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Tuesday, February 17, 2009
Thursday, February 05, 2009
"Love Came Down Tour, a Christmas Pageant"
Merillville, IN
Love Came Down Tour, a Christmas Pageant
14 de Dezembro 2008
Desde o primeiro show do Jars of Clay em Outubro de 2008, um sentimento de que eu já havia feito o que eu mais queria em minha vida me preenchia, mas eu sabia que aquele era apenas o primeiro e que eu precisava vê-los novamente, especialmente por ainda desejar ir a um show completo, em que eles eram a banda principal do evento.
As datas da Turnê Love Came Down foram publicadas poucos dias após o show de Kansas city e imediatamente, ainda que cheio de dúvidas, procurei saber onde seria o mais próximo de minha cidade. Merillville, IN estava apenas a 6h de viagem e eu teria bastante tempo para me preparar. O dia 14 de Dezembro estava próximo de meu retorno para o Brasil, então imaginei que seria perfeito para fechar o primeiro período nos EUA.
Todos estavam felizes com meu sucesso no primeiro show e, ainda bem, me apoiaram para tentar um próximo show. Incentivado, planejei tudo: viagem, ingressos, estadia, gastos. O tempo passou rápido, mas cada dia que passava parecia uma injeção de emoção, pois todos os meus amigos fãs do Jars estavam muito felizes por eu ter ido ao show anterior e com a novidade de que eu atenderia à turnê de Natal.
Em Novembro a banda também estava agendada para tocar em Nashville, TN, no Americana Folk Fest. Eu estava tão empolgado por poder decidir ir a um show e ter condições intelectuais para fazer isso sozinho, que quase fui ao show de Nashville, em vez de ir ao show de Natal, mas algo foi decisivo para que eu mantivesse a minha decisão de ir a Merillville: Sixpence None The Richer.
Fã insano da banda SNTR também, eu não poderia trocar um show completo do Jars of Clay com eles, por uma apresentação menor em Nashville, em um festival de Folk, onde muitas outras bandas dividiriam o tempo com o Jars. Convicto e ainda mais empolgado, todos os meus amigos já sabiam de minha nova aventura e também me encorajaram muito, não apenas fãs do Jars, mas agora fãs do Sixpence também. Vários de nós tentávamos imaginar como seria o momento em que eu conseguiria conversar com eles (Jars/ 6p), perguntas, dúvidas, pedidos, fotos, vídeos, autógrafos etc. A espera foi quase tão emocionante como o grande dia, que finalmente havia chegado.
Conforme planejado, agendei viagem e hotel e já tinha o ingresso
Em Chicago estava muito frio, havia nevado há poucos dias e estava chovendo naquele Sábado, portanto fiquei dentro da estação a maior parte do tempo, esperando pelo meu trem que me levaria a uma cidade próxima a Merillville, chamada Dyer. Desde que saí de casa, eu contava a todas as pessoas que conversavam comigo, que eu estava indo ao show de 2 de minhas bandas favoritas e, muito empolgado, acabava empolgando a quem me ouvia também.
Cheguei a Dyer bem tarde e, como era de se esperar, a estação era deserta, não havia pessoas, nem carros nas ruas e estava chovendo para piorar. Fui a um restaurante e pedi à garçonete que chamasse um táxi para mim. Esperei uns 40 minutos e o táxi chegou e fui para o hotel, próximo ao Star Plaza Theatre, estrategicamente, pois no dia seguinte, eu queria chegar bem cedo ao teatro. Já instalado, planejei novamente o dia seguinte em minha cabeça e peguei no sono. Acordei cedinho e coloquei tudo que eu queria levar na mochila, mas não estava agasalhado o bastante. Em Merillville havia um restinho de neve ainda no chão, logo o clima estava bem frio. Do hotel ao teatro, eu tive que caminhar apenas 200m, assim que cheguei à rodovia entre o hotel e o teatro, avistei o letreiro que dizia, HOJE A NOITE, LOVE CAME DOWN... e já corri loucamente, atravessando a rodovia e me assentei em frente ao letreiro para tirar fotos. O letreiro informava o show do Jars of Clay, Sixpence, Leeland e Sara Groves. Meu coração já não cabia em mim.
Era apenas 10h da manhã e depois de dar algumas voltas em torno do teatro, onde mais ninguém estava, comecei a usar um pouco da razão e decidi ir a uma lanchonete, para fazer um lanche, pois eu ficaria ali o dia inteiro, no frio, caminhando e passando por momentos de muita emoção. Da lanchonete liguei para minha mãe e conversamos por 1h. Minha amiga das Filipinas me ligou e disse que estava a caminho de Merillville, pois ela ia ser voluntária na mesa do Blood:Water Mission e tinha que chegar mais cedo. Combinamos de almoçar juntos quando ela chegasse. Depois de lanchar e esperar muito em volta do teatro, sem sucesso de ver as bandas por lá, apenas os ônibus, decidi voltar ao hotel e pegar mais um casaco. Chegando lá, a Tabz me ligou, dizendo que havia chegado e estava me esperando no restaurante TJ Maloney's do Hotel Radisson, ao lado do teatro. Pela segunda vez, comi bastante ali e foi muito legal conhecer a Tabz pessoalmente, falamos muito sobre a banda. Eu falava bem mais, pois estava muito empolgado, aquele era talvez o 10º show do Jars que a Tabz estava indo. Ela havia comprado o ingresso dela antes de mim, portanto tinha um assento melhor, primeira fila, na área VIP, o meu era quarta fila da área VIP, coluna do meio, bem em frente ao palco. Visto que ela iria ajudar na mesa do BWM, ela me deu o ingresso dela, pois voluntários podem se assentar onde quiserem e podem conversar com a banda no final (snif). Fiquei muito feliz por ter conseguido um lugar melhor ainda, que também era na coluna do meio.
Ela voltou para o hotel e eu continuei em volta do teatro, a tarde inteira, mas não vi ninguém, apenas, acredito, o pessoal do Leeland e ajudantes das outras bandas, que entrava em saiam dos ônibus. O Aaron também apareceu. Eventualmente, eu entrava na bilheteria para me aquecer, pois o frio estava de matar, estava muito abaixo de 0ºC e eu já nem sentia meus pés. Os voluntários chegaram e tiveram acesso ao teatro. O staff do BWM e dos merchandisings das 4 bandas já estavam montando as mesas. Visto que o show começaria às 7h, os portões se abriram às 6h. Entrei com alguns fãs que conheci do lado de fora. As pessoas começaram a chegar organizadas, aos poucos.
Fiquei louco quando comecei a ver os produtos na mesa, comprei alguns cds, pen-drive, um song-book, pôsteres e dvd do Jars, camisa do SNTR, fotos da turnê etc. Conversei com o staff do BWM, que amou a camisa que eu estava usando e ficou feliz com a notícia da caminhada/ encontro de fãs em Brasília, para ajudar o projeto, junto com o Take the Walk do Hanson. Prometeram me dar alguns materiais para usarmos no encontro, ao final do show. Imediatamente me informei sobre a programação, primeiro o Leeland tocaria, depois Sixpence e depois a Sara e após os 3 shows, as bandas dariam autógrafos na recepção. Localizei meu assento, que era ao lado de uma das fãs que conheci antes de abrirem os portões.
Anunciaram o começo do show e todos já estavam em palco, com as luzes apagadas. Já era possível ver todos nitidamente. A primeira música foi cantada pelas 4 bandas juntas, “Angels we have heard on High”, do cd “The Dawn of Grace” do 6p. Já foi o bastante para tirar o fôlego, vendo o 6p ao lado do Jars e de outras duas bandas, que apesar de não conhecer muito, já eram muito interessantes. Havia muita harmonia entre eles e a música preencheu o Star Plaza. Todos se retiraram, exceto o Leeland. Eles não tinham um cd de natal lançado ainda, portanto tiveram que usar o repertório normal da banda, com exceção da primeira música que cantaram, que foi “The First Noel”. Gosto muito da melodia dessa música e na voz de Leeland, ficou excêntrica, com instrumental mais vivo, mais enérgico. Eu não conhecia bem a banda, ouvi algumas faixas dias antes do show e, como não era se duvidar, era uma boa banda, com músicos novos de muito talento e principalmente, muito carisma e muita humildade. Não anotei o repertório deles, principalmente por não saber o nome das músicas, mas me lembro que cantaram “Opposite Way” e “Count me In”. A cada faixa Leeland ou seu irmão, Jack, falava algo relacionado à letra da música, o que super valorizou o tempo que eles tiveram ali. Aplausos para o Leeland, eles me marcaram com a atitude deles naquela noite.
