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Saturday, March 28, 2015

Nós Cegos




Cético, apenas seu jeito de ser
você age como um incrédulo
toca as cicatrizes e limpa as manchas

Resiste e foge
e se convence de não acreditar
em seja qual for a paz que não consiga ver

Você evoca palavras cegas
mundos cegos sucumbirão

Agindo pela lógica, não consegue encontrar
razão alguma para acreditar no amor
Você está cego

Crucifique e negue, passe adiante a culpa, incendeie a igreja
até que restem cinzas, lave suas mãos

Blind (Jars of Clay)


Por mais metáforas presentes na letra acima, a história de Dídimus está bem clara na letra, não há apenas conceitos alegóricos, ou reflexão da vida moderna. No entanto, é fácil para qualquer um identificar-se nos versos, seja por familiaridade com o contexto cristão, ou por referência secular de experiência de vida. A letra segue, de bofetões em bofetões, à última estrofe, que me chamou a atenção.


Crucifique e negue, passe adiante a culpa, incendeie a igreja
até que restem cinzas, lave suas mãos

Há uma sequência de palavras que não estão claras para/sobre quem estão sendo listadas. "Crucifique e negue ... culpe alguém e incendeie a igreja, até que restem apenas cinzas e então lave as suas mãos". Em outras palavras "cometa o erro e fique calado, alguém será culpado em seu lugar".



Em muitas áreas do mundo, missão era lugar de residência de muitas Igrejas Católicas Romanas, onde os padres se viam conversando sobre pagãos no Cristianismo. Por vezes, as missões eram protegidas por soldados ou homens que serviam a um poder autoritário elevado, como a família real, ou o papado.

Por vezes, elas não eram benvindas, principalmente pelos pobres famintos, que viam os missionários e padres comerem bem e viverem sob um bom teto. Isso passou a ser ainda pior, quando a hipocrisia se tornou aparente, entre aquilo que a igreja pregava e o que ela de fato fazia. "Incendiar as igrejas, ou missões" era uma forma de revolta por parte dessas pessoas, congeladas e famintas, inspiradas pelo socialismo, cansadas da mentira da igreja.

Aparentemente, a letra pesa sobre:


  • a igreja hipócrita com sua agendas fanáticas (fanatismo é "redobrar o esforço quando o objetivo foi esquecido", Santayana, 1863-1952) que age entre paredes fechadas de seus subclubinhos sociais, apontando dedos, em vez de discutir questões sociais de sua responsabilidade (pobreza e fome, para listar dois);
  • incrédulos questionadores/ cristãos revoltados destruindo igrejas (grupos sociais) sem, contudo, solucionar questões relevantes com sua revolta;


Ambos agem, acima de tudo, não refletindo o amor/ paz. Ambos mundos cegos sucumbindo, mediante argumentos cegos.

Boa Páscoa!
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Thursday, November 17, 2011

Work (by Juca)


Já que o Dan está demorando a explicar a próxima música, resolvi postar meus pensamentos sobre Work. Alguns já conhecem este texto, mas para outros será novo e espero que sirva de análise e reflexão.


Good Monsters” foi um divisor de águas e estremeceu as expectativas dos fãs, da melhor forma possível. Não só os fãs, mas o mundo da música. Muitos vão se lembrar que o cd já estava sendo premiado como melhor do ano, mesmo antes de 2006 terminar!


O cd praticamente explorou o yin e o yang da experiência humana, com profunda investigação musical e emocional. Seu rock melódico tanto gerou excitação, quanto acalmou.


Tudo indicava que a banda estava tomando uma nova direção (novamente, mas especialmente após o período acústico de “Furthermore”, “WWAI” e “Redemption Songs” - citações do Steve muito relevantes aqui). O prazer da banda em experimentar além dos campos familiares se tornou contagioso, derramando honestidade e liberdade a cada elemento de seu autêntico rock alternativo.


Emocionalmente falando, as faixas representam um conjunto despido, com material não moralista, instigador em seus temas, de expressão esotérica (tradução = profunda). Somos confrontados com um sentimento em tempo real por todo o cd, um lamento sobre o embotamento de espírito que epitoma o nosso dilema. As letras não retrocedem quanto às dúvidas honestas e medo da noite, mas denotam como até o questionar é um ato de entrega. Nossa luta não é removida da vida de fé, ela é um elemento inerente da verdade que de uma forma ou de outra, temos que procurar conduzir.


