Tuesday, March 18, 2014
Livro "Manancial Poético" - Margareth Rafael
Tuesday, January 21, 2014
Perdoe me
Wednesday, August 07, 2013
"Poesias com sabor de mar", de Margareth Rafael
Sinopse
______________________
Tudo que é belo inspira o poeta a escrever em versos e prosa. Até mesmo a emoção em forma de sofrimento e tristeza faz com que o poeta lave sua alma por meio de poemas e poesias. É um suave caminho, talvez o mais veloz e antigo que se pode encontrar para derramar alegrias e tristezas oriundas de dentro do ser.
Escrevo poesias para transmitir aos leitores sensações leves com sabor de mar. Inspiro-me em toda a natureza, desde o cantar do pássaro até o murmurar das águas do mar. Enlaço-me em meus versos, como se eles fossem reais. Tão reais que leitores já me disseram a respeito de meus sentimentos repassados em meus escritos.
A poesia me completa como ser humano didático, filosófico e como ser pensante que sou. E assim a vida segue o curso, como um rio que vai deixando o perfume das flores em seu leito caudaloso, assim são as minhas poesias, com que espero deixar aromas e sabores do mar na vida de cada um. Transmito o amor e sentimentos que flui em minha alma versátil.
A autora
_______________________
Margareth das dores Rafael Moreira Costa é brasileira, nascida em Itinga-Mg, em março de 1958. Desenvolveu o gosto pela leitura e escrita desde criança.
Leu obras de vários escritores e poetas brasileiros e estrangeiros. Formou-se primeiramente no curso de Contabilidade e Magistério na cidade de Itambacuri-Mg.
Anos depois concluiu o curso de pedagogia na FENORD, em Teófilo Otoni-Mg, além de sua pós-graduação em Gestão Escolar e psico-pedagogia em Itambacuri-Mg. Sempre exerceu a função de professora.
Atualmente trabalha em projetos educacionais para crianças em fase de Erradicação no "Programa Peti Curumim", da Prefeitura Municipal de Itambacuri-MG. Escreveu várias poesias, contos, crônicas e fábulas no site "Depressão e Poesia" e também publica seus trabalhos no site "Recanto das Letras".
Ama escrever sobre o amor, a natureza e crianças em estilo simples, claro e objetivo. Ama a vida em versos e cores. É uma apaixonada pela literatura em geral.
Contato pelo Facebook
Wednesday, March 21, 2012
Ko _cof_ ny2012

O Invisible Children foi pioneiro em muitas das melhores formas de se usar a mídia social, para trazer esclarecimento a questões que precisavam ser meditadas e engajadas pela comunidade mundial.
É difícil falar com voz crítica em meio a um movimento 'positivo', com um propósito bem intencionado, mas se a repercussão de um movimento assim for errada, isso poderia gerar efeitos duradouros na forma como engajamos a ação social, por muitas décadas. Isso significa que vidas de verdade estão em jogo.
Se este movimento ferir mais que ajudar, ele pode mudar o clima de ceticismo, com relação a causas e histórias humanitárias. Será mais uma barreira a se derrubar, para que seja possível se importar e agir a favor.
Se os EUA removerem Joseph Kony, o que vai acontecer? Há complexidades nesta pergunta, que não se deixam escapar facilmente. Se você falar com o povo Ugando sobre o KONY2012, as complexidades se tornam ainda mais claras.
O problema fundamental no movimento é a dignidade. O caminho para se atingir um objetivo em qualquer ação social que foque em esclarecer e corrigir uma circunstância injusta é tal que você você VAI TER que considerar as pessoas a quem deseja servir.
Às vezes, uma boa ideia pode sabotar completamente a infusão de dignidade em um dado quadro. Fotos bem intencionadas de crianças com moscas em seus rostos, que foram tiradas como forma de se contar a história da fome, na verdade podem ferir mais do que fazer o bem.
Podemos estabelecer posturas que tornam fácil o fato de nos sentirmos como se fôssemos o salva-vidas e as pessoas vítimas da pobreza em um país crítico fossem apenas uni-dimensionais. A boa sensação de sermos heróis pode implicar na incapacidade das pessoas se salvarem a si mesmas, sem nossa ajuda.
O chamado para agir por parte do movimento é para uma ação que poderia se passar por um ato de desobediência civil. As pessoas são chamadas a cobrirem casas, escolas, cidades, ruas, prédios, com cartazes e adesivos (IC instruiu os apoiadores a pregarem apenas em estabelecimentos próprios, ou alheios com permissão - eu hein...).
E a dignidade? Onde ela está no ativismo? Os donos desses estabelecimento teriam o direito de se sentir desrespeitados, violados, por terem que ficar o dia inteiro retirando os cartazes de seus estabelecimentos? Cartazes pregados por pessoas engajadas em um protesto de desobediência civil? Tal movimento não convidou pessoas a se importarem, ou alavancarem suas próprias vozes e recursos, em nome de uma campanha. O resultado imediato seria uma total alienação do tamanho de uma sociedade. Não precisamos de pessoas alienadas. É preciso se importar com sua própria comunidade, para se sustentar um movimento.