O grande momento estava por vir. Leeland se despediu e o 6p estava se preparando. Apenas Matt Slocum e Leigh Nash em palco, para cantarem a primeira faixa, “O come o come Emanuel”, linda e exótica, para dar o clima natalino necessário, porém muito elegante com a performance da banda. Matt nunca falava, tônico nos instrumentos, porém átono no comportamento, deixando por conta da Leigh, naturalíssima e bem humorada, o contato com o público. Steve e Charlie entraram no palco, para acompanharem a dupla (eles nasceram um pro outro). Steve estava com uma espécie de guitarra que se toca na horizontal, usando algum objeto e Charlie estava no piano. Os quatro emocionaram com “River” e na seqüência tocaram “The Last Christmas”, escrita pelo Matt, sobre seu primeiro filho. Depois disso, a Leigh brincou e disse que o clima ficaria mais animado com a próxima música, pois até então todos estavam bem silenciosos e atentos às faixas tocadas. Apenas Matt e Leigh ficaram em palco, para cantarem “Christmas for two”, que foi o melhor momento do show para mim (literalmente para mim). Primeiro porque todos adoraram a letra e riam com cada frase e gracinhas que a Leigh fazia. Segundo por eu ter ficado completamente apaixonado pelos dois ali juntos e assim que ela terminou de cantar o refrão, eu já não me segurava mais, no meio da segunda estrofe, todos calados, eu gritei para a banda “I looooooooove you” e no mesmo segundo, a Leigh começou a rir, engasgar, tossir, errar a letra e o Matt ria da situação e todos voltaram para o lugar onde eu estava e apontavam dedos e riam, quando a Leigh conseguiu retomar a letra perdida e todos aplaudiram o momento de interação e eles encerraram o show. Fiquei com muita vergonha por ter atrapalhado a música. Tirei muitas fotos durante as músicas.
Finalmente veio a Sara Groves e fez um show fenomenal, íntimo e maduro. Houve um momento em que ela descontraiu mais e cantou uma faixa original super divertida de seu cd “O Holy Night”, chamada “Toy Packaging”, sobre o que não dar de presente, no Natal. Foi lindo quando ela cantou ao piano, a faixa “To be with you”, uma de suas canções originais, sufocante! Houve um momento muito especial, em que seus filhos Kirby e Toby entraram e cantaram com ela. Seu marido, além de gerente, toca como um dos instrumentistas da banda, logo, estava tudo em família.
Antes do final da última música, saí correndo para fora do teatro, pois sabia que eles iriam lá, para a sessão de autógrafos. Esperei por 5 minutos e de repente, Leigh Nash estava passando do meu lado, na direção da mesa de autógrafos. Eu não conseguia acessar qualquer reação previsível, só tinha forças pra me manter atento e não apagar na hora. Tentei preparar a câmera para tirar fotos, mas dava tudo errado, a Leigh percebeu que eu estava focalizando nela e sorriu. Eu estava todo desengonçado e uma funcionária começou a gritar “Ele é super fã seu, foi ele que gritou lá dentro e ficou esperando do lado de fora desde cedo, no frio, congelando etc”.
Ela sorriu de novo (na verdade ela nem parava de sorrir) e chegou perto de mim, me agradeceu e eu nem sabia o que dizer, só que eu tinha cds para ela autografar e que eu precisava contar a ela sobre nosso encontro de fãs. Ela me levou para mais perto da mesa, quando eu disse “Eu sou do Brasil” e ela brincou “Sério? Eu sou do Texas”, eu morri de amor na hora. Pedi desculpas por ter atrapalhado o show e ela perguntou: “Por quê? Não tem problema, eu amo quando acontecem essas coisas, sempre acontece, muito obrigada”. Ela perguntou se eu queria uma foto e eu passei a câmera para a menina que disse que eu era fã, mas as duas primeiras tentativas deram errado e a Leigh conferia e dizia “Não tem problema, vamos tentar outra, até ficar boa”.
Nesse momento eu percebi que a fila já estava grande e a Leigh e eu estávamos atrasando o processo dos autógrafos. A ficha caiu e fomos pra mesa, após ter conseguido a foto. Ela agradeceu várias vezes e eu disse que mais tarde contaria a ela sobre o encontro. Tirei da mochila o “Dawn of Grace” da Jenny e da Júnia e o “Fauxliage” do Renato, pedi a ela para autografar e mostrei o nome dos três. Ela conferia os nomes, lia com sotaque e assinava. Tirei meus cds e pedi a ela para assinar também, disse meu nome e ela assinou os cds e minha camisa por último. As pessoas ficaram irritadas com a demora e perguntaram se eu iria pegar autógrafos dos outros artistas em todos aqueles cds e eu disse que era apenas da Leigh Nash. Agradeci muito e continuei. Matt não saiu para dar autógrafos.
Cumprimentei a Sara e pedi a ela para me dar um autógrafo, elogiei o show, mas eu não tinha muito o que comentar com ela. Os caras do Leeland estavam olhando para mim com uma cara de felicidade tão grande, eu nem sabia o que dizer, comecei a descer uma cachoeira de frases sobre eles terem muitos fãs brasileiros e sobre a urgência de eles fazerem uma turnê no Brasil. Peguei autógrafos de todos, tirei fotos, comentei do show e fui muito, muito bem recebido por eles. São fantásticos e mega simpáticos! Sai da mesa até tonto, com os cds na mão, arrumando tudo euforicamente, para não perder nada.
Enquanto as demais pessoas passavam pela mesa, eu ficava ali, besta, admirando a Leigh Nash e tirando fotos e conversando com algumas pessoas que vieram me fazer perguntas sobre mim, sobre o Brasil etc. Eu não conseguia sair de perto da mesa, só voltei pra dentro do teatro quando ouvi que uma música familiar estava tocando lá dentro, “God rest ye merry gentlemen”, saí como um foguete descendo a rampa do teatro e tomando o meu lugar lá na frente. Era o Jars of Clay tocando e o Matt Slocum no Cello, perfeita combinação. O tempo todo havia vídeos entre uma faixa e outra, sobre pessoas ligadas ao BWM, sobre os lugares atendidos, sobre a necessidade do apoio das comunidades nos EUA, para levar o projeto e esperança adiante, por aquelas pessoas. Os temas giravam em torno de usarmos as bênçãos que recebemos de Deus e as estendermos às pessoas necessitadas. A segunda música foi “Wonderful Christmas Time” e eles brincaram com o público, desejando feliz natal às pessoas de Indiana e de Illinois, criando duas torcidas que vibravam quando ele chamava seu respectivo estado. Na hora a moça que estava do meu lado me disse “E o pessoal do Brasil?”, então pensei em berrar, mas era tarde, eles estavam prontos pra cantar “Hybernation Day”.
Imediatamente liguei a função vídeo da câmera, quando o Dan convidou a Leigh para entrar e cantar com ele os vocais que originalmente são de Christine Dente. A fórmula ficou super legal, pois a Christine faz vocais aveludados e sexys e a Leigh, quase que de propósito, parece uma menininha cantando. Para completar o clima de colaborações, Matt tocou cello novamente para o Jars, na música “O Little Town of Bethlehem”. Mais um vídeo foi rodado no telão, enquanto Dan se preparava no piano. Este foi um momento sem preço, Dan tocando piano e cantando “Winter Skin”, enquanto Matt Slocum oferecia seu toque mágico de violão cello, único. Todos voltaram ao palco, tomaram suas posições e o clima ficou sério, Dan começou a falar sobre escolhas e como muitas músicas o marcaram, mas que eles cantariam a música mais importante da vida deles. A seriedade foi quebrada no primeiro verso de “Christmas, Please Don't Be Late”, porém sua voz estava alterada, parecida com a voz dos Chipmunks. O público insano dava gargalhadas de morrer. Esses momentos de loucura dos shows do Jars são impagáveis!
Muito descontraído, Dan apresentou uma canção que para ele tem um sentido bem particular, dessa vez ele estava falando sério. “Christmas for Cowboys”, do John Denver, segundo ele, é uma canção da qual ele nunca se esqueceu e que está entre suas preferidas há muitos anos, mesmo não sendo exatamente o tipo de música que ele mais ouve (country). Foi um presente para os fãs, este é um dos covers que o Jars fez, que eu mais amo. Como não poderia deixar de ser, Sixpence voltou ao palco, a convite do Dan, para cantar um dos grandes clássicos de natal de todos os tempos. “Silent Night”, do cd “The Dawn of Grace” do Sixpence, era uma das mais esperadas da noite, visto que o Dan contribuiu com letras originais para a canção gravada para esse cd. Leigh e Dan cantam simultaneamente letras completamente diferentes, Leigh com a letra clássica, Dan com sua adição contemporânea, mas que encontram sua conexão nas vozes que são sempre muito íntimas e esse encontro perfeito dos dois já é familiar para os fãs. Para quem conhece e ouviu repetidas vezes a faixa no cd, a impressão ao vivo é que eles se perdem um pouco, mas bem sutilmente.