"Conectar-se com pessoas que estão dando o duro, abrindo mão de suas vidas pelo próximo, evitando a isolação, permitiu-me ver que há tanto um mal imensurável e um bem insondável, coabitando sob minha própria pele e é a Graça, misericórdia e a liberdade que me permitem ser não apenas um monstro, mas um bom monstro". Dan.



Work tem tudo a ver com a experiência que o Dan compartilhou em sua entrevista, para a Christianity Today, que eu traduzi para publicar no DotGospel;


Os temas passam por isolação, afastamento e como essa fuga nos priva de sermos honestos em nossos relacionamentos, quanto a nossas fraquezas.


Now all the demons look like prophets and I'm living out”

(agora todos os demônios se parecem com profetas e estou lançando fora)


Esse trecho mostra como alguém lida com momentos de isolação e as tentações que lhe sobrevêm. Usar a figura 'demônios' que se parecem com 'profetas' teria sido para ilustrar o que o Dan disse na entrevista. Esse afastamento da comunidade, da comunhão com as pessoas, faz com que você tente resolver seus problemas, medos, tentações e fraquezas, sozinho, como se pudéssemos lidar com essas questões numa relação vertical homem x Deus.


Na verdade, você se isolou, ouvindo unicamente a sua própria voz, da forma mais conveniente possível. Conveniência é justificar o seu erro, tomar o que é mau, por bom, errado, por certo ... mas o 'estou lançando fora tudo que proferem' seria uma reação às vozes citadas em "não posso confiar nestas vozes".


Por fim, elas são sua própria voz, seu próprio ego, tentando se resolver, sem qualquer resultado efetivo. Logo, a letra não fez nenhuma referência a seres espirituais e igrejas falidas. Ela é sobre relacionamentos, como base para tudo na vida.


Em Good Monsters, eles se viram neste momento que não ditava que eles tinham a obrigação de explicar o que cada linha de cada música queria dizer (na verdade, sempre foi assim). Quando davam algum insight sobre alguma música, é que consideravam que deveriam fazê-lo, o que não significa aquilo de que se abstiveram de comentar, não fosse tão importante quanto. (Dan sempre diz que prefere deixar as letras abertas à compreensão pessoal de cada ouvinte)


Para a banda, a mensagem de Work é um dos temas mais importantes que eles já tentaram comunicar em uma música, no que diz respeito a rechaçar os efeitos da isolação e a forma como tentamos entender como viver a vida sozinhos e tudo que fazemos da forma como as pessoas nos dizem, que pensamos que vai nos fazer sentir como se estivéssemos vivendo mais intensamente e experimentando mais da vida, experimentando mais amor do que queremos e devemos dar nesta vida, quando descobrimos que essas coisas não serão encontradas, ao fazermos o que as pessoas dizem nos domingos, ou tentando manter nossa reputação limpa, mas são encontradas quando compartilhamos nossas vidas uns com os outros e contamos nossa história e caminhamos juntos, desenvolvendo o que nós gostamos de chamar de 'comunhão'.


A música é um clamor pessoal de cada um e como banda, querem conhecer as pessoas e se darem a conhecer àqueles ao seu redor, tornando a vida mais significante e impactante, como resultado de quão bem sabem que são amados.


A frase "não quero ficar sozinho" está muito clara para quem leu a entrevista do Dan, para a Christianity Today.


Uma das frases mais ousadas do cd é "I'm not afraid of drowning ...", por ser tão direta quanto à morte. Penso que Paulo conseguiu chegar a esse ponto também, ao dizer que para ele “o viver era Cristo e o morrer era lucro”. “Respirar” (viver) realmente dá muito trabalho, afogar (morrer) não é mais algo assustador, diante da realidade de vida. "Respirar é que está me dando todo esse trabalho" é uma forma de dizer que expor-se, abrir-se, subir à superfície e se mostrar às pessoas é tão difícil para qualquer um de nós, que preferimos nos manter submersos, não nos damos a conhecer e afundamos em isolação.


Clipe oficial aqui

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Wednesday, July 27, 2011

River Constantine (revisited)


Se ignorarem o texto (quase impossível), pelo menos essas fotos vocês têm que amar oO Não existe explicação para a música River Constantine, só mesmo o Dan tem o direito de falar algo:


Acho que não importa os motivos, a casa era nossa e em vez de viajar para algum lugar exótico, com ilhas tropicais ou arquitetura histórica, agüentamos firme o inverno do meio-oeste, em uma típica casinha, à margem do campus do Luther College.


