Showing posts with label juca. Show all posts
Showing posts with label juca. Show all posts

Sunday, March 06, 2011

Guerra x Fé

Hoje resolvi re-postar um texto escrito pelo Dan, da banda Jars of Clay, sobre uma música que tenho desejado ouvir desde 2006.

Finalmente ele nos deu a música de graça, mas o mais interessante é o que está na letra. Dan tem um coração gigantesco, além de ser muito inteligente, essa combinação é o que fascina a todos que acompanham o seu trabalho com o Jars, ou individualmente.

Confira o texto abaixo.

"Enquanto ouvia o meu iPod, uma música começou a tocar, da qual eu havia me esquecido. Então já que ela veio a tona, achei que seria legal se a ouvissem também.

Já faz alguns anos desde que a guerra no Iraque começou. Eu me lembro de ter pensado com meus botões quando eu estava no colegial, que a minha geração tinha sido a primeira que não havia tido uma guerra substancial. Isso acabou.

Eu não gosto de guerra. Não gosto de termos aprendido sobre uma hierarquia de maldades que nos permite justificar certos tipos de violência. Também não gosto da quantidade de frases retóricas vazias que preenchem nossas conversas sobre o porquê de irmos à guerra.

De modo nenhum estou fechado às razões pelas quais lutamos. De fato eu acho que há situações em que é necessário evitar o massacre do inocente. É interessante que nós historicamente tenhamos falhado em chegar a tempo de ajudarmos aqueles que sofreram a dor e o terror do genocídio. Por exemplo, Ruanda, Sudão e Zimbábue. Eu gosto de certos níveis de Patriotismo. Honro os soldados que sacrificaram tanto. Estou disposto a entrar nesse diálogo.

Em uma viagem à Nova Zelândia, encontrei um livro infantil chamado "O Inimigo". É uma estória sobre dois soldados em suas trincheiras. Cada qual contemplando os movimentos do outro. Cada um pensando sobre o caráter desumano do outro. Um assumia que o outro era apenas um selvagem sem qualquer medida moral. O outro acreditava que o outro estava apenas obcecado com a forma mais cruel de tortura e homicídio. Eventualmente, um passou desapercebido pelo outro e acabaram caindo nas trincheiras trocadas, de modo que perceberam que não eram tão diferentes assim e os argumentos em que estavam baseando seu ponto de vista agressivo, eram tão falsos quanto os do outro.

Não é difícil descobrirmos que, em uma cultura conduzida pelo marketing, somos continuamente confrontados com ideias motivadoras sobre como viver, o que comer, do que ter medo e quem nosso inimigo é.

A forma como a guerra reduz a humanidade a uma série de diferenças conflituosas sociais ou religiosas, ou mesmo a uma previsão econômica ou transação de razões para entrarem em uma guerra, jamais poderá decididamente vencer o argumento de justificação, quando são colocados à luz dos resultados da guerra e podemos ver claramente as consequências da violência.

Acredito que as pessoas que trabalharam na guerra destruíram parte do mundo. Estive em lugares em que o vil odor dos corpos ainda se mistura com o cheiro de fogo e combustível. Vi os buracos de bala nas paredes de salas de aula, que contam histórias das balas que não acertaram o alvo. Sei que muitas acertaram e ouvi histórias de crianças que sobreviveram aos massacres, quando descreveram como foi ver seus amigos morrerem. Eu me lembro de ter lido histórias de campos de concentração e visto imagens de refugiados após serem torturados.

Fiz parte de um trabalho em um campo onde pessoas desnorteadas se amontoavam para morrer de formas diferentes, que não fosse nas mãos de militares agressivos.

Elas se amontoavam em lugares onde a água é escassa e doenças e desesperança envolviam as tendas e as latrinas imundas. Aquelas não eram condições dignas de se viver. Portanto, fiquei incomodado quando eu soube do cocktail religioso e político que estava sendo preparado durante a presidência Bush. Lembro-me de ouvir os jornalistas traçando a imagem da ameaça da fé islâmica, contra a cultura cristã americana.

Lembro-me do grande escovão que foi usado para vagamente descrever as pessoas e ideais religiosos dos quais todos deveríamos temer. Era uma foça muito bem projetada. Era o suficiente para desejarmos ativamente a guerra.

Era como um episódio de Glee. Parece que sempre me pego em certos momentos do seriado, com a esperança de que um dos personagens faça a escolha errada moralmente. Leva um tempo para perceber a manipulação que está acontecendo ali.

Aquilo me fez perceber que o uso de valores cristãos era uma estratégia primordial no ato de convencer as pessoas de que precisávamos ir à guerra. Foi um plano claramente traçado. Se você fosse um conservador fiel, obviamente você seria pró-guerra. Como isso poderia ser verdade? Era palpável a ameaça na mídia e no discurso presidencial daquele momento, que muitos engoliram. Foi assim que a música foi criada. Nós nos sentimos incomodados com a ideia de guerra. Estávamos tentando entender como aquilo se encaixava com nossos pontos de vista cristãos. Também estávamos voltados para a África e sua necessidade de medicamentos, educação, alimentos e água. Estávamos tentando encontrar um sentido naquela bagunça. A pior parte no fim das contas, foi ver que a guerra estava sendo financiada e promovida como uma guerra religiosa. Foi uma manipulação do poder concedido aos líderes de nossa nação. Eles tomaram vantagem da igreja. Eles nos falaram que temer estava certo e que tínhamos o direito de reagir com base naquele medo.

Escrevemos uma música chamada “Hero43”, que foi um comentário sobre o mau uso da linguagem torcida pelo poder e fé, que ajudaram a incitar uma nação à guerra. Até aquele momento, aquela era a nossa letra mais política. Ela julgava de acordo com a forma que julgamos honesta e apropriada. Ela teria entrado para o cd, se tivéssemos concordado que não nos importávamos se ela obscureceria o restante do cd (Good Monsters). Todo o projeto foi sobre a dualidade do coração, uma investigação do conflito inerente entre o bem e o mal, dentro de nós. Queríamos que as pessoas ouvissem as músicas daquele cd. Queríamos que ouvissem todo o projeto e não queríamos que a mídia registrasse a história desse cd, com base apenas nessa canção. Então decidimos deixá-la de fora do projeto e assim ela foi deixada na prateleira, sob poeira e sua mensagem se tornou menos revelante, até que nós mesmos nos esquecemos dela.