Como se já não bastasse esse dueto perfeito, Sara volta ao palco para cantar “It came upon a midnight clear”, uma das faixas de seu cd de natal, que também é um clássico, porém com uma melodia nova, fresca, linda. Dan apresentou Sara como uma de suas artistas preferidas deste tempo, com talento para fazer músicas que marcam e não são do tipo vazio e descartável que hoje é muito comum. Segundo Dan, eles fazem pelo menos um cover da Sara nos finais de semana, em sua congregação. Na sequência, todos se retiraram, apenas o Dan retornou com um saco vermelho e com uma mensagem delicada sobre dar um pouco daquilo que você tem, a quem necessita, apoiando o Blood:Water Mission, que para ele, era a principal razão daquele show e daquela turnê. Nesse mesmo contexto, ele comentou sobre paz em nossos dias e a próxima música não poderia ser outra, senão “Peace is here”, também original da banda.
“Drummer Boy”, clássica do catálogo de canções natalinas e muito popular e querida entre fãs do Jars, já anunciava o final do show e contou com a presença do percussionista do Leeland, Mike Smith. Esse também foi um dos pontos altos do show, quando Dan comove não só no vocal, mas com sua colaboração nos tambores também. Fim do show, houve uma pausa para outro vídeo do Blood:Water Mission, antes de um encore muito digno que, depois de toda a agitação de “Drummer Boy”, foi o momento certo para acalmar o clima no palco.
Matt retornou para tocar seu violão cello e Sara introduziu “I've heard the bells on Christmas Day”. Pouco a pouco, os músicos das outras bandas começaram a tomar seu lugar no palco, quando todos, com menos acompanhamento instrumental, cantaram juntos “O come let us adore him”, em um momento de liberdade e adoração. Eles anunciaram o final daquela noite de comunhão entre as bandas, descontração, risos e emoções, agradeceram e saíram de palco.
Eu levantei e em vez de sair do teatro, fui para a frente do palco, para observar o que iria acontecer, pois eu não tinha certeza se a banda sairia para dar autógrafos. Todos estavam conversando numa sala ao lado do palco, aproveitei para pegar o set-list que o Dan usou. Pedi ao segurança os demais papéis que estavam lá, mas ele se recusou a me dar. Sem problemas, continuei esperando, quando disseram que todos deveriam sair, enrolei e vi que o Dan estava saindo da sala, subi para a última fila de cadeiras e eles já estavam vindo em minha direção. Eu não sabia se eu esperava, ou se corria para fora. Sai ao mesmo tempo que eles, porém por uma porta ao lado da que eles saíram, o que me colocou bem atrás deles, mas me adiantei e o Dan passou, depois o Steve. Eu não estava com pressa mais, chamei o Matt, ele não ouviu, então Charlie passou e eu o chamei. Ele se virou e voltou para falar comigo. Ele ficou surpreso e feliz por eu ter ido, como havia prometido. Perguntei se eles estavam indo embora, ou se iriam dar autógrafos, ele confirmou que ficariam ali ainda, para a sessão de autógrafos e fotos, como ficamos conversando, a fila já havia começado. Não me importei, tomei meu tempo, para organizar meus cds, livros etc e esperei.
Não peguei a fila, fui direto ao Dan na primeira oportunidade e conversamos sobre eu ter conseguido ir de novo. Eu estava bem mais seguro e entreguei a ele dois cds e o livro “Peace is here: Christmas Reflections”, lançado em 2007 com o cd “Christmas Songs”. Dan assinou, sorrindo, agradecendo e eu já passei tudo para o Matt, que trocou algumas palavrinhas comigo. Falei sobre a Sammy (^^) para ele, disse que ela o amava demais. Enquanto isso o Dan assinou o set-list que eu peguei e o Matt também. Passei tudo para o Charlie, continuamos o papo sobre minha ida e o Steve estava muito mais comunicativo dessa vez e já assinou tudo também e eu recolhi os materiais e saí de lá agradecendo, dizendo que os amava e literalmente quicando. Que vergonha! Fiquei plantado ali na frente, esperando as pessoas passarem, tirando fotos e conversando com o staff do teatro sobre mim, todos estavam curiosos sobre o brasileiro fã da banda, que ficou no frio o dia inteiro. As pessoas começaram a tirar foto e eu pensei “também quero” e pedi ao Charlie para tirar uma foto. Ele me chamou de volta na mesa, furei a fila e fui tirar a tão sonhada foto, nesse momento ele falou entre os dentes “Juca, muito obrigado por ler o blog”, e eu respondi “De nada, o blog é muito legal, estou amando”.
A foto foi batida, sai novamente e fiquei ali, conversando com duas fãs de Leeland que haviam perdido a sessão de autógrafo e não conseguiram o autógrafo deles. Percebi que elas ficaram tristes e dei a elas o meu autógrafo que peguei da banda, tiramos uma foto e conversamos sobre minha aventura de sair de Illinois, para ir a um show do Jars e Sixpence (de brinde ainda ver Leeland e Sara). Fiquei dando voltas e a fila ficava cada vez menor, não dei uma de mala de novo, não entrei na fila pela terceira vez. Aproveitei para pegar os materiais do BWM com a Kelly, esposa do Lutito. Ela e o carinha da mesa me encheram de materiais do projeto, inclusive o dvd.
O tempo todo eles viam que eu estava ali ainda esperando e davam um sinalzinho com um sorriso. Muito pentelho! Finalmente, sobraram só o Jars e os voluntários do BWM, como um deles era minha amiga, eu pude ficar perto do grupo, enquanto eles agradeciam pelo trabalho dos voluntários e tiravam fotos. A Tabz me pediu para bater a foto dela com eles, claro que aceitei na hora, zoando demais. Eles se despediram de nós, agradeci de novo, me despedi e eles saíram do hall. Apenas Lutito ficou lá. Dessa vez foi o Gabe que não apareceu. Conversei com o Lutito e com a Kelly de novo, agradeci pelos materiais, tirei fotos com o Jeremy, que ficou muito feliz pelo apoio à Disappointed by Candy. Ele disse que na próxima turnê, eles devem abrir os shows do Jars, portanto terão os cds à venda na mesa de merchandising. Pedi a ele para entregar ao Dan, o cd que gravei com canções do João Alexandre, como presente do FC Earthen Vessels, pois eu havia esquecido de entregar pessoalmente. Todos já haviam saído do hall, fiquei sozinho, com a organização do teatro, esperando minha carona para o hotel. Voltei para Illinois no dia seguinte com um sentimento tão grande de realização e saudade. Em poucos dias voltaria para o Brasil, não teria tempo de compartilhar devidamente fotos, vídeos, escrever esta resenha, mas mesmo depois de quase 2 meses, todas as memórias estão bem acesas em mim e não vejo a hora de poder encontrá-los novamente este ano. “The long fall back to Earth” será uma nova fase, novos shows e novas emoções.
Friday, January 02, 2009
"The Long Fall Back to Earth"

"O cd realmente tem mais texturas de sintetizadores, certamente mais que estamos acostumados," ele disse. "Nós buscamos influências principalmente em nossas raízes dos anos 80 -- INXS, Tears for Fears, The Cure. Foi um tempo muito divertido em busca dessas atmosferas."
Outras influências:
- Lykke Li
- Submarines
- Brooke Waggoner
- Gemma Hayes
- Lisa Hannigan
- Depeche Mode
- Keane
A nova música "Hero" aparecerá nas propagandas do seriado "Kings" da NBC, um drama com Ian McShane que deve estreiar em 19 Março de 2009 depois do encerramento de "E.R.". Trailer Aqui. Pode-se ouvir a música ao fundo.
"Este será um momento legal de preparação para o novo cd," diz Lowell.
Este ano, o Jars of Clay celebrará seu 15º aniversário, um número que Charlie pensa ser até difícil de se acreditar. Depois do hit "Flood" -- que os lançou ao estrelato em 1995 -- eles decidiram ser eles mesmos, em vez de se preocuparem com as expectativas do rock secular ou cristão.
"Foram anos meio malucos, tentando entender quem éramos e a quem deveríamos ouvir," disse Lowell. "Foram várias vozes diferentes gritando com a gente sobre quem deveríamos ser. Em algum lugar da estrada, você tem que encontrar sua voz autêntica e o que te deixa mais feliz," ele acrescenta. "Você não pode agradar a todos. É sempre ruim se você faz isso, ou aquilo, portanto decidimos fazer o que amamos e de alguma forma, alguém vai nos apoiar."
O título do cd fora apontado no verão americano, como uma das propostas, agora é o oficial.
A data de lançamento vai ser dia 21 de Abril, antes era 07 de Abril, o que em inglês seria April 7th (4/7), que é o dia não oficial do Jars of Clay, já que brinca com os números 4:7 (versículo da carta aos Coríntios, que originou o nome da banda).