Na própria Uganda, o problema seria pior. Do ponto de vista dos Ugandos, este movimento fala em alto e bom tom, que o exército Ugando não fez nada. O chamado à ação fala de um pleito com o objetivo de elicitar uma resposta das forças armadas americanas, para agir e remover um líder estrangeiro, Joseph Kony. Automaticamente, estamos falando “Os Ugandos não conseguem fazer isso por conta própria”, apesar de o exército Ugando ter se responsabilizado por remover Kony e o LRA da Uganda.
Tal movimento, ao não comunicar nada sobre o processo de como agir com justiça sobre Joseph Kony, é negligente em contar às pessoas que facções militares foram informadas a atirarem em Kony, assim que o virem. Joseph Kony terá que ser executado. É isso que “fazer justiça” significa no caso de Kony. Para os que são refletidamente contra a pena de morte, eis aí um dilema.
O movimento de conscientização, em sua simplicidade, não esclarece o dilema, portanto nos faz acreditar que um simples ato de afastamento de um tirano seja a solução. O movimento é negligente quanto a informar a história de TODAS as demais organizações e indivíduos e cidadãos que têm trabalhado duro para servir aqueles afetados pela guerra na Uganda e aqueles que deram suas vidas tentando acabar com os horrores causados por Joseph Kony.
Isso claramente não honra as lutas de uma vida inteira e as pessoas que morreram sob o poder de Kony. Assim como não honra a vida de um alcoólatra, dizer a ele que você sabe melhor que ele, a melhor maneira para se parar de beber, sem sequer ter pedido a ele para lhe contar sua história.
É preciso investir tempo para se conhecer alguém, conhecer sua história. Compreender seu coração e paixões. Conhecer seus sonhos e objetivos. Assim veremos nossa própria história, enredada em sua história e nos veremos implicados no trabalho de ajudar em questões que eles querem mudar em si e em suas comunidades e famílias. Isso leva tempo e geralmente é um tipo de trabalho que é feito sem o glamour de movimentos ligados a ele. No entanto, essa é a única maneira de manter a indignidade intacta.
Algumas pessoas não querem se sentir como se estivessem sendo resgatadas. O que fazer com um movimento que não trabalha em função da dignidade de um povo? Aplaudimos o movimento pelo marketing genial que fizeram? Acreditamos nele e apoiamos a causa, mesmo se no fim você tiver sido enganado, ou mal informado, só para não sermos estraga-prazeres?
A ideia pode ser uma boa ideia de marketing, no entanto não é uma forma de ação muito dignificante. Eu não acredito que temos o dever de apoiar uma campanha que não valorize a integridade de um povo.
O retrocesso e engajamento crítico inútil que pessoas tiveram que apoiar, poderia fazer com que pessoas com boas ideias, desistam. Seria péssimo se outras pessoas concluíssem que fazer uma boa ação é muito arriscado ou que fazer uma boa ação representa muitas chances de se falhar.
O número de pesquisas em torno de desenvolvimento comunitário é imenso e a IC deveria nos mostrar que uma boa ideia de marketing é importante, mas que não é a peça principal do quebra-cabeça.
No link abaixo, podemos ler a opinião de Ugandos que viram o vídeo exibido em seu país. Se a maioria pensa como os que viram a exibição, será que a campanha deveria ser dissolvida? Algumas pessoas comentam que os Ugandos não entenderiam o vídeo feito pela IC, pois ele não foi feito com Ugandos em mente e sim para fazer com que os americanos tomem uma postura sobre o assunto. Bom, o link desbanca conceitos errados sobre o quanto os Ugandos são inteligente e engajados/conectados entre si.
“Ao final do vídeo, o clima passou a ser mais de indignação contra o que muitos viram como um relato estrangeiro inexato, que apenas diminuiu e comercializou seu sofrimento, pois o filme promove braceletes Kony e outros itens de merchandise, com o objetivo de tornar Kony infame.”
http://boingboing.net/2012/03/14/uganda-screening-of-kony-201.html?utm_source=dlvr.it&utm_medium=twitter
Texto adaptado do blog: Dan Haseltine
Tuesday, November 29, 2011
“Frail” (revisited)
Opa! De volta com mais explicações do Dan. Ele já havia postado sobre “Frail”, desde Outubro! Onde eu estava que não li sobre essa postagem? Essa música me dá vontade de xingar um palavrão! Eu poderia ter usado várias imagens para ilustrar fragilidade, mas resolvi usar uma rosa, já que a música usa a imagem de rosa. Sem falar que eu mesmo bati essa foto, numa época em que muitas coisas eram representativas para mim, acho que muitas já morreram como a rosa. De acordo com o texto, acho que estou mais forte, talvez mais amargo, sem dúvida mais sensível, um pouco receoso. Temos mais análises dessa música, compartilhadas entre nós, amigos fãs da banda. Acredito que é uma das letras que mais debatemos ao longo dos anos. Ela é inesgotável.