No entanto, muitas pessoas perguntaram se poderiam ouvi-la, logo a resposta é sim. Não mixamos a música devidamente, mas aqui está ela, em sua glória nua e crua. Ela ficará no blog por 24h, considere isso como uma chance de voltar na história."


Texto do blog www.danhaseltine.com.

Wednesday, April 21, 2010

Blood:Water Mission - Uganda do Norte


Muitos devem ter recebido já a Newsletter do BWM, mas eu gosto de pegar os pontos aplicáveis e fazer um resumo. Primeiramente, eles ainda estão desafiando o pessoal que fez os 40 dias, a completarem seu esforço, FAZENDO A DOAÇÃO. Como eu enfatizei, a BWM não estava desafiando ninguém a fazer jejum, por nada. A idéia prática era economizar e doar o que economizou. Se o esforço mental, emocional, espiritual, dramático, auto-promocional, o que você quiser chamar, foi o que te fez deixar de beber algumas bebidas, mas isso te motivou a fazer uma doação, legal, valeu o esforço, mas está na hora da doação, do contrário, você pode voltar para o seu jejum religioso tradicional, sem efeito nenhum, em sua igreja.

Todo o sacrifício que você fez durante 40 dias, mesmo se traindo algumas vezes, só vai mudar vidas, se no fim de tudo, você fez a doação. As pessoas na Uganda do Norte estão esperando pelos recursos e muitos deles devem achar que para nós, deve ser a coisa mais fácil do mundo beber água limpinha e continuar comendo alimentos limpinhos durante 40 dias, mas assim mesmo, eles acreditam no nosso esforço, esperam pacientemente mais 40 dias, já que eles oscilam entre escolhas como 1) água suja sem alimentos limpinhos; 2) água contaminada sem alimentos limpinhos e por aí vai...

Até o momento, recebi doações de pessoas que se comprometeram, mas não é tarde para se juntar a nós, mesmo se você não fez os 40 dias. Vai sobrar algo do lanche desse mês, legal, doe. Se você sabe usar seu cartão de crédito online, basta ir nesta página e doar. Ou se precisar de ajuda, estou a disposição.

Outra informação bem legal, é que comunidades que o Blood:Water Mission apóia, Marsabit, Kenya e Konso, Ethiopia apareceram em um artigo chamado "The Burden of Thirst (O Fardo da Sêde)", na edição de Abril, da Revista National Geographic. A matéria tem como foco, a questão "Água".

No blog do projeto, eles falam sobre a matéria e mostram vídeo sobre o assunto.

Por falar em Uganda do Norte, aqui vai uma lista das últimas atividades realizadas pela BWM recentemente e que ainda estão por ser desenvolvidas aproximadamente pelos próximos 30 meses, até que se torne uma comunidade auto-sustentável, contando com pessoals locais, instaladas como mordomos do projeto:

* Pesquisa sobre as maiores necessidades da comunidade.
* Trabalho com o governo local para traçar planos estratégicos de como oferecer água limpa, higiene e saneamento.
* 3 novas cisternas foram finalizadas, servindo a 1.270 pessoas ali, além de treinamento constante sobre higiene e saneamento.
* Projeto WASH (ASH - Água, Saneamento e Higiene) - Torneio de Futebol que começou em Fevereiro/10, com 16 times. Uma iniciativa inovadora educacional, despertando esperança, envolvimento e interesse por educação.

Por fim, houve bastante repercussão após a Water:Walk em Nashville, TN, em que 200 pessoas compareceram, no dia Internacional da Água.

Caminhar uma milha, em busca de água é um simbolismo dos passos de determinação e esperança de um povo, pela sobrevivência. Faça sua própria caminhada!

::

Friday, April 09, 2010

Thinking 'Bout Somethin' - Novo Single Hanson

For English: Go Here.

Analisando a letra não-oficial de "Thinking 'Bout Somethin'" [TBS] que anda correndo pela internet, deu para perceber algumas referências a compositores mencionados nas
matérias recentes.
.
Tentei compilar algo e o que percebi foi que a letra faz na verdade, um contraponto com situações observadas em 4 letras diferentes. A situação narrada é a de um cara que percebeu que é hora de parar de perder seu tempo com uma garota que não lhe deu valor, quando nas músicas com as quais fiz o paralelo, aconteceu o oposto.

Exemplos:
* A garota é quem pede respeito, quando ele voltar para casa e, em vez de sair por aí, em busca de aventura, ela prefere ficar em casa, aguardando por ele;
* Em vez de dar um basta e ficar bem com isso, o cara implora à garota que não o deixe;
* Em vez de se decidir por terminar suas noites solitárias, ele se vê cada vez mais solitário e dependente.
.
Vamos ver as partes em que observei alguns contrapontos:
.
Hanson:
Well I gave you love, you know it
So when did you outgrow it
And decide that you would find another man?

Well you’ve been out there shakin
Tell the boys you’re chasing
When you get home, I’ll be the bigger man


Ref.: “Respect”, Aretha Franklin, em que ela declara fidelidade e exige respeito quando ele voltar para casa, enquanto em TBS, ela procurou outro cara e aventuras e quando ela voltar para casa, a postura dele será de quem deu a volta por cima.

Trecho de “Respect”:
I ain't gonna do you wrong while you're gone
Ain't gonna do you wrong (oo) 'cause I don't wanna (oo)
All I'm askin' (oo)
Is for a little respect when you come home (just a little bit)
Baby (just a little bit) when you get home (just a little bit)
Yeah (just a little bit)

(...)

Hanson:
Well I know your reputation
Cause you send my heart racing
You think I would always be the fool

Well I’ve run out of patience
For this sticky situation
You won’t find me crying that we’re through


Ref.: “Ain't too proud to beg”, do The Temptations, que é completamente o oposto. Em vez de implorar e ficar chorando pelos cantos, em TBS ele não fez o papel de tolo e não ficou lamento terem terminado.

