac lançou um desafio de chegar a 250mil até o final da sexta-feira seguinte e bateu fácil, depois fez outro desafio, para chegar a 500mil, até meia noite de domingo e chegou sem problemas também. Atualmente, já está em mais de 1 milhão de visitas. Parte disso se deve ao uso de atualizadores automáticos usados por fãs, o que não reflete uma idéia realista de quantas vezes o clipe foi assistido de verdade.

Leia sobre a letra da música aqui.
Leia sobre a música e o cd "Shout it out" aqui.

Leia sobre o making off do clipe aqui.

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Tuesday, April 06, 2010

Hanson - Novo single "Thinking 'Bout Somethin"

Entre os shows da turnê de seu último LP 'The Walk', em 2007 e plausíveis esforços para arrecadar fundos e gerar conscientização contra o HIV/AIDS e miséria na África, de cidade em cidade, a banda começou a escrever músicas para seu próximo álbum, inspirado nos rock&roll e soul clássicos dos anos 50 e 60, que foram suas influências desde a infância.

Torna-se evidente com o novo LP 'Shout It Out', que abusa de seu peculiar bem elaborado pop-rock, encharcado com R&B, que a banda quer usar suas influências de quando eram crianças, haja vista o super contagiante primeiro single 'Thinking 'Bout Somethin'.

"O LP 'Shout It Out' é um convite para aumentar o som e esperamos que ele desperte um sentimento de nostalgia musical e otimismo. A música Thinking 'Bout Somethin' e seu clip, envolvendo dança pelas ruas, cowbell e um toque de nosso brilhante amigo Weird Al Yankovic, são a primeira parte deste convite." Taylor Hanson

O cd traz como convidados o baixista do Funk Brothers, Bob Babbitt - trabalhou em vários dos maiores hits da Motown e com nomes como Marvin Gaye e Stevie Wonder- que trouxe uma importante contribuição com seu baixo, além do arranjador de metais, Jerry Hey, colaborador em trabalhos com o Michael Jackson, Quincy Jones, Earth, Wind and Fire, entre outros. Não satisfeitos,
Taylor trabalha inflexões de seu expressivo vocal, em meio a saxofones, Wurlitzer e claro, refrão com harmonia dos 3, marca registrada da banda.

O clip ainda não tem data para ser lançado e foi dirigido por Todd Edwards ('Hoodwinked') e recriou uma cena do filme 'The Blues Brothers', em que uma multidão de pessoas é embalada pela música "Shake a tail feather", nas ruas de Chicago. A versão do Hanson foi gravada no centro de Tulsa, Ok, contando com a presença inesquecível de Weird Al Yankovic (padrinho das paródias da cultura pop), dois filhos do Taylor, 60 dançarinos locais contratados e centenas de fãs.


O primeiro single 'Thinking 'Bout Somethin'' foi disponibilizado pela AOL, no dia 5 de Abril, ouça aqui. No dia 27 de Abril, a faixa estará disponível para compra no iTunes.

O Lp será lançado no dia 8 de Junho, pela gravadora 3CG Records e o segundo single será a faixa 'Give a Little'. A turnê americana começa dia 21 de Julho. Assista a uma prévia do dvd que será lançado com o cd.

Hanson constitui o tipo de banda que não se influenciou pelas paradas, ou tendências da música atual. Com muito entusiasmo, eles vêm construindo uma comunidade de fãs conectados uns aos outros e instigados pela energia e talento de sua música. Sempre foram bastante apegados a suas origens e acreditam que vão sempre manter essa característica daqueles nascidos no estado de Oklahoma, de onde saíram nomes como Bob Wills, Woody Guthrie e Leon Russell. Eles não deixaram, contudo, de se espelhar em grandes compositores e músicos que chamaram sua atenção e foram parte da música de anos remotos, desde o Chuck Berry ao Otis Redding. A receita do novo LP são ritmos melódicos e expressivos, com contagiante senso de otimismo, relembrando o antigo rock&roll americano. O resultado é uma redefinição do caráter setentista da banda.
Com 'Shout it out', eles estão redescobrindo essa inspiração, que estabelece para a banda um resgate de suas influências e ao mesmo tempo uma proposta absolutamente nova, pois apesar de fazer excelentes covers de clássicos, nunca haviam feito suas próprias músicas, com esse perfil.

O álbum fala sobre estarmos vivos e dos contrastes que enfrentamos. Viemos de uma geração que deixou para trás o mundo analógico e adentrou a cultura interconectada, que corre o risco de se esquecer de onde vem. Este trabalho tenta conectar essas peças, com um pouco de música para acompanhar.”

Além da música, o novo trabalho apresenta os muitos aspectos que permitiram que a banda sobrevivesse e permanecesse relevante no cenário músical histórico (por falar em história, Zac foi o artista mais novo a ter uma indicação ao Grammy, da história da música).