Talvez tenha sido o consentimento coletivo de que gostaríamos de expandir a nossa criatividade, ou porque estávamos muito inspirados com as opiniões da gravadora, tentando entrar em nosso processo criativo.


Sair do universo negocial da música e tentar ficar parado por tempo o bastante para se escrever algo com que valesse a pena se comprometer, para o novo cd, era nossa maior motivação.


Na verdade não tinha muito coisa em Decorah, IA, exceto o colégio. Sabíamos que não iríamos fazer muito além daquilo que deveríamos fazer. Depois de fazermos rastros de um trenó na neve e no gelo no jardim em frente à casa e comprar gorros de inverno, tipo de caça, com peles e de comer no único restaurante chinês da cidade, finalmente encontramos nosso espaço criativo.


Há um tipo de música que sempre procuro, quando começamos um cd novo. Uma música do tipo que eu anelo, busco e tento escrever de forma bela, bem no início do processo. No primeiro cd, essa música foi “Blind”. No segundo cd foi “Frail”.


Apesar de termos tentado escrever de uma perspectiva um pouco mais caprichosa, ou ironicamente imparcial, em nosso terceiro cd, era importante para mim, que o gancho do projeto ainda tivesse aquela alma introspectiva atrelada a ele.



Escrevemos algumas músicas naquela casa. “Headstrong”, “Goodbye, Goodnight”, “Famous Last Words” e River Constantine”.


A música parecia captar o que eu pensei ser apenas uma fome por algo que não mudava. Não que a vida de um músico e artista que viaja muito não seja animada e divertida, mas nada mais era como costumava ser. Não havia constantes, havia uma voz que parecia me encontrar em lugares mais silenciosos, em momentos em que eu era capaz de ouví-la. Ela estava sempre lá.


Mesmo quando eu me debatia com a ideia de fé e tinha um pouco de desgosto por tudo que era carismático, parecia que eu não conseguia negar a presença do Espírito Santo. Meu contexto para o Espírito Santo havia se tornado em uma presa das muitas circunstâncias em que eu observava as pessoas manipulando e forjando a Sua presença.


Eu não queria atribuir nada a tal espírito, porque eu não queria me colocar na companhia de pessoas que aprendi a repugnar.


Mesmo assim, eu não podia negar a presença do Espírito Santo. Parecia mais o tipo de voz que professa os mais ilógicos encorajamentos contra a corrente do momento e contra as evidências físicas que poderiam me deixar paralisado ou me fazer fugir de medo, ou aversão.




Valeu muito a pena escrever sobre isso, o que acabou se tornando em River Constantine.


A ilustração não era nova. Não havia nenhuma conexão real com Constantine, apesar de ter sido ele quem legalizou o Cristianismo em Roma, durante uma época em que a maioria dos fiéis eram brinquedos e eventualmente, comida para leões.


Foi uma forma poética de dizer 'constante'. Chamá-la do que eu sabia que ela era. Eu ainda estava feliz (não-apologeticamente) por escrever músicas, usando metáforas de água. Aquele se tornou um dos poucos momentos em “If I Left the Zoo”, em que não usei um tom severo ou sarcástico, quanto a conceitos religiosos e fé institucional.


Sou grato ao Dennis Herring pelos riscos que assumiu na produção dessa música. Continuo apaixonado pela bateria do Ben Mize.


Uma das performances dessa música com os demais, da qual me lembro com maior afeição, foi em um show improvisado, em um pequeno café, ligado ao campus. Aquela foi uma noite muito legal.


Wednesday, April 13, 2011

Love Song for a Savior


Texto postado no Blog do Dan, sobre Love Song for a Savior:


Esta foi a segunda música que escrevemos como uma banda. Ela foi escrita no sótão de nosso dormitório no campus do Greenville College. Stephen Mason tinha acabado de se mudar para o nosso andar, fugindo do quarto para onde foi sequestrado, como parte do processo de alocação por perfis.


A escola costumava colocar pessoas juntas, de acordo com as respostas a uma série de perguntas que faziam. Seu colega tinha um bastão de baseball, adornado com fragmentos pontiagudos de vidro, colados no bastão e ele ficava escondido no armário.