O novo single será "Two Hands", começou a tocar nas rádios americanas no final de Janeiro.
"Safe to Land", do EP Closer, entrará no cd, já que seu título saiu da letra dessa música.
Charlie disse que o cd vai ter 14 faixas, de uma lista de até 18 canções que consideraram interessantes de serem gravadas.
"É difícil dizer como o cd está, pois muda dependendo de cada música que acrescentamos ou deixamos para fora do pacote. Tudo que sei é que estou amando até então e cada uma das músicas tem desafiado a banda musicalmente. Estamos entrando em alguns dos temas iniciados em "Good Monsters" e forjando o cd em direção a áreas ainda não exploradas também. Alguns dos sintetizadores legais que usamos (para os fãs de sintetizadores dos anos 80) são: Roland: Jupiter8, Korg D-10, Oberheim Matrix6, Sequential: Prelude, muitas baterias, Yamaha CP-70 etc. Começamos a mixar o segundo lote de músicas com o Jay Ruston, nosso bom amigo que mixou boa parte de Good Monsters e nosso parceiro no crime e na arte, Vance Powell... (que está fresquinho, pois acabou de gravar a música tema do último James Bond ... sim o tema de Jack White/Alicia Keyes.). Nossa amiga Katie Herzig foi convidada para cantar em algumas faixas, inclusive em "Headphones," da qual alguns de vocês já ouviram algumas versões ainda embrionárias (nos shows)." comenta Dan H.
O Tracklist oficial conforme a banda é:
1- The Long Fall
2- Weapons
3- Two Hands
4- Heaven
5- Closer
6- Safe To Land
7- Headphones
8- Don't Stop
9- Hero
10- Boys(lesson one)
11- Scenic Route
12- There Might Be a Light
13- Forgive Me
14- Heart
O Jars não tem novos planos ainda de virem ao Brasil, mas como presente de consolo, eles deram um olá aos fãs brasileiros, no show realizado na cidade de Merrillville, IN, no dia 14 de Dezembro de 2008, agradecendo pelo apoio ao projeto Blood:Water Mission, na caminhada que aconteceria em Brasília, no dia 10 de Janeiro. Confiram aqui o vídeo.
Esta caminhada também contou com fãs das bandas Sixpence None the Richer e Hanson, ambos apoiadores do Blood:Water Mission e conscientes sobre a caminhada que levantará fundos para auxiliar famílias vítimas da epidemia de AIDS e falta de água limpa, nas comunidades da África.
Juca
Comunidade Fan Club Earthen Vessels
www.bloodwatermission.com
Friday, October 17, 2008
jars of clay - kansas city, mo - 11 de outubro 2008
Esta resenha é sobre meu primeiro show do JoC. Durante anos tenho lido várias resenhas, tentando absorver um pouco da experiência de ver o Jars of Clay ao vivo, quanto mais eu lia, mais eles fomentavam minha vontade de ir a um show da banda. Sei que isso acontece com a maioria dos fãs no Brasil.
Kansas City, 11 de Outubro >> O show do Jars of Clay estava marcado para começar às 6 da tarde em ponto, assim foi com todos os shows da turnê Music Builds Tour. 30mins antes do show eu cheguei ao Teatro Starlight Theater, dentro do Swope Park, procurei o stand do Jars, mas não havia nenhum. Havia um stand do fan club do Switchfoot e do Third Day, para que as pessoas se cadastrassem e pudessem encontrar com os caras das bandas, antes ou depois dos shows. Havia materiais do Jars à venda em outro stand, com vários itens do Switchfoot e do Third Day.
Fui para meu lugar, em frente ao palco, um pouco para a esquerda e esperei ansioso, esticando o pescoço para ver se eles estavam do lado do palco, esperando para entrar. Matt estava lá, logo vi Charlie e Dan, depois os outros também, todos em roupas brancas, que era o figurino que estavam usando nesta turnê, tentei tirar foto, mas estavam longe e escondidos ainda. Antes que eu me preparasse, os 6 entraram e ocuparam suas posições e um som estrondoso dos instrumentos tomou conta do lugar, junto com os aplausos da galera (ainda não estava muito cheio naquele momento). Sendo a primeira vez que eu os via, fiquei observando admirado, quase não acreditando que aquilo realmente estava acontecendo.
O som que vinha do palco, unido aos aplausos do público, foi quebrado pelo coro de Flood, desferido perfeitamente na nova versão “but if I can't swim after 40 days and my mind ...”!!! Começo perfeito para o primeiro show! O setlist foi o seguinte:
* Flood
* Love is the protest
* Closer
* Love song for a savior
* I need you
* Heaven
* Dead man
* Work
Encore
* I’ll fly away (com Third Day e Robert Randolph)
* When love comes to town (todos juntos)
Durante todo o show, tirei muitas fotos, curtindo cada verso de cada música, pulando e dançando e andando de um lado para o outro, para pegar melhores ângulos de cada um. “Love is the protest” praticamente me fez perder o medo e a timidez por ser aparentemente o único estrangeiro naquele lugar. A maioria das pessoas ainda estavam assentadas e eu estava em pé o tempo todo, dançando ainda timidamente para não atrapalhar ninguém. Dan falou sobre a faixa “Closer”, explicando que recentemente lançaram o novo EP, portanto a próxima música seria a faixa-título do EP... as pessoas riram, pois ele falou de maneira engraçada, desajeitado, tentando explicar o fato do Ep ter o mesmo nome da proxima música. Ele pediu a todos que se levantassem e todos se levantaram. Antes de tocarem “Love song for a Savior”, ele informou que duas faixas antigas estavam no EP, sendo Flood a primeira que haviam tocado e agora tocariam Love Song. Ele pediu que todos cantassem com ele e a galera cantou junto. Gabe estava maravilhoso com o tambor que usou nesta música, nem precisa comentar sobre a habilidade deles com cada um dos instrumentos. Dan estava super centrado na voz, às vezes parecia que estava decepcionado com o público, ao ponto de fazer simplesmente o MELHOR que ele sabe (e sabe muito), para quem estava lá e se importava com o show, sendo que eu estava entre os que estavam amando o show. Back vocals perfeitos. Eu caminhava de um lugar para o outro, para tirar fotos, acenar para eles, algumas vezes parecia que o Charlie estava olhando. Steve tocava com muita intimidade ... muito concentrado, Dan se movia de um lado pro outro o tempo todo, quase impossível saber onde ele estaria no próximo minuto, Matt permanecia quieto, muita paz emanava de seu rosto, até então ele estava o mais longe de minha cadeira, mas rapidamente mudei para o lado que ele estava no palco. Havia algumas cadeiras vazias ali na frente, portanto eu podia me movimentar para diferentes cadeiras sem problema, mas os seguranças ja estavam ficando irritados comigo, quando comecei a ocupar um pedacinho do corredor para ficar pulando.
Dan agradeceu a todos e antes de cantar “I need you”, o Steve perguntou quantos de nós estavam lá, na última vez que eles tocaram naquele teatro, ele ficou com a mão levantada, mas pareceu muito decepcionado quando, pelo que percebi, ninguém havia levantado a mão . Algumas pessoas fizeram um som de surpresa e lamento, como se dissessem “ninguém estava aqui ... foi mal”. A expressão no rosto do Steve mudou para uma expressão de decepção e ele não continuou com o que ele ia dizer... Dan seguiu com o show e cantaram “I need you”. Tenho certeza que no Brasil, o povo jamais ficaria quieto como eles ficam aqui, pelo que conheço de público no Brasil, além de ficarmos em pé, as pessoas se divertem muito, pulam, empurram, gritam, cantam todas as músicas etc, mesmo sem saber a letra ... fiquei irritado que o povo estava calmo demais, mesmo sabendo que este não era um show normal do Jars, pois eles foram convidados pela organização do Music Builds Tour, para viajar com as outras bandas e eles não estavam relacionados na maioria dos anúncios, portanto a maioria das pessoas que foram lá, eram fãs do Third Day, Switchfoot ou Robert Randolph. De toda maneira, eu não fiquei parado, estava com minha camisa azul, que amo, não só por que é muito bonita, mas por que tem as cores da bandeira brasileira. Vocês concordam comigo que um brasileiro no meio de americanos é facilmente notado, principalmente se for a única pessoa que estava usando uma blusa azul chamativa que atraiu a atenção deles.