O Hanson se estabeleceu como uma banda independente de sucesso, confortáveis por desbravarem seu próprio caminho, mantendo-se na intersecção dos mundos analógico e digital, oferecendo assim aos fãs, o melhor de ambos.

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Tuesday, March 09, 2010

"Thinkin' about something" - Novo Single do Hanson, Novo Clip e Novos Ahhhhhhhhhs!!!


"Thinkin' about something" é o primeiro single do novo trabalho do Hanson, "Shout it out", que será lançado dia 8 de Junho de 2010.

Desde o evento para membros do fan club oficial em Maio de 2009, temos ouvido músicas que foram elaboradas para o novo cd, sendo possível perceber qual direção a banda está assumindo com o novo trabalho. Eventos recentes em torno da banda, apenas confirmam decisões maduras e conscientes, zelo e compromisso do trio com a arte, música, cultura local e universal, jamais aventurando sua integridade de banda distinta e digna de suas influências, em detrimento a busca por sucesso e reconhecimento da mídia.

A banda tem se empenhado para integrar suas influências de Soul e R&B, como citou a revista Rolling Stone: "Billy Joel, Steve Winwood e discos clássicos da Stax e Motown", em seu característico som pop-rock, que Zac já havia declarado que soaria mais pop, em seu quinto cd de estúdio. Profissionais como Jerry Hey (arranjador de instrumentos de sopro em cds do Michael Jackson e no Underneath) e Bob Babbitt se uniram à banda nos primeiros instantes de construção do cd, na cidade de El Paso, Texas. Desde então, todo o processo tem sido conduzido em Tulsa, OK e Hollywood e desde o início, já tinha características fortes reminiscentes do som dos anos 60 e 70.

O detalhe jamais esperado deste clip é o elemento dança. Eu amo dança e a entendo como um formato da arte universal, que está presente em tudo que fazemos em nossas vidas, no entanto é surpreendente que 13 anos depois de seu estouro, o Hanson tenha escolhido usar movimentos coreografados nesse primeiro clip de "Shout it out". É ousado e arriscado para o Hanson em particular, mas o objetivo da banda é bem claro, ao tomar essa direção e é condizente com seu lema de conciliar ações conscientes sociais, com a energia e vibração de nossa geração.

Depois de participar da gravação do clip de "Thinkin' about something", a impressão que tive foi apenas uma: Diversão; E a identidade do clip é isso mesmo: Diversão. A inspiração saiu do vídeo de "Shake a Tail Feather". A música foi escrita por Otha Hayes, Verlie Rice e Andre Williams, gravada em 1963, mas já foi re-gravada por inúmeras bandas, sendo Ray Charles talvez o mais notável. Sua versão está no dvd "The Blues Brothers" de 1980, com Dan Ackroyd and John Belushi, nas cenas em que ele aparece no filme, incluindo cenas de pessoas dançando do lado de fora do "Ray's Music Exchange", em Chicago, com movimentos típicos dos anos 60, conhecidos como "Twist", "Monkey", "The Frug" e "Mashed Potato". O conceito é simples: "Um tributo ao filme", que foi um grande sucesso da época, com performances musicais de Aretha Franklin, James Brown, Cab Calloway, Ray Charles e John Lee Hooker.

"O vídeo tem por objetivo recriar a cena de 'Shake Your Tail Feather' do dvd the Blues Brothers, uma cena fantástica com Ray Charles. No filme, ela aconteceu em Chicago, mas o nosso está sendo em Tulsa". Zac, em entrevista para a mídia local.


"Shake a Tail Feather" é um dos covers favoritos dos fans do Hanson, desde seu dvd de 1998, "Live from Albertane". Como brinde aos membros do FC, a banda deu bótons com o escrito "Tay's Music Exchange", aparentemente algum detalhe que aparecerá no clip, fazendo mais uma conexão com o vídeo original.
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"Na semana passada filmamos o clip de "Thinkin' about something", o primeiro single de nosso novo cd "Shout it out". O clip é uma recriação de uma cena do filme "The Blues Brothers", em que o Ray Charles canta "Shake your tail feather". Nos divertimos muito fazendo esse clip, não só porque esse é um de nossos filmes preferidos de todos os tempos, mas também por causa da quantidade de fãs que compareceram e dançaram com a gente na rua. O resultado foi incrível, com mais de 300 pessoas (que é bem mais gente que tem no filme), lotando as ruas de Tulsa. Estamos muito empolgados para que todos vejam esse clip." Hanson, na Newsletter de 14 de Março.