Nunca entendi quais foram suas respostas. Quando cheguei em Greenville pela primeira vez, fui alocado em um hall lotado de jogadores de baseball e futebol. Eu gostava dos caras de meu andar, mas era óbvio que o sistema de perfis não era perfeito.


O “Subsolo" onde morávamos tinha mais a ver com nós músicos. Eu me mudei durante meu segundo semestre do primeiro ano. Chamei o Steve para ficar com a gente, depois que vi o bastão no armário.


Steve trouxe o “The Bliss Album” para nosso andar. Instantaneamente, me tornei um fã de PM Dawn. Ouvi uma música que haviam gravado, usando um gancho da música “True”, do Spandau Ballet. Gostei da re- interpretação, mas não investiguei muito mais sobre sua música.


Eu queria escrever algo que usasse figuras poéticas da forma como eles usaram. Eu queria escrever uma música que falasse à inocência da vida, sobre acreditar em algo com profunda paixão, de todo o coração.


Como havíamos acabado de escrever e gravar uma música que apelidei de “The Cynics Anthem” (Hino dos Céticos), também conhecida como “Fade to Grey”, era hora de escrever algo que estava na outra extremidade do prisma.


Junto com PM Dawn, eu ouvia o cd de Sinead O’Conner’s “I Do Not Want What I Have Not Got”. Era um cd fantástico. Havia duas canções em especial.: “The Last Day of Our Acquaintance” e “I Am Stretched Out On Your Grave”, que eu costumava repetir por vezes.


Há sinais de ambas as músicas na versão antiga de Love Song. O verso


“She thanks her Jesus for the daisies and the roses... In NO simple language”


fora originalmente escrito assim “In simple language”, mas eu precisava de uma sílaba a mais. Ninguém pareceu se importar com o acréscimo, mas sem dúvida fez com que a frase tivesse um novo significado.


Todos levamos fitas com a música ainda inacabada para casa, para o feriado de Thanksgiving, ainda incertos quanto à simplicidade da letra e quanto ao refrão repetitivo.


Essa foi a primeira música que tocamos no campus, como a banda Jars of Clay.


Não sei porque eu escolhi usar uma garotinha na música. Acho que ela representava inocência, algo ainda não maculado por complexidade. Ela representava o momento em que encontramos a fé, antes de ser de fato testada.


Margaridas e rosas eram imagens contrapostas. Margaridas são o tipo de flor que uma pessoa pode se abaixar e colher em abundância. Elas crescem com facilidade, têm menos perfume e representam zero risco de ter espinhos, como as rodas têm.


Rosas são um tipo mais frágil de flor, são mais afetadas por aquilo que está ao seu redor e por causa de sua vulnerabilidade, elas também contêm defesas. Espinhos têm perfume e são perigosos. As rosas representam um amor mais profundo. A garotinha interpreta ambas as flores como iguais. Ela ainda não viveu uma vida que a permitiria entender a diferença. Além disso, há algo profundo em uma garotinha que consegue ver a vida fácil e corriqueira e a vida abundante e não segura e que consegue agradecer a Deus por ambas, em um só fôlego.


Em partes, essa é uma música sobre crescer. Essa imagem de inocência precisará ser violada pelo mundo. O pecado vai invadir essa história. Um dia ela vai precisar entender o desenrolar da história. Ela precisará se confrontar com os efeitos da Queda e terá que lutar contra as paredes que vai erigir e melancolias que ela jamais conseguirá totalmente expressar.


Essa música fala sobre a espera. Naquele momento ela pareceu ser mais honesta que qualquer outro refrão adorativo que havíamos ouvido. Escrevemos sobre a ideia de "querermos" nos apaixonar, em vez de escrevermos que estávamos apaixonados. Nossos corações não vão pertencer totalmente a Deus nesta vida. Constantemente vamos nos prostituir com outros amantes (esse é um pensamento usado em outra música).


O que desejamos é amar. Mesmo quando a vida revelar dor, confusão e complexidade, ainda assim quero amar. Mesmo quando estivermos feridos pela religião e desiludidos pela religiosidade e natureza humana, mesmo assim, desejo amar.


E a esperança de que essa espera um dia acabará é a esperança que nos permite cantar genuinamente uma música assim.