Trecho de “Ain't too proud to beg”:

Now I heard a cryin' man,
is half a man with no sense of pride
But if I have to cry to keep you,
I don't mind weepin' if it'll keep you by my side


(...)

Hanson:
Well if you’re not too proud to beg
I can give you some respect
That tune you’re humming is never gonna change


Ref.: “I've been loving you for too long”, do Otis Redding e de novo, “Ain't too proud to beg”, do The Temptations. Em vez de se ajoelhar e implorar, em TBS, o cara é quem diz que “se ela não for muito orgulhosa para implorar”, ele até poderia respeitá-la - tem um pouquinho de "Respect" aqui também - porém em vez de ceder o respeito que ela pede, ele apenas desdenha dela.

#1 Trecho de “I've been loving you for too long”
Don't make me stop now
No baby
I'm down on my knees Please, don't make me stop now
I love you, I love you,

#2 Trecho de “Ain't too proud to beg you”
I know you wanna leave me,
but I refuse to let you go
If I have to beg and plead for your sympathy,
I don't mind coz' you mean that much to me

(...)

Hanson:
Well I’ve got girls in line
Waiting for these arms of mine
Listen up to what I say

Hey, hey, I took my best shot
I’ve had enough of your tainted love you give me everyday
I tried to limit the lonely nights
But darlin please, c’mon c’mon
I’m not gonna make that same mistake


Ref.: “These Arms Of Mine”, do Otis Redding. O nome é óbvio, mas em vez de ter meninas fazendo fila para ficar com ele, ele se sente solitário, desejando por alguém.

Trecho de “These Arms of Mine”:
These arms of mine
They are lonely, lonely and feeling blue
These arms of mine
They are yearning, yearning from wanting you

Achei bem divertido fazer isso, mas obviamente, não é oficial.

::

Tuesday, November 24, 2009

BH Take The Walk

Caminhada ajuda a fornecer água limpa na África e alimento para crianças soropositivas de BH

No dia 10 de Janeiro de 2010, Belo Horizonte se transformará em uma importante via para que a solidariedade siga passagem. Nesse dia, às 10h da manhã, no Parque das Mangabeiras, acontecerá a 1ª edição da
Take the Walk em BH, caminhada que ocorre no mundo inteiro, realizada por voluntários, em busca de melhores condições para comunidades carentes africanas.

O Take the Walk (TTW) é um projeto que apóia financeiramente instituições com ações voltadas para as comunidades africanas, nas seguintes áreas: água limpa, calçados para crianças, cuidados médicos pre-natais, tratamento de HIV e construção de escolas.

O TTW funciona assim: em qualquer lugar do mundo, voluntários realizam uma caminhada por uma dessas causas e preenchem uma ficha, com assinaturas dos participantes e a causa apoiada. Para cada assinatura na ficha, o TTW doa diretamente, sem que passe pelas mãos dos organizadores da caminhada, 1 dólar para o projeto escolhido.

A caminhada que acontecerá em BH será em favor da
Blood:Water Mission (BWM), uma instituição sem fins lucrativos, que luta pela construção de cisternas e centros para tratamento de HIV em comunidades africanas. A BWM é um dos projetos apoiados pelo Take the Walk. Com 1 dólar, a BWM consegue fornecer para um africano, água limpa durante um ano. Por isso, a presença de cada um dos participantes na caminhada é muito representativa.

No dia 10 de Janeiro de 2009, a caminhada aconteceu em Brasília, organizada pelas mesmas pessoas que a organizam em BH e a terceira já está pré-agendada para o início de 2011, em Campinas , SP. No entanto, o evento em BH apresenta um diferencial: os organizadores incentivam que os participantes levem 1 kg de alimento não perecível ou 1 litro de leite longa-vida, para serem doados à
Casa Refúgio, da JOCUM-BH, que cuida de cerca de 20 crianças com o vírus HIV.

Segundo Jenny de Oliveira, uma das envolvidas na organização, “o objetivo é promover, num mesmo evento, reflexões sobre como agir local e globalmente, levando as pessoas a assumirem sua parcela individual no trabalho de oferecer ao próximo, uma melhor qualidade de vida, que todos têm igual direito de desfrutar.”

Após a caminhada de aproximadamente 1,5 Km, os presentes participarão de um momento de descontração, com muita música. Portanto, lanchinhos e instrumentos musicais serão muito benvindos.

Informações:

Evento: I BH Take The Walk em favor da BWM e da Casa Refúgio da JOCUM-BH
Local: Parque das Mangabeiras - BH
Data: 10 de Janeiro de 2010 / Hora: 10h da manhã
Contatos: (31) 9613-0675 – Jenny /(31) 8803-9940 – Juca /(31) 9934-9410 - Marcela


::

::

Wednesday, May 27, 2009

New Hanson Single “Thinking ‘Bout Somethin'”

I was going through the unofficial lyrics of “Thinking 'Bout Somethin'” [TBS] that have been out there and that made me wanna see more of the references to the 50s and 60s composers mentioned on my previous post.

Soon I realized that the lyrics to TBS reflect rather the opposite situation, to those observed in 4 different lyrics. Our story here is about a guy who realized it’s about time to stop wasting his time with a girl who did not value him enough, whereas in the songs I have researched to compare TBS to, he’s not that over it.

Examples:

* The girl is actually the one asking for respect, when he comes home and instead of going around searching for adventure, she prefers to stay home, waiting for him;

* Instead of moving on and being fine about that, the guy begs her not to leave him;

* Instead of deciding to put an end to his lonely nights, he finds himself increasingly lonely and dependent.

Let's check some verses out:

Hanson:
Well I gave you love, you know it
So when did you outgrow it
And decide that you would find another man?

Well you've been out there shakin
Tell the boys you're chasing
When you get home, I'll be the bigger man

Contrast to: “Respect”, by Aretha Franklin, in which she declares loyalty and demands respect when he returns home, whereas in TBS, she sought adventure and found some other guy. When she’ll be back home, his attitude is going to be that of a “bigger man”.