O clima das gravações era de todo especial. Primeiramente, os fãs foram convidados a irem a Tulsa, para fazerem parte das gravações. Poderiam ter recrutado 500 pessoas da comunidade local, para serem figurantes, mas a banda possui um fanbase super dedicado e resolveu nos honrar, com essa oportunidade ímpar e se surpreenderam com a resposta e não vêem a hora de todos nós podermos ver o resultado. O local das gravações foi o bairro histórico de Greenwood, no cruzamento da Rua Greenwood, com Archer. Ali funcionam ainda lanchonetes, salões de beleza, lojas de roupas masculinas, sapataria, pequenos negócios, escola, empresas de transporte, centro cultural etc. Os prédios antigos foram bem propícios e a banda alugou quatro carros antigos, para compor o cenário externo.

Contaram com a polícia local, para manter o trânsito naquela intersecção fechado. Membros do FC oficial receberam o bóton e lápis personalizado da banda, biscoitinhos e bebidas. Taylor, Isaac e Zac se movimentavam a vontade entre os fãs, que mantiveram a cooperação o tempo todo. Quando a emoção esquentava, os três sabiam lidar com a situação, como sempre, muito simpáticos. Toda a família estava presente e como sempre, muito atuantes e úteis em tudo. Parentes e amigos em massa.

Durante as gravações, havia descontração e interação entre eles e fãs. Eles estavam bem a vontade, ensaiando passos e fazendo palhaçadas como sempre. Inicialmente, fui para o fundo da rua, mas imediatamente mudei para a frente. Queria ficar perto, de onde eu poderia vê-los também. Veja meu vídeo aqui.

A coreografia foi simples: 3 passos para a esquerda, clap embaixo, 3 para a direita, clap em cima, repete para a esquerda, repete para a direita, com um giro. Twist até o chão e sobe, 8 tempos, braços esquerdo dobra, direito dobra, esquerdo, direito, tapa na bunda 4x, enquanto pisa esquerdo, direito, esquerdo, direito; braços de novo, bunda de novo e volta no começo ... Essa é a cena final do clip, que culmina na algazarra, com berros, saltos, giros etc. Fizemos isso umas 50 vezes, com eles. Estava frio demais, mas o corpo esquentou rapidamente. Entre uma tentativa e outra, era ótimo observar o comportamento dos três. Terminamos as gravações e eles sortearam 5 dvds "The Blues Brothers" autografados. A Luiza do Brasil foi uma das ganhadoras! Cantaram também um pedacinho da música Acapella, veja meu vídeo aqui.


Tirei uma foto com o Zac e uma com o Taylor, que me elogiou; disse que amou o suéter que eu estava usando e que era exatamente o que eles queriam, para figurino do clip.

Tivemos uma longa pausa, das 13h às 15h. Eles se retiraram para almoçar e descansar. Voltaram ao local #2, mas não dançaram mais, nem gravaram outras cenas com eles. Eram gravações da cena do grupo de bailarinos em frente à parede grafitada, que também está no clip do Ray Charles. Os fãs podiam observar da calçada. Eles estavam lá o tempo todo. Zac principalmente. Ike aparecia pouco, pois estava dando atenção a sua família. Taylor dava palpites nas gravações, câmeras, ângulos etc. Após as gravações, próximo das 18h, tiveram um momento de descontração com toda a equipe, coreógrafa, bailarinos etc e finalmente, mais fotos e autógrafos com os fãs. Felizmente, tivemos coragem de pedir ao Ike, para tirar uma foto de grupo, com os fãs brasileiros (micos envolvidos). Ele concordou e chamou o Taylor. Infelizmente, Zac já havia se retirado.



Entre outros projetos, a banda se desligou recentemente do mundo, para mais uma edição de seu retiro musical, "Fool's Banquet", que reúne amigos e novos convidados, para uma semana de composição, evento que os fãs adoram. Além disso, a agenda da banda está cheia, para os próximos meses, até o lançamento do cd. 5 shows exclusivos estão agendados e esgotados, que formam o "FIVE of FIVE", em que a banda executará ao vivo, um a um de seus cds de estúdio. Várias outras datas foram agendadas para o "Bamboozle Festival". Para mais infomações, visite:
www.hanson.net.
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Beijos a Líliam, Bella, Luíza, Lara e Gabi, que estavam nas gravações também!
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Nota: A pedido da banda, todos que leram e gostaram, ajudem-me a divulgar essa matéria sobre o novo single, novo clip e novo cd, e twittem a palavra #shoutitout!
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Wednesday, September 30, 2009

Hanson "Stand Up Stand Up" EP



Como uma banda pode negar suas origens? Nao pode. Se Hanson ja existisse em meados de 69, em qual dos 3 dias de Paz e Musica do Woodstock Music & Art Fair eles tocariam? Guardadas as devidas controversias.

Para os fans do Hanson, os creditos vao para os grandes musicos que no passado foram pivos na historia da musica popular e rock and roll mundial, entre eles Janis Joplin, Sly & the Family Stone, The Who, Crosby, Stills, Nash, & Young, Jimi Hendrix, The Beach Boys etc.