Sunday, December 12, 2010

Jars of Clay completa Projeto de 1.000 Cisternas


Text in English

O Blog PavaBlog sobre cultura cristã acaba de repostar em Português o Artigo da Washington
Post, sobre o Jars of Clay ter concluído o projeto de construção de 1.000 Cisternas na África. Os seguidores do blog têm respondido entusiasticamente no Twitter, desde que o artigo foi publicado ontem, Sábado, 11 de Dezembro 2010.

Minha crítica sobre essas pessoas que estão opinando a respeito de bandas brasileiras terem que mostrar o mesmo espírito altruísta reside no fato que essas pessoas não estão
pessoalmente envolvidas, na conquista de nenhum desses objetivos humanitários. Em vez disso, elas ficam sentadas confortavelmente em suas casas, apenas como admiradores da música e do trabalho da banda (e seus auxiliadores), que tem ajudado ativamente milhares de pessoas na África. Dan recentemente postou o seguinte no Twitter:

"Conclusão da Campanha 1.000 Cisternas - todos que ajudaram em alguma campanha ou doaram qualquer quantia, participou de caminhadas e passeatas pelo país etc... vocês são a base dessa campanha. Obrigado por se unirem a nós nessa história e parabéns a todos vocês! Vamos continuar a colaborar com a África."
_

Como o Dan mencionou, a campanha 1.000 Cisternas se tornou uma realidade, porque pessoas como você e eu de fato participaram desse movimento. Até então, a vasta maioria de apoiadores da campanha 1.000 Cisternas veio de comunidades nos EUA. Esses apoiadores foram além de simplesmente parabenizarem o
Jars of Clay por seu trabalho, eles participaram COM a banda nessa missão. Os brasileiros que estão criticando outras bandas e organizações por não tomarem uma atitude, deveriam se envergonhar seriamente de sua hipocrisia.

Para aqueles genuinamente interessados em oferecer suporte às comunidades na África, Blood:Water Mission convida a todos para participar. No Brasil, já estamos envolvidos, por meio de um pequeno grupo de fãs da banda online e há sempre espaço para mais pessoas. Conheça a nossa comunidade aqui.

Portanto, usuários do Twitter no Brasil, parem de apenas tentarem parecer bonzinhos virtualmente e façam algo. Suas palavras não valem nada se vocês não forem bem sucedidos em suas ações. Blood:Water Mission precisa de toda a ajuda que puder conseguir. O trabalho apenas começou.

Online:
Ação no Brasil
Jars of Clay Website
Blood:Water Mission

Jars of Clay completes 1,000 Wells Project


Brazilian Christian Culture Blog PavaBlog just re-posted in Portuguese the Washington Post Article, about Jars of Clay completing the band's 1,000 Wells Project. The Blog's Brazilian followers have been responding enthusiastically on Twitter since the post came out yesterday, Saturday December 11th 2010.

My criticism here regarding those opining that Brazilian Christian bands should be showing the same altruistic spirit is that they are not really getting involved in accomplishing similar humanitarian objectives themselves. Instead, they are simply sitting comfortably in their houses, as admirers of the music and work of a band (and its supporters) that is actively helping people in Africa. Dan recently posted the following on Twitter:

"1,000 Wells Completion- anyone that helped in a campaign or dropped a dollar in a bucket or rode your bike across the US, etc.. you are the feet of the campaign. Thx for jumping in and telling this story with us, and congrats to you! Let's keep partnering with Africa."
_

As Dan pointed out, 1,000 Wells became a reality because people like you and me actually participated in the movement. Thus far, the vast majority of support for 1,000 Wells has come from communities in the USA. These supporters were people who went beyond simply congratulating Jars of Clay for their work, and actually participated WITH them in the mission. Brazilians criticizing bands and organizations for not taking action should be seriously ashamed of their hypocrisy.

For those genuinely interested in providing aid to communities in Africa, Blood:Water Mission invites everyone to participate. Brazil is already involved, through a small group of Jars fans online, and there is always room for more people.


So, Brazilian Twitter Users, stop trying to look good on Twitter and do something. Your words are empty if you fail to take action. Blood:Water Mission needs as much help as it can get. The work has just begun.