Dan anunciou que eles irão lançar um novo cd em Março do ano que vem e que a próxima música chamada “Heaven”, seria para este novo cd. Heaven foi diversão pura, Dan faz performances ótimas em Heaven e em Dead Man, que foi a próxima música, que ao vivo é DEMAIS. Eu nem estava me sentindo mais intimidado, dançava e pulava e seguia os movimentos que o Dan fazia. A última faixa foi Work. Eu sabia que se eu quisesse ser um dos primeiros a pegar autógrafo, teria que sair antes de terminar a última música, mas Work é uma de minhas preferidas. Dan parecia marchar durante esta música, foi uma das melhores, os 6 se reuniram na frente do palco, agradeceram e o Matt caminhou para o lado que eu estava e jogou sua palheta para mim, abaixei para pegar e sai correndo para a mesa de autógrafos. Eu sabia que eles iam sair por lá, fiquei esperando na porta, antes que eu pudesse pensar no que dizer, a porta se abriu e o Dan foi o primeiro a sair, ele me viu, sorriu pra mim e eu disse “Hey”, ele respondeu “Hey cara, que legal te ver aqui” e se aproximou para me cumprimentar e parecia procurar a mesa onde dariam autógrafos, Aaron, o gerente, estava ajudando. Eu perguntei “Vocês terão tempo para dar autógrafos etc” ele confirmou que fariam isso a qualquer momento, era só uma questão de organizar tudo para começar, pois ja havia muitos fãs em volta naquele momento. Fiquei perto o tempo todo, quando ele voltou a falar comigo, eu disse “Eu sou do Brasil” e ele respondeu como se quisesse dizer “claro que eu sei quem é você”, mas na verdade ele respondeu “Eu SE-E-E-E-I … você é o Juca da internet, muito legal te ver aqui” e eu, surpreso por ele se lembrar, confirmei com um mega sorrisão. Naquele momento eu estava ocupado dizendo oi para o Charlie também, que veio logo após Dan e sorriu para mim também e perguntou se eu era o carinha do Brasil, ele havia me falado antes, que eles tocariam às 6 em ponto e que dariam autógrafos na mesa ao lado do palco. Ele perguntou meu nome, para ter certeza que era mesmo eu. Fiquei sem graça e não sabia o que comentar, apenas respondi “Sim, Sim, sou eu mesmo” e disse a ele meu nome (Juca of Clay duh). Ele ficou repetindo o tempo todo que estava muito feliz em me ver la ... Matt estava bem atrás dele, Gabe também, Jeremy não apareceu, pois pelo que eles comentaram, ele estava passando mal a semana toda.
Apesar de querer abraçar a todos, somente quando o Matt veio dizendo um tanto de coisa como ter gostado de me ver lá, perguntar como eu estava etc, foi que eu me lembrei que eu queria dar um abraço neles e automaticamente eu o abracei, dizendo que estava bem, que não acreditava que estava lá e ele me abraçou de volta. Steve estava distraído, Matt o chamou, depois de eu te-lo chamado e ele não ter ouvido. Ele olhou para trás e me viu com aqueles olhos grandes azuis e berrou “HEY!” Com a vontade de rir na hora e o desespero sem saber o que dizer, eu só consegui berrar de volta “HEY”, nos cumprimentamos e logo o Aaron começou a falar com a galera para entrar na fila.
Os Jars estavam tentando ir para o outro lado da mesa, mas havia umas plantas ao lado, pequenas árvores, quando perceberam que teriam que atravessá-las, para chegar do outro lado da mesa. Dan e Steve batizaram as árvores na hora de “as árvores secretas”, eu ri demais! Um a um ele atravessaram as árvores secretas, mas um minuto depois tiveram que voltar, pois o cara havia decidido que era melhor ir para outra mesa, longe do merchandising. Eles caminharam até a outra mesa, a galera foi toda atrás, organizadamente, eu fui caminhando ao lado deles, sem saber o que falar, pois eles continuavam falando que estavam felizes que eu apareci. Eles se organizaram para os autógrafos, eu tinha que tirar todos os encartes que eu tinha levado na minha mochila, papéis, o livro do Dan etc, quando estava pronto, Matt era o primeiro na fila, eu disse a ele que tinha um tanto de coisas para assinar, mas não ia pedir a eles para assinarem tudo, pois sabia que eles não tinham muito tempo, mas ele disse que não tinha problema, que eu podia passar tudo pra ele, que ele passava pra frente e a galera assinava. Então entreguei a ele dois Greatest Hits e um Closer EP e a pasta que eu levei com os cds, ele assinou esses, mas eu não quiz tirar mais coisas da mochila, ou ia acabar perdendo. Eu disse a ele que o livro que estava na mão, era o livro do Dan, para que ele assinasse para mim. Ao lado do Matt estava o Charlie, que continuava dizendo que estava muito feliz em me ver, (oO e eu muito burro, não sabia o que responder), ele também assinou os cds e a pasta e Steve assinou, repetindo as palavras do Charlie.
Nesta hora eles continuaram falando e disseram que já tentaram ir ao Brasil, que eles querem muito ir, vão continuar tentando, eu confirmei que eles têm muitos fãs no Brasil e que todos estão ansiosos pela ida deles e um pouco bravos, por não terem ido este ano. Repeti a história toda e eles lamentaram o que houve, que os impediu de ir. Eu disse que esperava estar no Brasil, quando fizessem um show lá. Eles perguntaram se eu me mudei para cá, eu disse que volto ao Brasil em Dezembro, mas voltava para cá pouco tempo depois, eles zoaram "huh vai ficar indo e vindo neh...". então, o Gabe, super simpático, falava sem parar e assinou os cds também, Dan foi o último, entreguei a ele o livro e pedi para assinar, ele sorriu quando viu, pegou com cuidado e assinou “You are Magnificent - DH”, perguntei a ele “Dan, vocês terão tempo para uma foto de todos juntos comigo”, ele disse que na verdade, só ele teria que voltar para o backstage em breve, mas se eu conseguisse alguém para tirar a foto, eles parariam de assinar e tirariam a foto comigo, tentei fazer isso, mas não deu certo, pedi ao cara que estava vendendo os Eps, ele disse que não poderia parar, mas me perguntou de onde eu era, respondi e ele disse que só por que eu era brasileiro, faria aquilo por mim. Ele é de São Paulo e trabalha com o Third Day. Porém, ele tirou a foto numa pressa, que mal pegou o Dan e o Matt. Steve estava olhando para outro lado, somente o Gabe olhou para o cara na hora da foto. Urhhhggg!!!! Voltei ao Matt e pedi a ele para assinar meus 2 Live Monsters Eps, todos assinaram. Dan tirou várias fotos com várias crianças e adultos, aproveitei e tirei a minha também.
Voltei para a fila, pedi ao Matt para assinar mais um Closer EP (Capa, disco e Poster/encarte) e disse a ele que seria para arrecadar fundos para a B:WM e para um concurso na comunidade Earthen Vessels que eu tenho no Orkut. Disse a ele “oi, eu de novo, desculpe-me por te dar tanto trabalho...” e ele disse “que nada... você merece...” e Charlie perguntou a ele o que estava acontecendo, ele disse e Charlie completou “Nada disso... você veio de muito longe ... merece” e mais uma vez virou pra mim e disse que estavam felizes que eu estava lá ... Gabe confirmou e assinou também, Steve e Dan assinaram também. Todos o tempo todo muito amigáveis, muito simpáticos, humildes, sempre tentando falar mais coisas, mas eu estava muito empolgado para acrescentar algo interessante. Nisso, veio um cara e levou o Dan para o backstage ... perguntei ao Gabe se a Disappointed By Candy estava vendendo os cds lá, ele disse que infelizmente não, mas que eu poderia comprar pela net. Fiquei lá os últimos 10 minutos, vendo-os assinando papéis, braços, mãos, camisas, ingressos, tirando fotos e já estava escuro no teatro, acho que neste momento, Robert Randolph já estava no palco. Era hora de eles irem, então me lembrei que eu estava com a palheta do Matt ... pedi a ele para assinar, ele assinou. Eles se foram, segui o grupo até a porta (pensando comigo mesmo, sobre como o Charlie é baixinho), aproveitei para ver como faria pra voltar para o hotel e comer algo.
A fila para comprar materiais estava enorme, Switchfoot foi anunciado, queria ver o show deles também, assisti o show inteiro, eles foram incríveis. Jon estava muito legal, cantou várias de minhas músicas preferidas, mas o momento mais especial foi quando tocaram “This is home”, quando bilhões de luzinhas azuis, brancas, rosas, roxas etc se acenderam no fundo do palco inteiro ... luzes vindas do alto criavam texturas na fumaça ... enquanto isso, solo de piano rolava no fundo ... qualquer pessoa na hora se apaixonaria pela banda, com sua paixão pela música e chamado, ele narrou sobre como escreveu a música, que não escreveu especificamente por que era para o filme, ele escreveu sobre o Lewis. Entre as músicas ele trazia mensagens ligadas aos temas, mas o povo pirou mesmo, quando ele desceu do palco e foi andando no meio da galera, foi até o fundo do teatro, entrou no meio dos bancos, e terminou “Fire” ali mesmo ... o show todo foi muito perfeito.