Stand Up Stand up deu um banho de um bom folk-rock, com fusao daquilo que o Zac previu como 'mais pop' no proximo cd, no dia 16 de Maio de 2009, quando 4 das musicas em Stand Up Stand Up foram gravadas ao vivo.

Todos os detalhes do dia gravacao eu relatei no
meu review sobre o evento. Essa conversa de hoje sera sobre o EP tao esperado, desde que o anunciaram em Maio, como sendo o EP que a banda lancaria em 2009. Um deleite para quem teve a oportunidade de ouvir aquelas musicas de primeira mao e sem duvida, sairam do teatro contando os dias para o lancamento.

Como eu havia comentado, as versoes que tocaram naquele dia, eram demos de como as musicas estavam ganhando forma ate entao. Para o cd de Maio de 2010, acredito que as 4 versoes acusticas deste EP, vao renascer em versoes de estudio maravilhosas. No set acustico relatei os instrumentos usados nas musicas, um piano classico, um Wurlitzer, a bateria, um cajon, pandeirolas, ganza, 2 violoes e um baixo. Vou falar um pouco mais sobre as musicas abaixo:

1) These Walls

Imediatamente percebi um vibe de "You can't always get what you want" dos Rolling Stones, que ja foi cover em shows dos Hanson na turne "This time around". Vocal confortavel e inovador, projetando a musica a uma qualidade atemporal melodica. Os instrumentos constroem um berco para as harmonias criadas pelas 3 vozes, revelando uma faixa guiada pelo Cajon e o ganza, tocados pelo Zac, Wurlitzer e Piano Classico, pelo Taylor e violao folk eletrico, pelo Ike, uma composicao bem classica e que define bastante o Hanson. No evento, These Walls foi tocada depois de Carry You There, musica em que eles usaram os mesmos instrumentos, mantendo o mesmo clima durante as duas musicas.

2) Carry You There

Esta foi uma das musicas escritas no Fool's Banquet de 2009, retiro de composicao musical de varios artistas, do qual o Hanson e o host. Taylor tocou seu piano, provavelmente um Yamaha, Ike tocou o violao folk eletrico (um Gibson ou Taylor) e o Zac tocou o cajon. Esta faixa e bastante conduzida pelo piano, que e o instrumento de maior peso, muito bem executado, intercalando com o grave do cajon e com o violao.

3) Use Me Up

Momentos como esse levantam os animos do publico. Zac tocou Wurlitzer, com um tom bastante sombrio, porem simples. Taylor tocou a bateria, com marcacao simples tambem, poderia ter sido preenchida com alguma percussao, ou outro harmonico. Zac no vocal alcanca notas bem executadas, com muita presenca.

4) Waiting for This

Super upbeat, bem executada, com participacao do publico. Resultado: otima faixa, dificil de se enjoar, bastante conduzida pelo piano, com notas graves, quebradas ao final com glissandos, passando para agudas e preenchidas com chipos de bateria, ornamentada com rolo basicamente executado somente nos tambores surdo e tom e toda uma estrutura de ataques e versos, bem elaborada e complexa. Beat e compasso mantem invariaveis durante toda a musica. A guitarra segue coerente com o piano.

5) World's On Fire

World's On Fire e a unica faixa que nao foi tocada no evento e que ja vem na versao final para o proximo cd. Ha bastante uso dos tambores da bateria e uso dos pratos para ataques e salpicados de surdo caixa e bumbo. O piano preenche bastante, casado com a bateria (som reminiscente de Crazy Beautiful). Podemos notar um solo de guitarra que se destaca em meio a musica, logo apos um solo com overdrive sem excesso de peso.

Para aqueles que sentiram falta de uma faixa com o Ike no vocal, eu tinha esperanca de que "Make it through today" entraria para o EP. O vocal do Ike estava muito perfeito, como eu disse, a emocao que ele coloca nessa musica destruiu meu conceito de que nada que ele cantasse conseguiria ser melhor que “Being me”, ou "Beautiful Eyes", ou "All I have to Give". A melodia e bem mais lenta e Ike apenas usou o baixo.

O EP Stand Up Stand Up esta a venda no
site da banda, por apenas $5. Para saber como conseguir uma copia, entre em contato com o pessoal do Portal Hanson Brasil.
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Veja No YouTube o Video de Carry You There Oficial.
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Informacoes Tecnicas sobre os Instrumentos: Renata Aline - POA-RS
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Monday, May 18, 2009

Tulsa, OK -Hanson.net Members Event

Tulsa, OK
16 de Maio
Hanson.net Members Event


Resolvi escrever esse review de forma concisa, pois tentar registrar toda a experiencia tremenda de encontrar pessoas tao importantes em minha vida, nada mais representa que perder tempo. Eu nao conseguiria escrever tudo, por mais que eu tentasse, sempre seria um review injusto.

Por mais imparcial que eu tente ser, tambem seria em vao, logo esse review contem minha percepcao pessoal, como fan genuino do trabalho de 3 artistas fantasticos, Isaac, Taylor e Zach Hanson.