Online:

Jars of Clay Website
Blood:Water Mission

Wednesday, April 21, 2010

Blood:Water Mission - Uganda do Norte


Muitos devem ter recebido já a Newsletter do BWM, mas eu gosto de pegar os pontos aplicáveis e fazer um resumo. Primeiramente, eles ainda estão desafiando o pessoal que fez os 40 dias, a completarem seu esforço, FAZENDO A DOAÇÃO. Como eu enfatizei, a BWM não estava desafiando ninguém a fazer jejum, por nada. A idéia prática era economizar e doar o que economizou. Se o esforço mental, emocional, espiritual, dramático, auto-promocional, o que você quiser chamar, foi o que te fez deixar de beber algumas bebidas, mas isso te motivou a fazer uma doação, legal, valeu o esforço, mas está na hora da doação, do contrário, você pode voltar para o seu jejum religioso tradicional, sem efeito nenhum, em sua igreja.

Todo o sacrifício que você fez durante 40 dias, mesmo se traindo algumas vezes, só vai mudar vidas, se no fim de tudo, você fez a doação. As pessoas na Uganda do Norte estão esperando pelos recursos e muitos deles devem achar que para nós, deve ser a coisa mais fácil do mundo beber água limpinha e continuar comendo alimentos limpinhos durante 40 dias, mas assim mesmo, eles acreditam no nosso esforço, esperam pacientemente mais 40 dias, já que eles oscilam entre escolhas como 1) água suja sem alimentos limpinhos; 2) água contaminada sem alimentos limpinhos e por aí vai...

Até o momento, recebi doações de pessoas que se comprometeram, mas não é tarde para se juntar a nós, mesmo se você não fez os 40 dias. Vai sobrar algo do lanche desse mês, legal, doe. Se você sabe usar seu cartão de crédito online, basta ir nesta página e doar. Ou se precisar de ajuda, estou a disposição.

Outra informação bem legal, é que comunidades que o Blood:Water Mission apóia, Marsabit, Kenya e Konso, Ethiopia apareceram em um artigo chamado "The Burden of Thirst (O Fardo da Sêde)", na edição de Abril, da Revista National Geographic. A matéria tem como foco, a questão "Água".

No blog do projeto, eles falam sobre a matéria e mostram vídeo sobre o assunto.

Por falar em Uganda do Norte, aqui vai uma lista das últimas atividades realizadas pela BWM recentemente e que ainda estão por ser desenvolvidas aproximadamente pelos próximos 30 meses, até que se torne uma comunidade auto-sustentável, contando com pessoals locais, instaladas como mordomos do projeto:

* Pesquisa sobre as maiores necessidades da comunidade.
* Trabalho com o governo local para traçar planos estratégicos de como oferecer água limpa, higiene e saneamento.
* 3 novas cisternas foram finalizadas, servindo a 1.270 pessoas ali, além de treinamento constante sobre higiene e saneamento.
* Projeto WASH (ASH - Água, Saneamento e Higiene) - Torneio de Futebol que começou em Fevereiro/10, com 16 times. Uma iniciativa inovadora educacional, despertando esperança, envolvimento e interesse por educação.

Por fim, houve bastante repercussão após a Water:Walk em Nashville, TN, em que 200 pessoas compareceram, no dia Internacional da Água.

Caminhar uma milha, em busca de água é um simbolismo dos passos de determinação e esperança de um povo, pela sobrevivência. Faça sua própria caminhada!

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Thursday, April 01, 2010

Páscoa & 40 Dias de Água


Hoje é dia 1 de Abril, faltam mais dois dias para o final dos 40 dias de Água.

Algumas pessoas passaram esses dias aprendendo sobre os seus próprios limites, dando um pouco de si mesmas, por uma causa prática, em favor de pessoas que não vão beber água nessa páscoa, mas com as doações que serão feitas ao Blood:Water Mission, parte dessas pessoas terão a oportunidade de um horizonte mais claro, menos árido, menos amargo.

Ao término dos 40 dias, você pode ter aprendido muito em vários aspectos. Eu confesso que mesmo não tendo deixado de beber sucos, leite, café e bebidas afins, aprendi com a experiência de pessoas que na prática, abriram mão dessas bebidas, tomando apenas água, por 40 dias! E eu sei que é difícil, pois eu fiz em 2009.

Este é o meu desafio - estou doando o valor referente àquilo que em média, eu consumi em bebidas nesse período, se você ler este blog e desejar doar qualquer quantia, fique a vontade para me informar.


Boa Páscoa a todos - a minha será mais uma vez, sem Ovo de Chocolate, como é costume no Brasil, mas tudo bem, há pessoas que passaram anos inteiros, sem o luxo de um chocolate quente, um suco fresquinho, ou sequer um copinho de água limpa.

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