Voltei ao stand e consegui comprar minha camisa do Jars, mais tarde o Third Day veio e fez um show marcante também. No começo eu não havia prestado muita atenção, então quando cantaram “God of wonders”, decidi voltar pra frente e ficar em meu lugar, para curtir o show. Antes de voltar, eu estava isolado, de onde eu ainda poderia ver o palco, pensando em todos os momentos legais que havia tido com o Jars, depois de tanta espera e de ter passado por tanta coisa para chegar no teatro, neste momento, percebi que eu não havia sido bom o bastante, não tive a oportunidade de falar com eles tudo que eu queria falar e o quanto os amo, pelo que são. Então fiquei pensando, por que não chorei quando os vi? Muitas perguntas, muitos pensamentos vinham à minha cabeca, mas eles mudam completamente todo conceito que você tem sobre eles, o que já era ótimo, muda totalmente. Não se conhece estes caras de verdade, até o momento em que você consegue falar com eles. Então comecei a entender que eles são tão humanos, tão amigáveis e legais, pessoas tão humildes, eles conseguem fazer com que você se sinta especial e amado, que tudo que você fizer por eles, vale “muitas penas”. Ao mesmo tempo, você entende que eles são tão espontâneos e percebe o quanto é legal da parte deles, sairem e darem autógrafos, falar com as pessoas, senhoras, pais de família, jovens, crianças, todos elogiando a música, o trabalho e eles andando no meio de todo mundo, como qualquer outra pessoa, sorrindo numa humildade tão grande ... e os seguranças os tratando como se fossem o Barak Obama.
Mac powell estava super legal também, sorria o tempo todo e disse que o show de Kansas City era muito especial, pois era o penúltimo show da turnê, que para eles, era algo bom e ao mesmo tempo, ruim. Ele tocou em temas como família, que para eles, retornar para suas casas seria algo bom, mas que o tempo que passou na turnê, com as pessoas, com as outras bandas, fazia com que não quisessem que acabasse. Este show foi o último show da turnê num Sábado, por isso consideraram um dos melhores shows. Foi legal quando ele resolveu mudar o setlist e chamou uma fã para cantar no palco com ele. Ela cantava super bem, mas ele confirmou que eles nunca se viram antes. Foi fabuloso quando ele falou sobre seu amor por Jesus ao longo da carreira da banda e seu compromisso em falar sobre o que cantam e vivem. Comentou que já havia ouvido pessoas comentarem que nossa fé em Jesus não passa de muletas, por não sermos fortes o bastante para prosseguirmos em nossas vidas, ele disse que inicialmente ele pensou: “muletas?”, mas depois percebeu que estas pessoas estavam certas e que não somente precisamos de muletas, mas de um hospital inteiro, quando se trata de fé e viver para Cristo. Então ele orou pelas pessoas ali. O Grand Finale estava chegando, os caras do Jars já estavam esperando pela hora que o Mac os chamaria ao palco de novo, primeiro Robert Randolph foi convidado para tocar mais uma música, depois o Mac chamou o Jars, as pessoas vibraram, Mac perguntou se a gente não havia entendido direito e tornou dizer “Jarssss of Claaaaaaaaaayyy”, a galerou enlouqueceu, os caras do Jars voltaram com roupas comuns desta vez. Dan tomou conta e estava super comunicativo, o público interagiu cantando como um coro, junto com as duas bandas e Robert Randolph no piano, Dan e Mac revezavam na letra de “I’ll Fly Away”. Para a última música, Mac chamou os caras do Switchfoot, que entraram no palco enlouquecidos, com patinetes, pulando nas caixas, na bateria, zoando tudo ... Mac disse que a última música era um cover do U2 “When love comes to town”. Foi sem explicação. Momento maravilhoso vendo todos juntos. Eles agradeceram e deixaram o palco. Switchfoot e o Third Day tiveram encontros com os membros dos fan clubs apenas, não saíram para dar autógrafos.
Sunday, July 08, 2007
"Toda verdade vem de Deus"
"Toda verdade vem de Deus.
O nosso mundo inclui disfunções em muitos aspectos. Sentimos que há épocas em que é bom escrever músicas sobre elas. Estas canções não se tornam em 'comerciais' do Cristianismo, do mesmo jeito que elas são apenas perspectivas sobre os relacionamentos.
Fico imaginando se Deus ri das algemas que nós colocamos em nós mesmos."
Dan falando sobre canções que para muitos, não abordam temas cristãos ou religiosos, ex. Whatever she wanted, Lonely people, Mirrors and Smoke e Water under the bridge, quando na verdade, tudo que é verdade é ligado ao Cristianismo e estas músicas falam sobre encorajamento, amor, perdão, suporte, compreensão, diálogo, honestidade e assuntos que caminham entre os momentos bons e ruins de um relacionamento.
Eu fico me perguntando a mesma coisa que o Dan. Quando vamos crescer?
Thursday, April 07, 2005
Biografia - Jars of Clay :: Nashville, TN/ USA
JARS OF CLAY: HISTÓRIA Escrita por Andy Lowell (& Steve Carlson)
Logo após as férias de Natal, os quatro decidiram que gostariam de escrever mais músicas para colocarem em seu repertório ao vivo e satisfazer às exigências de suas aulas de gravação de estúdio, mas acharam que seria apropriado dar um nome a estas colaborações. Charlie lembrou-se de um versículo bíblico que ele havia lido, que falava sobre a fragilidade do homem e sobre a ironia de que este incrível fôlego de vida de Deus havia sido sobrado em nossos frágeis corpos físicos. Esta passagem, que relata as lutas do homem e a prova de nossas vontades e corpos, que por fim nos fornece a força para resistir o sofrimento da vida, incluía a frase "Jars of Clay" (Vasos de Barro). A frase foi escrita pelo Apóstolo Paulo e foi retirada de 2 Coríntios, 4:7. "Temos, porém, este tesouro em vasos de barro, para que a excelência do poder seja de Deus e não de nós". A banda achou que seria uma boa maneira para manterem-se humildes - Ter o nome da banda que os forçaria a se lembrar continuamente que todas as suas bençãos vêem de Deus, inclusive o Dom de escrever músicas que os seus colegas de escola gostavam. Nisso, em Janeiro de 1994, nasceu a banda Jars of Clay. "Love Song for a Savior", uma música pop repetitiva mas cativante, ficou bastante popular entre os colegas. Na escola, Dan havia lido um livro chamado "Death by Child Abuse" de Ursula Sunshine. O livro detalhava a luta pela sobrevivência de uma garotinha que havia sido abusada e morta por um membro da família. Isto tocou seu coração e a banda quis escrever não sobre os fatos deprimentes pelos quais ela passou, mas sobre a esperança que temos, apesar dos problemas que o mundo tem. Eles escreveram "He" em Março e então a gravaram apenas "por diversão". Depois disso, eles fizeram um pequeno show na Tower Grove Christian School em St. Louis no dia 18 de Março e agendaram um show na Igreja Batista Comunidade da Graça em Trenton, IL para o dia 23 de Março. Além disso, fizeram um show na cidade natal de Steve e dois shows em Six Flags num festival cristão. As aulas continuaram e a banda lutava por um tempo para escreverem juntos. Charlie viu uma matéria na Revista CCM Magazine de um concurso de talentos, o qual ele pensou que seria legal participar - e não tinha nenhuma idéia de que seriam escolhidos para tocarem ao vivo meses depois, em Nashville para gravadoras. Dez bandas finalistas foram escolhidas de todas os Cds demo enviados e a banda Jars of Clay foi escolhida para ser uma delas.
Em 27 de Abril de 1994, Jars of Clay tocou no Gospel Music Association Spotlight Competition no 328 Performance Hall em Nashville, TN. Esta apresentação foi o teste final do concurso de melhor nova banda cristã e o Jars passou no teste e conseguiu o grande prêmio. Eles tocaram "Fade to Grey" e "Like a Child" juntamente com coreografias e com bicos de bebê em suas bocas e foram muito bem recebidos pelas gravadoras que estavam presente. Além disso em Abril, a banda decidiu terminar o CD demo que recebeu o título de Frail. Eles fizeram 1.000 cópias para amigos e membros de família compararem e tiveram uma pequena festa de lançamento na escola. As cópias se esgotaram rápido e em Junho, eles fizeram mais 500 para gravadoras e para aqueles que não conseguiram obter uma cópia na primeira vez.