Eu estava decidido a nao ir ao evento, pois nao sabia como seria minha situacao na semana em que ele seria realizado, portanto nao havia feito minha reserva. Estava conformado em nao ir. Semana passada senti que deveria tentar de novo, enviei um e-mail e minutos depois recebi a resposta confirmando minha presenca.

Apenas na vespera da data comecei a sentir uma ansiedade desesperadora, eu estava confiante que os veria tao proximo quanto eu gostaria, durante a caminhada e que seria um show impecavel e aquilo comecou a me deixar muito empolgado, apesar de ter que dirigir 7h seguidas. Preparei tudo que eu precisava e fui dormir. Acordei 3h depois e sai de casa, muitos cds do Hanson no som,
Jars of Clay e Katie Herzig, para me fazerem companhia na estrada.

Tudo saiu perfeitamente bem na estrada, apesar da chuva. Cheguei em Tulsa as 11h da manha, horario exato agendado para a caminhada e aquela cidade que era quase ficticia em minha adolescencia, passou a fazer todo o sentido para mim. Eu ja estava super atrasado, mesmo sabendo que nao havia comecado ainda a caminhada. Cheguei no local marcado e encontrei-me com 7 brasileiras vindas de lugares diferentes dos EUA, mas a interacao entre nos foi super positiva e marcante. As pessoas ao redor sentiam a emocao que o grupo transmitia e alguns se aproximavam para conversar conosco. Depois de alguns momentos de espera, o carro da banda parou ao lado do estabelecimento e eles sairam, um a um, momento em que o lugar ficou mais agitado. Havia uma feirinha local proxima acontecendo, alem do May Fest a algumas quadras dali. A euforia tomou contas dos fans, criancas de colo, criancas, adolescentes, adultos, idosos. Homens e mulheres comuns, unidos pelo amor por uma banda, por uma causa simples, inspirada pela paixao de tres pessoas que nao precisam fazer o que fazem, mas nao medem esforcos para promoverem uma consciencia individual, quanto a necessidade de nos unirmos e compartilharmos um pouco do que temos, nossas forcas, nosso tempo, nosso senso de comunidade, pois eles trabalham duro e fazem questao de envolver seus fans. Toda a familia Hanson se envolve.


Taylor tomou a frente, dessa vez sem mega-fone, deu as instrucoes sobre a caminhada, novamente explicando o coracao do projeto Take the Walk. Muito convicto e experiente, nao se intimidava com a resposta do publico que sempre bradava a cada vez que ele falava algo. Para os que abracam a causa, era uma emocao especial saber que a primeira "volta ao mundo" havia sido completada e que ja estavamos efetivamente no inicio da segunda volta. Isso nao sao apenas numeros, sao resultados reais, de esforcos pessoais, impactando pessoas que antes nao tinham qualquer perspectiva de vida. Foi especialmente importante saber que metade das caminhadas nessa primeira volta ao mundo, foi realizada sem a presenca da banda, por pessoas comuns como nos, que ouvimos e levamos a serio o "Take Action" da banda.



A caminhada em si acontece naturalmente, eles determinam o trajeto e saem destemidos, enquanto os fans brigam por um momento perto deles, para tirarem uma foto, fazerem perguntas, ou apenas iniciarem uma conversa randomica, pelo simples fato de ser algo especial. Eles encaram com naturalidade, motivam as pessoas a se aterem ao objetivo de caminharem, de forma a cumprir o horario estabelecido. Para alguns a caminhada se torna uma corrida, pois o desejo de estar com os 3 ao mesmo tempo exige que voce oscile de um para outro, visto que eles ocupam lugares diferentes no cordao de pessoas. Percebi que todos sao muito concorridos, mas o perfil de fans varia de irmao para irmao. Taylor o tempo todo caminha e responde na intencao de manter os fans em volta informados daquilo que ele tem experimentado. Zac mantem seu jeito descontraido e recebe os presentes, conversa com fans, tira fotos, assina cds, papeis, camisas, o clima em torno dele fica super amigavel. Ike se preocupa em registrar a caminhada com sua camera e manter as pessoas caminhando, sorri, tira fotos e informa. Todos se esforcam para nao deixar romper a linha entre serem celebridades e parte de um momento de mudanca e impacto na vida de outras pessoas, caminhando descalcos a mesma milha de outras centenas de pessoas comuns.