Excerpt from “Respect”:
I ain't gonna do you wrong while you're gone
Ain't gonna do you wrong (oo) 'cause I don't wanna (oo)
All I'm askin' (oo)
Is for a little respect when you come home (just a little bit)
Baby (just a little bit) when you get home (just a little bit)
Yeah (just a little bit)

(...)

Hanson:
Well I know your reputation
Cause you send my heart racing
You think I would always be the fool

Well I've run out of patience
For this sticky situation
You won't find me crying that we're through

Contrast to: “Ain’t Too Proud to Beg“ by The Temptations, which sounds quite the opposite. Instead of begging and crying over it, on TBS he does not play the fool and has no regrets that they are now through.

Excerpt from “Ain’t Too Proud to Beg”:
Now I heard a cryin' man,
is half a man with no sense of pride
But if I have to cry to keep you
I don't mind weepin' if it'll keep you by my side

(...)

Hanson:
Well if you're not too proud to beg
I can give you some respect
That tune you're humming is never gonna change

Contrast to: “I've been loving you for too long“, by Otis Redding and again, “Ain’t Too Proud to Beg“, by The Temptations. Instead of begging on his knees, on TBS the guy is the one to say “if she’s not too proud to beg, he might even consider giving her some respect” – There’s a little bit of “Respect” here as well, but instead of offering the respect she wants, he grows sarcastic about her.

#1 Excerpt from “I've been loving you for too long”
Don't make me stop now
No baby
I'm down on my knees Please, don't make me stop now
I love you, I love you,

#2 Excerpt from “Ain’t Too Proud to Beg You”
I know you wanna leave me
but I refuse to let you go
If I have to beg and plead for your sympathy
I don't mind coz' you mean that much to me

(...)

Hanson:
Well I've got girls in line
Waiting for these arms of mine
Listen up to what I say

Hey, hey, I took my best shot
I've had enough of your tainted love you give me everyday
I tried to limit the lonely nights
But darlin please, c'mon c'mon
I'm not gonna make that same mistake

Contrast to: “These Arms Of Mine“, by Otis Redding. The title is obvious, but instead of having girls lining up to be with him, he feels lonely, longing for someone.

Excerpt from “These Arms of Mine”:
These arms of mine
They are lonely, lonely and feeling blue
These arms of mine
They are yearning, yearning from wanting you

I found this to be a lot of fun, but obviously this is not official.

“Thinking ‘bout something” is the new single by Hanson and will be available on iTunes April 27th. The song is on the new album “Shout it out”, due out June 8.

::

Saturday, May 02, 2009

Tinted Windows
Chicago, IL
30 de Abril 2009









Chicago, com sua complexidade e arte, inspira show do Tinted Windows e nao podia ser em melhor local do que no coracao da cidade e n'um clube, onde grandes e interessantes nomes na historia da musica independente e universal tocaram nos ultimos 15 anos, entre eles The Rolling Stones, Macy Grey, Sonic Youth, The Killers, Maroon 5, Michelle Branch, Bad Religion etc, alem de bandas referencia para o Tinted Windows, como The Buzzcocks e as bandas originais de tres dos membros: Cheap Trick, Fountains of Wayne e Smashing Pumpkins. Foi nesse cenario de alternatividade e historia de musica que a banda esgotou os ingressos do Double Door, cuja capacidade maxima e de apenas 550 pessoas.




James Iha, ex-Smashing Pumpkin, o recatado rockeiro Adam Schlesinger do Fountains of Wayne, multi-capas de revistas adolescentes do final dos anos 90, R&B Taylor, Hanson e o old-school na area, desde os bons tempos do power-pop, Bun E. Carlos, do Cheap Trick formam o novo time a reavivar as gravatas estreitas, calcas apertadas e os “tra-la-las” da musica. Semelhante ao Cheap Trick, outras bandas e musicos nesse mercado vieram de galerias e subdivisoes em Illinois, logo ter convidado o Bun foi conveniente. Mesmo depois de mudar para New York em 2001, Iha manteve um lugar para si em Chicago, pois confessa que sente falta da pizza.



Varios marcadores sao atribuidos deliberadamente as bandas e seus estilos musicais e com o power-pop nao tinha que ser diferente. Qualquer som que seja amplificado, mesmo que de longe e que seja cantavel, parece ser candidato ao power-pop. Nos anos 60, The Who foi chamado de power-pop, mas o termo so ganhou sua identidade de rock & roll nos anos 70.



Nessa epoca, grupos britanicos passaram a tocar heavy metal ou glam rock, mas os Americanos nunca se recuperaram da invasao britanica e muitos grupos definiram o som como “melodias grudentas e solos memoraveis”.



Power-pop propositalmente se caracteriza por musicas sem grande profundidade ideologica ou filosofica e convida pessoas que se interessam por hits das radio e que querem curtir esse som numa sexta-feira a noite, sem se preocupar com o termino do fim de semana. “Tem sido algo divertido, nada serio ou dramatico, nao pensamos muito em nada disso” diz a banda.



Tinted Windows atende a todos os pre-requisitos de um grupo de bom gosto nota A, com intensidade em suas habilidades, alem de serem 'legais e pops', essa e uma formula que eles tem competencia para executar. Com refroes que colam na mente, Iha adiciona potencia, criando camadas com os vocais soprano do Taylor. Eles admitem que ao se ler sobre a dupla 'Iha e Taylor', parece ser algo improvavel.



“Sou conhecido por causa do Pumpkins e A Perfect Circle, que sao bem mais pesadas.” diz Iha.



No entando se tirar os vocais das faixas no cd, quase nada mudou no som do Iha. Quanto ao Taylor, ainda o menino androgino na mente de pessoas neutras ou que nunca tiveram interesse em investigar sua banda original (mas condenam injustamente), seus vocais soam ainda inocentes.


O nome da banda nao tem nada fantastico por tras dele, e apenas algo carregado de humor. O nome original seria "Big Guys", tambem consideraram "Winter Shutters", mas escolheram "Tinted Windows".
A ideia surgiu como uma brincadeira quando comecaram a trabalhar na banda e acabou ficando, algo intencionalmente zoado, como se fosse o nome de alguma banda cover bem ruim ou algo parecido.