Eles voltaram para Greenville para finalizar o ano e finalmente tocaram novamente na escola em Maio em um "Midnight Breakfast". Neste evento, eles tocaram "Love Song for a Savior" e "Fade to Grey" para seus colegas de escola e receberam uma resposta surpreendente. Dois shows foram feitos neste mês no Agape Festival em Greenville. Enquanto isso, eles receberam ligações nos telefônes públicos de seus dormitórios de gravadoras à procura da banda e querendo assinar com eles para a gravação de um CD. A banda então decidiu que eles deveriam correr pela avenida da música e se mudaram para Nashville, deixando "parada" a carreira na escola. Matt Bronleewe decidiu continuar na escola naquele momento e ele também estava se casando, portanto decidiu não se mudar para Nashville com a banda. Visto que o som da banda incluía um dueto de violões acústicos, foi necessário encontrar um novo membro para preencher o espaço e o melhor amigo de Charlie da escola decidiu, após muito debate, unir-se à banda e mudar-se para Nashville em Agosto. Matt Odmark esteve na Universidade de Rochester como mestre em Inglês, mas gostava de tocar violão em pequenos cafés. Sua assimilação dentro da banda foi difícil, devido a sua falta de envolvimento na indústria da música, mas em Agosto os membros da banda estavam bastante confortáveis juntos, enquanto viviam em quarteirões próximos, num apartamento pequeno de dois quartos em Antioch, TN. Eles também receberam empregos naquele período, em lugares tipo pizzarias, lojas de shoppings e depósitos de livro, enquanto aguardavam o contrato e ficavam a imaginar se eles realmente um dia poderiam assinar com uma gravadora. Eles promoviam seu CD demo e encontraram-se com muitas gravadoras durante o verão, negociaram os contratos em potencial com um advogado, durante o outono e finalmente no inverno, assinaram com a Essential Records, uma divisão da Brentwood Music (agora coletivamente chamada de Provident Records).
Este foi um passo inesperado para a banda, visto que a Essential era a menor gravadora com quem eles fizeram entrevista, mas sentiram que ela era mais como uma família. Além disso, a Essential possuía poder sólido de apoio da maior gravadora que era a Brentwood Music a qual comprou-a e a Brentwood utilizou um distribuidor secular, Silvertone Records de Zomba/Jive, para atingir uma público maior.
Durante o outono, eles também separaram um tempo para apresentações ocasionais durante sua atarefada agenda de trabalho. Eles fizeram um show em 29 de Setembro, para aproximadamente quarenta pessoas no "Stage Left" (literalmente no lado esquerdo de um palco) na Universidade de Austin Peay em Clarksville, TN. Eles alugaram todo o equipamento necessário para este show e de fato, perderam uma quantia significativa de dinheiro mas gostaram muito da experiência. Eles tocaram 40 minutos de suas novas músicas e 40 minutos de covers do PFR, The Monkees, Third Matinee, New Order, Toad the Wet Sprocket, entre outros. Eles agendaram outros shows ocasionais, um com o Sixpence None the Richer em Rocketown em Outubro e uma outra apresentação acústica no AM/PM coffeehouse, uma apresentação numa escola Católica em St. Louis, um show em Greenville novamente com o Sixpence, e finalmente, no Caffe Milano em Nashville, TN. Durante o inverno e primavera eles gravaram seu álbum de estréia pela Essential e o lançaram em Maio de 1995, seguido de sua primeira turnê oficial, onde abriram shows para PFR e Brent Bourgeois. Uma médica da Essential, que era uma boa amigos deles, era sobrinha do guitarrista e engenhoso compositor Adrian Belew. Ele entregou o CD demo Frail a ele, que ficou muito impressionado. Belew também esteve investigando a fé cristã, portanto ele decidiu produzir algumas canções para o álbum. Sua colaborações anteriores com Laurie Anderson, The Talking Heads, Nine Inch Nails, David Bowie, Frank Zappa e envolvimento durante um longo tempo com King Crimson, sem mencionar diversos álbuns solo, fez dele um dos principais candidatos a produtor. Eles decidiram que ele produziria "Flood" e "Liquid", as canções mais alternativas e auto-produziram as demais músicas do CD por causa da falta de dinheiro. Muitos músicos de estúdio vieram para preencherem os espaços e Ron Huff fez ótimos arranjos de corda para ornamentar as músicas e dar a eles sua qualidade orquestral incomparável. O primeiro single do álbum de estréia lançado em rádios cristãs foi "Flood" que ficou como o no. 1 por um longo tempo. A banda recebeu elogios da alta crítica em diversas revistas Cristãs e outras fontes, devidos às harmonias exclusivas e instrumentação no CD e também por sua honestidade extrema e letras relacionais, que discutiam situações reais da vida e fé em Deus, que nos coloca em difíceis desafios.
Enquanto isso, as rádios seculares, de alguma forma, perceberam a popularidade da música e algumas começaram a tocá-la. Foi então que a Essential Records decidiu usar o selo coligado Silvertone, para promover o álbum e enviou CDs singles para as diversas rádios.
Muitas das estações de rádio amaram o single e começaram a tocar regularmente, porque após ter sido tocada, os telefones tocavam constantemente com ouvintes curiosos, perguntando de quem era a música. Jars of Clay havia tocado então em alguns festivais no verão de 1995 e decidiram assinar novamente para abrirem shows do PFR e Brent Bourgeois. Depois desta turnê, souberam que haviam sido convidados para abrir os shows do Michael W. Smith em sua turnê nacional, no começo de 1996 e aceitaram o convite com muita gratidão. Um show no The Foundry em Nashville foi feito para arrecadar dinheiro para o Instituto contra Abuso Infantil de Middle Tennessee e o CD especial de natal Drummer Boy foi lançado para levantar fundos também para esta instituição. A lista de convidados especiais para este show incluía Phil Keaggy e Cindy Morgan.
1996 foi o ano de intenso sucesso para a banda. "Flood" chegou à posição #1 em diversas rádios seculares, devido a sua popularidade no noroeste dos EUA, onde muitas bandas alternativas eram populares e o álbum permaneceu no top 60 por quase o ano todo, também permaneceu no Top 200 da Billboard por um período completo de 52 semanas. O CD virou disco de ouro e rapidamente atingiu o status de disco de platina. O álbum de estréia vendeu até então, aproximadamente 2.000.000 de cópias.
Os shows do Michael W. Smith tiveram muito sucesso e a banda promoveu o CD em peso ao tocar e dar entrevistas em muitas apresentações internas e em shows de rádios seculares. Eles continuaram a fazer turnês por conta própria no verão de 1996 e decidiram levar a música ao circuito onde ouvintes seculares pudessem sentir-se confortáveis, vendo a banda onde eles vêem suas outras bandas favoritas. Isto tornou-se um ministério intenso, mas também trouxe consigo muito sarcasmo e decepção ao público cristão que às vezes, os acusavam de estarem se tornado uma banda secular, apesar de que nada em suas letras, música ou quanto a suas vidas espirituais houvesse mudado. Seus objetivos mudaram gradativamente ao perceberam que poderiam ministrar para um público onde não parecia alcançar mais ninguém.
A banda programou uma turnê inicial bastante profissional em teatros como The Roxy and House of Blues para o outono de 1996. Eles compararam seu próprio equipamento de som e luzes e tiveram com eles Roddy Chiong, um violonista, na turnê, para abrir os shows com uma apresentação de violino clássico e usando cenários como cortinas dobradas, tapetes orientais e castiçais. A banda The Samples abriu os shows nas primeiras semanas e logo foram retirados da turnê, por uma incompatibilidade com o Jars e bem como com seu público. The Gufs foi uma banda de abertura legal para os shows e muitas outras bandas abriram os shows do Jars durante aquele tempo também, incluindo Sarah Masen, Duncan Sheik, Matchbox 20 e Sarah Jahn.
No final de 1996, a banda estava desgastada por causa da turnê e precisavam de material novo para seu próximo trabalho, então começaram a escrever novas músicas para usarem em um novo CD. Eles entrevistaram muitos produtores e decidiram-se por Steve Lipson, que havia produzido para Simple Minds, Prefab Sprout, Annie Lennox e muitos outros. Lipson veio e ajudou a desenvolver o CD nos estúdios Xanadu, fora de Nashville. Depois deste período, eles continuaram a fazer turnês esporadicamente e fizeram viagens ocasionais a Londres, onde Lipson reside, para mixarem o CD em seu estúdio. Este CD foi feito numa parte meio que triste da Inglaterra, quando os caras estavam longe de suas esposas - vindo portanto daí os sons e temas ocasionalmente obscuros. Apesar de que a banda estava muito feliz com o CD, Much Afraid não vendeu tantas cópias quanto o primeiro CD (apesar de também ter alcançado disco de platina). Se bem que ele era demasiadamente perfeito com uma super-produção para os ouvidos da maioria dos ouvintes de pop de rádio. De fato, ele teve a quantidade normal de hits em rádios cristãs e Five Candles & Crazy Times podiam ser ouvidas ocasionalmente em rádios seculares também. A banda também realizou diversos trabalhos com empresas cinematográficas durante este período e foram convidados a participar da trilha de vários filmes. Entre elas: Hard Rain ("Flood"), Liar Liar ("Five Candles"), Long Kiss Goodnight ("The Chair"), Jack Frost ("Five Candles"), e Prince of Egypt ("Everything in Between"). A era do Much Afraid também trouxe para os caras um Grammy Award por melhor álbum Gospel do ano e eles tiveram o privilégio de tocar Fade to Grey com uma orquestra no Dove Awards de 98. Além disso, eles fizeram mais algumas turnês principais: "The Bubblemaker's Dream Tour" (Outono de 97/Primavera de 98) e a turnê "Tour 101: Back to Basics" (Outono de 98/Primavera de 99). Eles agendaram também um show especial no Ryman Auditorium em Nashville com a Nashville String Machine, onde gravaram um CD duplo especial para o fã-clube chamado Stringtown. Isto fez com eles lançassem um fã-clube internacional que tem tido grande sucesso desde então.