A populacao externa observava e comentava "Sao os Hanson", pessoas em seus carros paravam curiosas e esperavam a multidao passar, com respeito. Nao ha impecilhos, nao ha ruas intransitaveis, seja transito, seja feira, jardins, construcoes, nada fazia parar a caminhada. Eles caminham praticamente cercados de fans. Ha poucos segurancas e os que estao presentes, tambem tem aparencia de pessoas comuns. Finalmente, todos querem aproveitar aqueles minutos perto deles. Eu conheco a sinceridade e motivacao dentro de mim com relacao as caminhadas, mas como fan, ela assume um carater de todo especial, pois voce os percebe ali, inteiros naquele objetivo e, como Juca, contemplar aquelas pessoas em um contexto fora da alienacao que uma relacao fan-artista pode alcancar, aquele momento nao pode ser descrito. A cada passo, voce se lembra de algo especial em sua vida, que eles fizeram parte e tudo se resume hoje, nessa relacao harmonica, de caminhar rumo a um so objetivo e saber que tudo que voce mais amou neles, durante esses 12 anos, torna-se ainda maior, mais excelente.





Ja no finalzinho da caminhada, aproveitei que o Ike estava filmando e me aproximei e perguntei sobre “Either Side”, gravada por ele com Sandra McCracke (esposa do Derek Webb) e Dan Haseltine (vocal do Jars of Clay) do Fool's Banquet de 2006 e ele pensou por um momento e disse que sabia de qual musica eu estava falando, perguntei se eles lancariam essa musica futuramente em algum projeto, pois ela e muito especial para mim. Nesse momento ele foi incisivo com relacao ao prejuizo que as pessoas causam a banda, quando acessam materias deles que nao deveriam ser acessados e compartilham com o mundo, menosprezando o valor que cada musica tem para quem as criou. Ele respondeu que a banda nao se sente feliz com isso e que provavelmente eles nao vao lanca-la mais, uma vez que as musicas foram roubadas de seus artistas e indiscriminadamente compartilhadas. Comentei que o Dan disse que talvez ela seria gravada pelo Jars of Clay, nesse momento ele apenas lamentou novamente que o que aconteceu, nao deveria ter acontecido. Agradeci a atencao e ele continuou o assunto com uma fan que estava proximo. Segui adiante.





De volta ao ponto de partida, Taylor ja estava pronto para falar novamente, Zac estava tirando fotos com um grupo pequeno de fans, fiquei proximo e tirei algumas fotos. Instantaneamente ele saiu de la e se juntou a mesa onde eles estavam registrando as pessoas que caminharam. Taylor informou que o nenezinho de colo que estava na caminhada tambem contava, portanto a mae deveria registra-lo. Ike disse que a reconheceu de outra caminhada, quando ela ainda estava gravida. Ele ressaltou como era gratificante para eles a presenca de todos, como o projeto se tornou auto-suficiente com a ajuda dos fans e pessoas envolvidas, hosts de alguma caminhada, seja envolvidas em organizacoes diversas, outros projetos sociais, igrejas, fans de outras bandas etc e que eles tinham produtos a venda, que eram diretamente ligados ao Take the Walk.
(video)



Infelizmente, eles tiveram que ir embora, deixando somente a saudade e a expectativa para o show no Tulsa Little Theatre naquela tarde e a ultima sessao a noite. Minha sessao era a ultima, entao teria bastante tempo para comer e comentar sobre a caminhada. O grupo de brasileiras que encontrei foi: Bela e uma amiga, Rose, Carol, Lilian, Priscila, Aline e Luiza. Bela e sua amiga nao ficaram com a gente. Eu estava dirigindo, entao dei carona a turma ate o teatro, Carol e eu paramos para comer uma pizza e nos organizar sobre o hotel. Uma vez resolvidos, voltamos ao teatro e havia uma organizacao nao oficial da fila, o que nao nos preocupou, nem atrapalhou. Eles entregaram os kits, mas eu nao peguei o meu ainda. Apos isso, Aline, eu e Priscila fomos a antiga casa deles, em um local remoto da cidade, onde o fan club funcionou por um tempo. Tiramos foto e voltamos ao teatro, bem a tempo de entrar.

Dentro do teatro, os fans estavam bem intensos e a casa ficou cheia. Recebemos as instrucoes sobre como deveriamos nos comportar durante as musicas. A banda estava gravando o evento, para lancarem um EP com os audios dos shows. Portanto nao poderia haver nenhuma resposta do publico, durante as musicas, apenas entre elas. Os 3 estavam nitidamente bem humorados, faziam piadas entre uma musica e outra durante varios minutos, dizendo que e daquela maneira que eles funcionam quando estao em estudio, tocam, erram, param, comentam, tocam de novo … varias vezes. O set foi especial, contendo faixas novas, algumas cujos nomes nao foram citados, faixas antigas de cds do fan club e outros classicos.

Sobre o novo cd, disseram que o processo esta evoluindo bastante, trabalham em uma musica, criam um esboco do que ela podera ser, pensam se aquilo soa legal, se acostumam, ensaiam, mantem algumas coisas, mudam outras e que as versoes que tocariam, eram demos de como as musicas estao ganhando forma ate entao. Zac comentou sobre esse cd ser um trabalho pop. Nao ha uma tematica especial, assim como ele nao entendia que os demais cds tinham alguma tematica especial, por mais que o The Walk esteja permeado com a ideia do projeto social. Eles apenas criam musicas e elas se conectam de alguma forma e aquele resultado integral e o que eles querem comunicar com as musicas.