Lamentavel para quem esta gostando do trabalho, mesmo contendo sinceridade e som agradavel, bandas assim tendem a desaparecer, por varias razoes.


Kind of a Girl”, primeiro single, foi um disparo docil feito pela Tinted Windows. Nessa formula, eles acrescentam garotas e adolescentes aos titulos e letras das musicas, que demonstram ser quem mais povoam musicas do estilo, porem esse genero liberal tem apenas a intencao de se criar um apelo universal, em vez de grandes revelacoes.



“Musicalmente, o show ao vivo e bem projetado. Ao vivo, somos uma banda de 5 caras (quinto: guitarrista Josh Lattanzi). Todas as musicas podem ser muito bem tocadas ao vivo. Os arranjos sao simples no cd. Sem duvida, temos totais condicoes de tocar todas as musicas do cd”, diz Schlesinger.



Aproveitando o gancho nessa citacao do Adam e confirmando o que ele informou, o set list do primeiro show da banda em Chicago foi: (eles retornarao ao clube dia 20 de Junho)



- Take me back
- Can't get a read on you
- Without love
- Dead Serious
- Messing with my head
- New Cassette
- Back with you
- Cha cha
- We got something
- The Dirt
- Kind of a girl
- Doncha Wanna



Encore:
- Nothing to me
- I don't mind (cover)



Antes da Tinted Windows, uma banda de abertura tocou (nao sei o nome). O som foi bom, aqueceu, mas era divagante na proposta e para a ocasiao. Eram simpaticos e bem humorados, agradeceram o Tinted Windows pela oportunidade.



Quando TW entrou, aconteceu o esperado, brados de loucura… todos a postos e “Take me back” foi a primeira musica do show. Taylor estava em seu melhor visual Tinted Windows, usava camisa discreta quadriculada, gravata skinny e calca justa pretas e sapatos pretos. Parecia estar confortavel sobre o publico que via.



A maior frustracao para quem queria guardar lembrancas dos momentos do show, foi nao poder usar maquinas fotograficas, mesmo assim, com pouco tempo de show, varias pessoas revelaram ter usado o truque de trazer baterias extra.



Na sequencia, as excelentes “Can't get a read on you” e “Without love” mostraram um Taylor bem mais intimo das notas e serviram de aquecimento para o que eu penso ser o melhor momento do show: “Dead Serious”, melodia reminiscente de musicas cantadas por Taylor, em sua banda original. Varias pessoas cantavam junto, havia menos expressoes de loucura pelo rostinho bonito da banda.



Ate entao (e posteriormente), em todas as faixas, Taylor tocou o “tambourine” (que dava pra ouvir), exceto nessa musica.



Mantendo o setlist com uma das melhores do cd, o segundo single tambem caracterizou um momento agitado, “Messing with my head” levantou o publico novamente.



New Cassette” foi introduzida pelo Taylor, com uma piadinha sobre o novo “cassette” deles ter sido lancado na semana passada. Infelizmente ela nao esta no cd americano, pois e uma das melhores da banda. Ainda bem humorado, Taylor comenta sobre o calor que estava fazendo la dentro, principalmente no palco, pequeno e tomado por luzes. O clima do show caiu de novo, com “Back with you”.



Proxima musica, “Cha Cha”, Iha troca de guitarra e a nostalgia intensifica, aumentei minha intensidade tambem. “We got something” e “The Dirt” (tambem nao esta no cd, Taylor tocou um “ganza”), fizeram bons fillers, mas nada demais. Entre uma musica e outra, Adam comentou sobre o Taylor gostar demais de pizza em Chicago, portanto havia comido muitos pedacos antes do show, ao ponto de lhe o zoarem dizendo: “E o show?” Muitas risadas nessa hora.



Mais um momento alto do show, Taylor fez outra piadinha, introduzindo “Kind of Girl”, dizendo que iam tocar uma musica nova e perguntou se estavamos nos divertindo. Velha a piada, mas o publico curtiu o som e cantou com a banda.



Doncha Wanna” fechou o show e a banda saiu pela lateral do palco. Como eu ja imaginava e ja estava anotando no celular, eles voltaram para um encore de 2 musicas. “Nothing to me” e o cover do The Buzzcocks, “I don't mind”. Pena que a saida do som estava horrivel, tornando o microfone insuportavel. A banda retornou ao backstage e nao voltou, nem deu autografos.



Detesto admitir que o publico, ainda que misturado, era notavelmente de fans do Hanson em sua maioria. A banda nao levou cds para vender, tinham apenas camisas e bottons.



Percebi uma banda cuja tecnica, capacidade e qualidade sao incontestaveis. Sao bem organizados, seguem o setlist a risca. Essa metrica, porem, parece tornar a banda formal e fria, nao permitindo que os fans se relacionem com ela durante o show, o que cria um pseudo-dialogo publico-banda, muito menos depois do show.





A agenda da banda ainda nao esta muito ocupada, mas a banda ja encara a realidade de uma turne de fato, que devera ser encaixada com a agenda do Cheap Trick. Os Hanson anunciaram que a turne antes prevista para o verao americano nao acontecera mais, portanto vao se dedicar apenas ao processo de gravacao e producao de seu novo album.

Friday, October 17, 2008

jars of clay - kansas city, mo - 11 de outubro 2008



Esta resenha é sobre meu primeiro show do JoC. Durante anos tenho lido várias resenhas, tentando absorver um pouco da experiência de ver o Jars of Clay ao vivo, quanto mais eu lia, mais eles fomentavam minha vontade de ir a um show da banda. Sei que isso acontece com a maioria dos fãs no Brasil.

Kansas City, 11 de Outubro >> O show do Jars of Clay estava marcado para começar às 6 da tarde em ponto, assim foi com todos os shows da turnê Music Builds Tour. 30mins antes do show eu cheguei ao Teatro Starlight Theater, dentro do Swope Park, procurei o stand do Jars, mas não havia nenhum. Havia um stand do fan club do Switchfoot e do Third Day, para que as pessoas se cadastrassem e pudessem encontrar com os caras das bandas, antes ou depois dos shows. Havia materiais do Jars à venda em outro stand, com vários itens do Switchfoot e do Third Day.