Os eventos pessoais mais importantes daquela época foram os casamentos de todos os membros da banda. Stephen Mason também entrou na nova fase de sua vida como pai. Viagens internacionais também se tornaram parte regular do trabalho. Jars fez turnês na Austrália e em Cingapura para promoverem Much Afraid e também abriram uma cruzada de Franklin Graham em Aberdeen, Escócia, e alguns dias em Londres incluindo o Shepherd's Bush Empire.
Isto nos traz até 1999, quando a banda escreveu talvez seu mais emocionante álbum até o momento: If I Left the Zoo. Salvas as turnês, o processo de composição para o novo CD e seus casamentos, o Jars teve ainda uma minúscula quantia de tempo livre para ajudar outros artistas. A maioria deles apareceu na canção feita com Jonathan Noel, "Hand" e o Charlie tocou alguns acordes em programas de TV com o Sixpence None the Richer.
Joe Porter foi recebido como novo baterista para substituir Scott Savage, que prossegui na carreira como baterista de Jaci Velasquez, devido a diferenças musicais com o resto da banda. Eles continuam grandes amigos e Scott inclusive substituiu Joe em algumas ocasiões.
If I Left the Zoo é um novo projeto super empolgante gravado com o produtor Dennis Herring (Counting Crows, Innocence Mission, Cracker) em Oxford, MS. O título refere-se ao mundo como um zoológico e o álbum, como a maioria dos trabalhos do Jars, é cheio de metáforas e figuras líricas. O título refere-se ao que potencialmente poderia ser alcançado se deixássemos nossas atuais áreas de conforto. Escrito a partir de um ponto de vista tal ao qual todos podem estar relacionados, possui poucos jargões sobre fé, ainda que as letras sejam baseadas em fortes princípios de fé e fazem referências às Escrituras, à Pessoa de Cristo e à Graça que nos foi dada. A HISTÓRIA CONTINUA ... Biografia "Interactive" Em sua Segunda carta aos Coríntios, o Apóstolo Paulo escreveu: "Temos, porém, este tesouro em vasos de barro, para que a excelência do poder seja de Deus e não de nós". 2000 mil anos depois, Steve Mason vê o propósito de sua banda em muito da mesma maneira. "O vaso de barro é uma ilustração de algo que se quebra tão facilmente, que de forma alguma você colocaria um tesouro valioso dentro dele, de fato Deus faz desta forma" diz ele, "este verso ilustra em cheio o que queremos comunicar".
Tirando o seu nome e sua missão de II Coríntios 4:7, o Jars of Clay, em seu álbum de estréia auto-entitulado, coloca uma mensagem tão velha quanto a própria Palavra, em suas músicas que estão num contexto fulminante de rock moderno.
O som do Jars of Clay é construído na voz do vocal principal Dan Haseltine, depositada sobre uma interação de violões acústicos rítmicos e viajantes de Steve Mason e Matt Odmark, coloridos com os teclados de Charlie Lowell, freqüentemente etéreos. Com influências que variam desde Beatles e Jimi Hendrix, ao valente cristão Rich Mullins e os roqueiros modernos alternativos Toad the Wet Sprocket e Depeche Mode, o Jars of Clay desenvolveu um som que aliás, é próprio deles mesmos.
"Gostaria de pensar que aquilo que estamos fazendo aqui é exclusivo" diz Steve. "Fico frustrado com obras sendo apenas 'o equivalente cristão' de um outro alguém, pois penso que se é de Deus, pode ser melhor que qualquer coisa que o mundo possa oferecer".
Fim.
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Trajetória do Jars of Clay: Mais Honestos? Impossível.
O Jars of Clay foi formado no final de 1993 e em pouco mais de um ano, tornaram-se um dos acontecimentos mais procurados na música cristã, quando ganharam o Gospel Music Association Spotlight Award em 1994, recebendo mais de 200 feitos como a melhor banda ainda sem um contrato que havia no momento.
Charlie e Dan se encontraram em 1992 no colégio de Greenville em Illinois. Ambos viviam no mesmo andar do dormitório e estavam se formando na programa de música contemporânea da escola. Quando descobriram que tinham o mesmo gosto musical, eles começaram a trabalhar num projeto de gravação de um demo juntos, no estúdio de Greenville.
No ano seguinte, o baixista Steve Mason, que era um jovem novato, uniu-se aos dois e ao amigo guitarrista do Charlie, colega de quarto, para formarem uma banda legítima. "As pessoas pareciam realmente gostar e querer saber mais sobre o que estávamos fazendo", disse Charlie "e nós estávamos nos divertindo, portanto fizemos um CD demo, apenas pra ver se ele daria certo. Foi algo mais por diversão. Não pretendíamos ir a Nashville e tentar conseguir uma negociação sobre uma gravação."
Matt Odmark, um amigo de infância de Charlie, juntou-se à banda, após a partida do violonista original e as coisas começaram a deslanchar mais rápido do que a banda jamais houvera sonhado.
"Após termos terminado três de nossas músicas, nós as entregamos ao GMA Spotlight Song Contest, em 1994 e decidimos tentar terminar material para um cd inteiro." lembra-se Charlie. "Nós passamos todos os nossos fins de semana e nossas férias no estúdio. As pessoas começaram a olhar pra nós como uma banda de verdade."
"O fato de termos vencido no GMA realmente foi o começo de tudo. Não esperávamos nada, portanto nem mesmo tivemos o trabalho de enviar os demos à alguém até então. Após termos vencido, as pessoas começaram a receber um retorno muito positivo. Começamos a enviar nosso Cd para a indústria e receber uma boa resposta, daí começamos a considerar nossa mudança para Nashville para levarmos isso de forma mais séria."
Seria mais exato dizer que as gravadoras começaram a bater na porta da banda. "Estávamos recebendo ligações no telefônico público de nosso dormitório." Diz Charlie, "Nem mesmo sabíamos como alguns deles conseguiram nosso telefone. Finalmente colocamos um aviso no telefone que dizia "Se alguém ligar com relação ao Jars of Clay, anote o telefone deles e diga a eles "tal" ... mas não digam a eles "tal". A escola terminou três semanas mais tarde e viemos para Nashville e começamos a nos encontrar com as pessoas."
O Jars of Clay assinou com a Essential/Brentwood Music e rapidamente foram trabalhar em seu CD, produzido em parte por Adrian Belew, cuja gravação da faixa inclui um pouco dos gigantes do rock progressivo David Bowie e King Crismson, além de diversos projetos solo de outros grandes nomes. Apesar de todos os quatro terem sentido o chamado para carreira musical e ministério por grande parte de suas vidas, o entusiasmo com o qual eles foram recebidos, assim mesmo faziam com que suas cabeças girassem. De fato, o Jars of Clay soube como manter os seus pés no chão.
"Acho que somos mais humildes do que egotistas," diz Charlie "Vendo a resposta das pessoas na indústria e outros músicos que vimos que têm comentado sobre nossa música, nos sentimos honrados, não merecedores e muito abençoados. Algo que estamos tentando estabelecer como uma banda, é um ministério que é um estilo de vida, que vai além da música e o que fazemos como uma banda e mais que qualquer outra coisa, tentamos fazer as pessoas verem que não somos mais do que pessoas normais, que têm fé em Cristo, mas que não são nem um pouco diferentes delas."
"Eu não acho que Deus dê dom de fama ," comenta Matt. "Acho que se estamos na posição onde a atenção será voltada pra nós, haverá um meio desta atenção ser focalizada em Cristo."
Todos os membros do Jars of Clay colaboram com as músicas do CD. Escolher destaques de um CD tão uniformemente inspirado como o Cd Jars of Clay é algo difícil de se fazer. Mas assim mesmo, num todo existe uma maneira de identificá-los.
"Worlds apart fala sobre realmente derrubarmos as paredes que colocamos em volta de nós de orgulho e egoísmo e nos tornarmos vulneráveis como humanos e sobre levantarmos isso em oferecimento a Deus." diz Charlie, "ela possui um certo sentimento sobre isso que é muito forte e que complementa a letra."