Antes de listar as musicas, devo dizer que observei que a aparelhagem deles era bem simples, havia um piano com acabamento antigo, um Wurlitzer, a bateria, um cajon, pandeirolas, ganza, 2 violoes e um baixo. Havia pecas soltas da bateria, um bumbo com o nome "Albertane Tour" era o objeto mais desconexo no palco, foi engracado.

Nem se eu quisesse, eu me lembraria de todas as piadinhas que eles faziam, entao nao vou me preocupar com elas aqui, mas geraram boas risadas o tempo todo. Nao tinhamos nada em maos, pois a producao pegou todas as bolsas, maquinas e carteiras das pessoas. Taylor vestia uma calca Jeans justa, dobrada ate o inicio da canela, camisa de malha branca por dentro da calca, com suspensorio vermelho, barba e um Tom's preto. Zac estava com a mesma roupa da caminhada: tenis preto, calca justa preta, cinto marrom, camisa preta com estampa de uma sinalizacao de transito horizontal, escrita "Turn Left", cabelo amarrado, barba feita. Ike estava com uma camisa cinza para fora da calca, gravata, calca jeans reta, sneakers, cabelo com gel. Ok, vamos as musicas, Eu me esforcei ao maximo para me lembrar de tudo que aconteceu, vou tentar, na ordem foram:

1) Carry you there // Comentaram que foi uma das musicas escritas no Fool's desse ano e que eles tocaram a musica no Tin Pan Fest. Taylor tocou piano, Ike violao, Zac tocou o cajon, FANTASTICO! Eu nao gostava da musica, mas passei a amar! Maravilhosa! Muitas pessoas estavam chorando ja nessa primeira.

2) These Walls // Mantiveram a formacao, Ike ainda estava tocando violao. Zac usou o ganza. O clima nao mudou tanto de "Carry you there" para "These Walls".

3) Kiss me when you come home // Tambem disseram que era uma musica que estao trabalhando e que pode entrar para o cd. A expectativa de ouvir musicas novas, confundia com a vontade de ouvir musicas que eu ja conhecia e gostava muito. No meio da tensao toda, ficava dificil memorizar versos da musica. Zac e Ike cantam trechos. Zac tocou bateria, Taylor usou teclado, Ike nao estava tocando nenhum instrumento de cordas, se nao me engano, foi nessa faixa, o que me fez pensar se era intencionalmente, ou se e era porque ele ainda nao havia composto as cordas para a musica.

4) Make it through the day // Ike faz lead nessa musica. A emocao que ele coloca nela destruiu meu conceito de que nada que ele cantasse conseguiria ser melhor que “Being me”. “Make it through the day” conseguiu ir alem. A melodia e bem mais lenta e Ike usa o baixo apenas. Para quem ouve musicas cristas e conhece Matt Redman e
Delirious, essa musica tem um sentimento Delirious old-school, carregando uma urgencia emocional, uma confissao muito honesta. O instrumental parece fluir marcado pela respiracao e oscilacao dos versos, que culminam em um refrao que nao se repetia muito. Ike cantou quase que o tempo todo de olhos fechados e muito concentrado, dava para ver quando os olhos ficavam entreabertos e virados, levado por um "quasi-transe".

5) Use me up // Posicoes trocadas, Zac agora estava no Wurlitzer, Taylor na bateria e, claro, piadinhas sobre ele nao ser tao bom na bateria surgiram a partir desse momento. Ele foi bem, a marcacao da bateria era super simples. O teclado era bastante sombrio, parecia simples demais tambem, para faixas com Taylor no teclado, mas esse foi o momento do Zac, ele alcancava notas que eu nao tinha visto ele alcancar tao bem, a expressao no rosto dele nao era de conforto, mas tanto faz, o resultado estava perfeito e havia muita emocao e presenca na musica.

6) Musical Ride // Taylor agora nao tocou a bateria, mas tocou o meia-lua e o ganza ao mesmo tempo. Zac continuou no teclado. Melodia pop que vai colar facil se for lancada, potencial para radios.

7) Make it out alive // A letra me fez pensar que talvez ela seria batizada "A matter of time". Balada romantica, com potencial para o novo cd tambem.

8) Waiting For This // Super upbeat e a banda pede o publico para repetir as frases "Shout it out/ You can't deny it", junto com eles. Super funciona ao vivo, logo tambem parece ser uma boa escolha para um novo cd pop e fresh.