Fui para meu lugar, em frente ao palco, um pouco para a esquerda e esperei ansioso, esticando o pescoço para ver se eles estavam do lado do palco, esperando para entrar. Matt estava lá, logo vi Charlie e Dan, depois os outros também, todos em roupas brancas, que era o figurino que estavam usando nesta turnê, tentei tirar foto, mas estavam longe e escondidos ainda. Antes que eu me preparasse, os 6 entraram e ocuparam suas posições e um som estrondoso dos instrumentos tomou conta do lugar, junto com os aplausos da galera (ainda não estava muito cheio naquele momento). Sendo a primeira vez que eu os via, fiquei observando admirado, quase não acreditando que aquilo realmente estava acontecendo.

O som que vinha do palco, unido aos aplausos do público, foi quebrado pelo coro de Flood, desferido perfeitamente na nova versão “but if I can't swim after 40 days and my mind ...”!!! Começo perfeito para o primeiro show! O setlist foi o seguinte:

* Flood
* Love is the protest
* Closer
* Love song for a savior
* I need you
* Heaven
* Dead man
* Work

Encore

* I’ll fly away (com Third Day e Robert Randolph)
* When love comes to town (todos juntos)

Durante todo o show, tirei muitas fotos, curtindo cada verso de cada música, pulando e dançando e andando de um lado para o outro, para pegar melhores ângulos de cada um. “Love is the protest” praticamente me fez perder o medo e a timidez por ser aparentemente o único estrangeiro naquele lugar. A maioria das pessoas ainda estavam assentadas e eu estava em pé o tempo todo, dançando ainda timidamente para não atrapalhar ninguém. Dan falou sobre a faixa “Closer”, explicando que recentemente lançaram o novo EP, portanto a próxima música seria a faixa-título do EP... as pessoas riram, pois ele falou de maneira engraçada, desajeitado, tentando explicar o fato do Ep ter o mesmo nome da proxima música. Ele pediu a todos que se levantassem e todos se levantaram. Antes de tocarem “Love song for a Savior”, ele informou que duas faixas antigas estavam no EP, sendo Flood a primeira que haviam tocado e agora tocariam Love Song. Ele pediu que todos cantassem com ele e a galera cantou junto. Gabe estava maravilhoso com o tambor que usou nesta música, nem precisa comentar sobre a habilidade deles com cada um dos instrumentos. Dan estava super centrado na voz, às vezes parecia que estava decepcionado com o público, ao ponto de fazer simplesmente o MELHOR que ele sabe (e sabe muito), para quem estava lá e se importava com o show, sendo que eu estava entre os que estavam amando o show. Back vocals perfeitos. Eu caminhava de um lugar para o outro, para tirar fotos, acenar para eles, algumas vezes parecia que o Charlie estava olhando. Steve tocava com muita intimidade ... muito concentrado, Dan se movia de um lado pro outro o tempo todo, quase impossível saber onde ele estaria no próximo minuto, Matt permanecia quieto, muita paz emanava de seu rosto, até então ele estava o mais longe de minha cadeira, mas rapidamente mudei para o lado que ele estava no palco. Havia algumas cadeiras vazias ali na frente, portanto eu podia me movimentar para diferentes cadeiras sem problema, mas os seguranças ja estavam ficando irritados comigo, quando comecei a ocupar um pedacinho do corredor para ficar pulando.

Dan agradeceu a todos e antes de cantar “I need you”, o Steve perguntou quantos de nós estavam lá, na última vez que eles tocaram naquele teatro, ele ficou com a mão levantada, mas pareceu muito decepcionado quando, pelo que percebi, ninguém havia levantado a mão . Algumas pessoas fizeram um som de surpresa e lamento, como se dissessem “ninguém estava aqui ... foi mal”. A expressão no rosto do Steve mudou para uma expressão de decepção e ele não continuou com o que ele ia dizer... Dan seguiu com o show e cantaram “I need you”. Tenho certeza que no Brasil, o povo jamais ficaria quieto como eles ficam aqui, pelo que conheço de público no Brasil, além de ficarmos em pé, as pessoas se divertem muito, pulam, empurram, gritam, cantam todas as músicas etc, mesmo sem saber a letra ... fiquei irritado que o povo estava calmo demais, mesmo sabendo que este não era um show normal do Jars, pois eles foram convidados pela organização do Music Builds Tour, para viajar com as outras bandas e eles não estavam relacionados na maioria dos anúncios, portanto a maioria das pessoas que foram lá, eram fãs do Third Day, Switchfoot ou Robert Randolph. De toda maneira, eu não fiquei parado, estava com minha camisa azul, que amo, não só por que é muito bonita, mas por que tem as cores da bandeira brasileira. Vocês concordam comigo que um brasileiro no meio de americanos é facilmente notado, principalmente se for a única pessoa que estava usando uma blusa azul chamativa que atraiu a atenção deles.

Dan anunciou que eles irão lançar um novo cd em Março do ano que vem e que a próxima música chamada “Heaven”, seria para este novo cd. Heaven foi diversão pura, Dan faz performances ótimas em Heaven e em Dead Man, que foi a próxima música, que ao vivo é DEMAIS. Eu nem estava me sentindo mais intimidado, dançava e pulava e seguia os movimentos que o Dan fazia. A última faixa foi Work. Eu sabia que se eu quisesse ser um dos primeiros a pegar autógrafo, teria que sair antes de terminar a última música, mas Work é uma de minhas preferidas. Dan parecia marchar durante esta música, foi uma das melhores, os 6 se reuniram na frente do palco, agradeceram e o Matt caminhou para o lado que eu estava e jogou sua palheta para mim, abaixei para pegar e sai correndo para a mesa de autógrafos. Eu sabia que eles iam sair por lá, fiquei esperando na porta, antes que eu pudesse pensar no que dizer, a porta se abriu e o Dan foi o primeiro a sair, ele me viu, sorriu pra mim e eu disse “Hey”, ele respondeu “Hey cara, que legal te ver aqui” e se aproximou para me cumprimentar e parecia procurar a mesa onde dariam autógrafos, Aaron, o gerente, estava ajudando. Eu perguntei “Vocês terão tempo para dar autógrafos etc” ele confirmou que fariam isso a qualquer momento, era só uma questão de organizar tudo para começar, pois ja havia muitos fãs em volta naquele momento. Fiquei perto o tempo todo, quando ele voltou a falar comigo, eu disse “Eu sou do Brasil” e ele respondeu como se quisesse dizer “claro que eu sei quem é você”, mas na verdade ele respondeu “Eu SE-E-E-E-I … você é o Juca da internet, muito legal te ver aqui” e eu, surpreso por ele se lembrar, confirmei com um mega sorrisão. Naquele momento eu estava ocupado dizendo oi para o Charlie também, que veio logo após Dan e sorriu para mim também e perguntou se eu era o carinha do Brasil, ele havia me falado antes, que eles tocariam às 6 em ponto e que dariam autógrafos na mesa ao lado do palco. Ele perguntou meu nome, para ter certeza que era mesmo eu. Fiquei sem graça e não sabia o que comentar, apenas respondi “Sim, Sim, sou eu mesmo” e disse a ele meu nome (Juca of Clay duh). Ele ficou repetindo o tempo todo que estava muito feliz em me ver la ... Matt estava bem atrás dele, Gabe também, Jeremy não apareceu, pois pelo que eles comentaram, ele estava passando mal a semana toda.

Apesar de querer abraçar a todos, somente quando o Matt veio dizendo um tanto de coisa como ter gostado de me ver lá, perguntar como eu estava etc, foi que eu me lembrei que eu queria dar um abraço neles e automaticamente eu o abracei, dizendo que estava bem, que não acreditava que estava lá e ele me abraçou de volta. Steve estava distraído, Matt o chamou, depois de eu te-lo chamado e ele não ter ouvido. Ele olhou para trás e me viu com aqueles olhos grandes azuis e berrou “HEY!” Com a vontade de rir na hora e o desespero sem saber o que dizer, eu só consegui berrar de volta “HEY”, nos cumprimentamos e logo o Aaron começou a falar com a galera para entrar na fila.

Os Jars estavam tentando ir para o outro lado da mesa, mas havia umas plantas ao lado, pequenas árvores, quando perceberam que teriam que atravessá-las, para chegar do outro lado da mesa. Dan e Steve batizaram as árvores na hora de “as árvores secretas”, eu ri demais! Um a um ele atravessaram as árvores secretas, mas um minuto depois tiveram que voltar, pois o cara havia decidido que era melhor ir para outra mesa, longe do merchandising. Eles caminharam até a outra mesa, a galera foi toda atrás, organizadamente, eu fui caminhando ao lado deles, sem saber o que falar, pois eles continuavam falando que estavam felizes que eu apareci. Eles se organizaram para os autógrafos, eu tinha que tirar todos os encartes que eu tinha levado na minha mochila, papéis, o livro do Dan etc, quando estava pronto, Matt era o primeiro na fila, eu disse a ele que tinha um tanto de coisas para assinar, mas não ia pedir a eles para assinarem tudo, pois sabia que eles não tinham muito tempo, mas ele disse que não tinha problema, que eu podia passar tudo pra ele, que ele passava pra frente e a galera assinava. Então entreguei a ele dois Greatest Hits e um Closer EP e a pasta que eu levei com os cds, ele assinou esses, mas eu não quiz tirar mais coisas da mochila, ou ia acabar perdendo. Eu disse a ele que o livro que estava na mão, era o livro do Dan, para que ele assinasse para mim. Ao lado do Matt estava o Charlie, que continuava dizendo que estava muito feliz em me ver, (oO e eu muito burro, não sabia o que responder), ele também assinou os cds e a pasta e Steve assinou, repetindo as palavras do Charlie.

Nesta hora eles continuaram falando e disseram que já tentaram ir ao Brasil, que eles querem muito ir, vão continuar tentando, eu confirmei que eles têm muitos fãs no Brasil e que todos estão ansiosos pela ida deles e um pouco bravos, por não terem ido este ano. Repeti a história toda e eles lamentaram o que houve, que os impediu de ir. Eu disse que esperava estar no Brasil, quando fizessem um show lá. Eles perguntaram se eu me mudei para cá, eu disse que volto ao Brasil em Dezembro, mas voltava para cá pouco tempo depois, eles zoaram "huh vai ficar indo e vindo neh...". então, o Gabe, super simpático, falava sem parar e assinou os cds também, Dan foi o último, entreguei a ele o livro e pedi para assinar, ele sorriu quando viu, pegou com cuidado e assinou “You are Magnificent - DH”, perguntei a ele “Dan, vocês terão tempo para uma foto de todos juntos comigo”, ele disse que na verdade, só ele teria que voltar para o backstage em breve, mas se eu conseguisse alguém para tirar a foto, eles parariam de assinar e tirariam a foto comigo, tentei fazer isso, mas não deu certo, pedi ao cara que estava vendendo os Eps, ele disse que não poderia parar, mas me perguntou de onde eu era, respondi e ele disse que só por que eu era brasileiro, faria aquilo por mim. Ele é de São Paulo e trabalha com o Third Day. Porém, ele tirou a foto numa pressa, que mal pegou o Dan e o Matt. Steve estava olhando para outro lado, somente o Gabe olhou para o cara na hora da foto. Urhhhggg!!!! Voltei ao Matt e pedi a ele para assinar meus 2 Live Monsters Eps, todos assinaram. Dan tirou várias fotos com várias crianças e adultos, aproveitei e tirei a minha também.