9) Never let go // Taylor anunciou que cantariam faixas de cds exclusivos da H.net a partir desse momento. Ele tocou o comecinho de “Never ...“, para dar um gostinho e isso me fez perceber uma conexao do piano de Never let go, no inicio, com a mesma base de "A song to sing". Pianistas que lerem o review, me ajudem aqui se eu estiver errado. Eu amo “Never let go” pelo que ela representou para mim na epoca em que ouviamos aquela demo incompleta. Quando recebi o kit e ouvi a musica inteira, foi um deleite ouvir o final. O amor doador que vejo ser comunicado nessa musica transcende o amor humano efemero e me conecta com o amor "Agape" de Cristo, que esta acima do amor "fileo" de pais para com seus filhos, entre irmaos e amigos. Taylor terminou a musica com louvor, tocava como se ninguem estivesse o vendo, explorando texturas em sua voz, que nao estao no cd.

10) Letters in the mailbox // Seguindo o momento de solos, Zac levantou o clima do teatro nessa musica. Quase no final, Taylor entrou no palco, sentou-se na beirada e comecou a conduzir o publico com os bracos de um lado para o outro e sugerindo que todos cantassem, ficou um coral suave, agradavel, que adornou a voz do Zac. Se essa musica sair no EP, vai ficar muito linda! Taylor fez gestuais bem estranhos, como "dedo do meio" e "banana" com o braco.

11) I am // Zac continuou no teclado. Ike estava tendo dificuldade para afinar o violao para essa musica. Ele tentou e nao estava conseguindo se lembrar das notas. Entao Zac tocou no piano o incio, todos vibraram. Ike deu a entender que havia se lembrado e estava pronto, Zac fez um comeco majestoso, no piano e no vocal. Ike continuava com uma expressao de inseguranca e antes de terminar a primeira estrofe, ele interrompeu o Zac, dizendo que nao ia acompanhar nessa musica, Zac o olhou com repreensao. Ike tornou ensaiar um pouco e pareceu estar certo. Recomecaram e ele foi pegando, da segunda estrofe em diante e tudo saiu perfeito. Acho que foi em “I am”, que mais uma vez o piano me lembrou da base de outra musica, “This time around”. Mais uma vez, pianistas ...

12) Down // Ike nao estava se lembrando em qual kit “Down” estava e o publico ajudou. Ele disse que era a idade. Taylor voltou ao teclado, que estava tendo um problema no cabo, ele zoou o som que estava saindo. Ike inventou de tentar ajudar, o assistente de palco trocou o cabo e deu certo. Taylor agradeceu.

13) Take our Chances // Mais uma do kit de 2007, parece ter sido uma boa escolha, pois todo mundo se sentiu presenteado com a musica. Nessa musica, Taylor disse que nao precisavamos mais ficar calados e quietos, entao todo mundo aproveitou ao maximo. Batemos palmas e cantamos juntos, a vontade era de levantar, pular e dancar. Zac colocou toda a energia dele nessa musica e em “Down”.


Houve uma sessao de respostas das perguntas enviadas online, responderam aproximadamente 6 perguntas, acerca de temas dos cds, como ja disse, eles nao pensam em um tema e constroem o cd em cima dele, tensao com gravadoras, dominacao por empresarios que nao entendem nada de musica, falaram sobre serem artistas e valorizarem o que fazem e o que outros artistas fazem, projetos, cena musical, o que mudariam na cena musical se pudessem, dificuldades no inicio da carreira, no momento de transicao de uma estado totalmente independente, para colaboracoes com outros compositores e o dominio de uma gravadora, assumindo que o que herdaram, parte se deu por eles, como banda, terem assinado o contrato, mas nao tiveram problemas com os profissionais que colaboraram com eles, apenas com a gravadora. Ao responderem uma das perguntas, sobre o que achavam que estariam fazendo hoje, se nao tivessem deixado a Island, eles foram corajosos e disseram de forma bem humorada, que talvez estariam trabalhando em “Underneath” ate hoje, ou que toda a tensao os levaria a um suicidio coletivo e que isso seria um choque nos jornais.

Eles agradeceram e ficaram super lisongeados quando todos se levantaram e aplaudiram de pe. Avisaram que voltariam para tirar fotos com todos.

Assim que voltaram, chamaram a fila em que eu estava, fomos ate a frente e no empurra pra la e pra ca, acabei ficando do lado do Zac. Eu nao tinha uma preferencia, mas fiquei feliz por ter ficado perto dele na foto. Bateram a foto e acenei para ele, dizendo tchau, tomado por um sentimento de despedida. Ele abriu um super sorriso e estendeu a mao para mim, dei a mao a ele e ele sacudiu com muito entusiasmo. Disse obrigado e adeus.

Saimos do teatro, Carol e eu, resolvemos esperar do lado de fora e somente vimos sairem o Taylor e o Zac, cada qual em um carro. Voltei ao hotel e no dia seguinte estava em casa de volta, preenchido pela costumeira nostalgia que me acomanha ha 12 anos, por estar tao fortemente ligado ao que a musica do Hanson causou em mim, durante esses anos.


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