Voltei para a fila, pedi ao Matt para assinar mais um Closer EP (Capa, disco e Poster/encarte) e disse a ele que seria para arrecadar fundos para a B:WM e para um concurso na comunidade Earthen Vessels que eu tenho no Orkut. Disse a ele “oi, eu de novo, desculpe-me por te dar tanto trabalho...” e ele disse “que nada... você merece...” e Charlie perguntou a ele o que estava acontecendo, ele disse e Charlie completou “Nada disso... você veio de muito longe ... merece” e mais uma vez virou pra mim e disse que estavam felizes que eu estava lá ... Gabe confirmou e assinou também, Steve e Dan assinaram também. Todos o tempo todo muito amigáveis, muito simpáticos, humildes, sempre tentando falar mais coisas, mas eu estava muito empolgado para acrescentar algo interessante. Nisso, veio um cara e levou o Dan para o backstage ... perguntei ao Gabe se a Disappointed By Candy estava vendendo os cds lá, ele disse que infelizmente não, mas que eu poderia comprar pela net. Fiquei lá os últimos 10 minutos, vendo-os assinando papéis, braços, mãos, camisas, ingressos, tirando fotos e já estava escuro no teatro, acho que neste momento, Robert Randolph já estava no palco. Era hora de eles irem, então me lembrei que eu estava com a palheta do Matt ... pedi a ele para assinar, ele assinou. Eles se foram, segui o grupo até a porta (pensando comigo mesmo, sobre como o Charlie é baixinho), aproveitei para ver como faria pra voltar para o hotel e comer algo.

A fila para comprar materiais estava enorme, Switchfoot foi anunciado, queria ver o show deles também, assisti o show inteiro, eles foram incríveis. Jon estava muito legal, cantou várias de minhas músicas preferidas, mas o momento mais especial foi quando tocaram “This is home”, quando bilhões de luzinhas azuis, brancas, rosas, roxas etc se acenderam no fundo do palco inteiro ... luzes vindas do alto criavam texturas na fumaça ... enquanto isso, solo de piano rolava no fundo ... qualquer pessoa na hora se apaixonaria pela banda, com sua paixão pela música e chamado, ele narrou sobre como escreveu a música, que não escreveu especificamente por que era para o filme, ele escreveu sobre o Lewis. Entre as músicas ele trazia mensagens ligadas aos temas, mas o povo pirou mesmo, quando ele desceu do palco e foi andando no meio da galera, foi até o fundo do teatro, entrou no meio dos bancos, e terminou “Fire” ali mesmo ... o show todo foi muito perfeito.

Voltei ao stand e consegui comprar minha camisa do Jars, mais tarde o Third Day veio e fez um show marcante também. No começo eu não havia prestado muita atenção, então quando cantaram “God of wonders”, decidi voltar pra frente e ficar em meu lugar, para curtir o show. Antes de voltar, eu estava isolado, de onde eu ainda poderia ver o palco, pensando em todos os momentos legais que havia tido com o Jars, depois de tanta espera e de ter passado por tanta coisa para chegar no teatro, neste momento, percebi que eu não havia sido bom o bastante, não tive a oportunidade de falar com eles tudo que eu queria falar e o quanto os amo, pelo que são. Então fiquei pensando, por que não chorei quando os vi? Muitas perguntas, muitos pensamentos vinham à minha cabeca, mas eles mudam completamente todo conceito que você tem sobre eles, o que já era ótimo, muda totalmente. Não se conhece estes caras de verdade, até o momento em que você consegue falar com eles. Então comecei a entender que eles são tão humanos, tão amigáveis e legais, pessoas tão humildes, eles conseguem fazer com que você se sinta especial e amado, que tudo que você fizer por eles, vale “muitas penas”. Ao mesmo tempo, você entende que eles são tão espontâneos e percebe o quanto é legal da parte deles, sairem e darem autógrafos, falar com as pessoas, senhoras, pais de família, jovens, crianças, todos elogiando a música, o trabalho e eles andando no meio de todo mundo, como qualquer outra pessoa, sorrindo numa humildade tão grande ... e os seguranças os tratando como se fossem o Barak Obama.

Mac powell estava super legal também, sorria o tempo todo e disse que o show de Kansas City era muito especial, pois era o penúltimo show da turnê, que para eles, era algo bom e ao mesmo tempo, ruim. Ele tocou em temas como família, que para eles, retornar para suas casas seria algo bom, mas que o tempo que passou na turnê, com as pessoas, com as outras bandas, fazia com que não quisessem que acabasse. Este show foi o último show da turnê num Sábado, por isso consideraram um dos melhores shows. Foi legal quando ele resolveu mudar o setlist e chamou uma fã para cantar no palco com ele. Ela cantava super bem, mas ele confirmou que eles nunca se viram antes. Foi fabuloso quando ele falou sobre seu amor por Jesus ao longo da carreira da banda e seu compromisso em falar sobre o que cantam e vivem. Comentou que já havia ouvido pessoas comentarem que nossa fé em Jesus não passa de muletas, por não sermos fortes o bastante para prosseguirmos em nossas vidas, ele disse que inicialmente ele pensou: “muletas?”, mas depois percebeu que estas pessoas estavam certas e que não somente precisamos de muletas, mas de um hospital inteiro, quando se trata de fé e viver para Cristo. Então ele orou pelas pessoas ali. O Grand Finale estava chegando, os caras do Jars já estavam esperando pela hora que o Mac os chamaria ao palco de novo, primeiro Robert Randolph foi convidado para tocar mais uma música, depois o Mac chamou o Jars, as pessoas vibraram, Mac perguntou se a gente não havia entendido direito e tornou dizer “Jarssss of Claaaaaaaaaayyy”, a galerou enlouqueceu, os caras do Jars voltaram com roupas comuns desta vez. Dan tomou conta e estava super comunicativo, o público interagiu cantando como um coro, junto com as duas bandas e Robert Randolph no piano, Dan e Mac revezavam na letra de “I’ll Fly Away”. Para a última música, Mac chamou os caras do Switchfoot, que entraram no palco enlouquecidos, com patinetes, pulando nas caixas, na bateria, zoando tudo ... Mac disse que a última música era um cover do U2 “When love comes to town”. Foi sem explicação. Momento maravilhoso vendo todos juntos. Eles agradeceram e deixaram o palco. Switchfoot e o Third Day tiveram encontros com os membros dos fan clubs apenas, não saíram para dar autógrafos.