_______
Desde a primeira vez que ouvi essa música, eu quis que o Jars fizesse algo com ela.
O violão com arranjos hipnóticos veio de uma fita cassette do Steve. Ele nem acreditava tanto nela assim. Acredito que ele estava apenas sendo humilde. Ele já tinha usado essa faixa como parte de uma apresentação de música que fez para conseguir uma bolsa na Faculdade Greenville College.
Mesmo não tendo acreditado tanto nela, ela tinha seu valor acadêmico de $300, que foi a recompensa que ganhou, como bolsa para a faculdade. Visto que ele passou os últimos anos daquela época, sob a névoa de artistas como Enigma, Deep Forest, Future Sound of London, a disposição dos arranjos evocava um grande senso de atmosfera e melancolia que precisava ser explorado mais adiante.
Então perguntei ao Steve se podíamos usar sua ideia e construir algo com ela. Ele concordou.
Então nos trancamos no estúdio do terceiro piso da faculdade, eu havia acabado de comprar um novo modelo de sintetizador, para incrementar nosso arsenal coletivo de teclados que no começo eram um Roland W-30, um Korg M1, um Korg 01W, que incluiria ainda um Kurzweil K2000S. (Apenas citei os teclados, pois eles foram parte vital da experimentação do Jars no início dos anos 90.)
Frail não teria entrado para nenhum cd, se não fosse pelo arranjo obscuro que descobrimos no sintetizador K2000S. Entrou por causa daquele arranjo e um trecho de bateria que o Depeche Mode havia deixado nítido e livre para ser usado em seu cd “Songs of Faith & Devotion”.
Acredito que a gravação de "Frail" que está na demo original ainda é um de meus momentos preferidos daquele projeto. Mas por mais legal que fosse a gravação, eu sabia que ainda não havíamos terminado aquela faixa.
Mesmo não tendo gravado uma versão de "Frail" para o ST, o humor e espaço daquela música foram um gancho importante para todos os cds que fizemos. Continuaríamos escrevendo em cada cd, em busca de uma música que capturasse aquele humor. Nenhum cd parecia estar completo, sem o nosso momento “frail”.
O primeiro cd já tinha esse momento, com “Worlds Apart” e “Blind.”
Começamos a escrever para o cd “Much Afraid” em uma casa alugada por nosso gerente de desenvolvimento artístico. Foi uma das primeiras coisas que eu quis tentar resolver para o próximo cd. Era sem dúvidas uma tarefa preocupante. Eu não havia percebido quanto peso eu havia dado àquela música até o momento que tentei escrever a letra dela. Eu estava dolorosamente ciente de que a letra errada poderia arruinar aquele trabalho musical maravilhoso.
Eu não tive muitos momentos como aquele em minha vida. Nunca tive um momento igual, desde aquele. Eu sonhei com a letra de "Frail". Era quase uma ideia completa em minha mente. Acordei e escrevi em uma página em branco no final de um livro que eu estava lendo. Rasguei a página e a levei no dia seguinte, quando estávamos escrevendo.
Algumas pessoas olham para a vida e têm prazer em envelhecer. Outras pessoas fazem de tudo que podem para reverter qualquer efeito da idade. Sempre tive uma inclinação para o lado pesaroso de se envelhecer.
Isso nasceu de uma compreensão aguda tanto a partir da observação das demais pessoas próximas a mim, como de minha própria história de inocência interrompida. É a realidade de que a história humana está destinada a ter capítulos que nos fazem passar por sofrimento.
Vamos testemunhar e experimentar da vida, de formas que nos fazem crescer e nos fazem mais fortes, ou mais amargos, mais sensíveis, ou receosos. Vamos passar por isso e pelo momento que precede nossa entrada em lugares como esses, como descer uma rodovia, olhando adiante, onde uma tempestade cobre o caminho, então suspiramos.
Não podemos evitar a idade. Nem sequer sabemos o quão ingênuos fomos até que nossos olhos são abertos. Adentramos o sofrimento porque está em nosso DNA e é algo trançado tão cuidadosamente que não podemos evitá-lo. Negar que envelhecemos pode significar negar quem somos.
Ainda sinto aquele senso de pesar quando vejo crianças entrando na jornada, em sua maioria alheias às tempestades que se formam adiante. Sinto falta disso, mesmo quando me sinto grato por estar onde estou. Em tensão.
Este é o lugar onde “Frail” existe.
Há poucas músicas que eu sempre amei tocar noite após noite. Passei a amar os arranjos de cordas feitos por Ron Huff, produzidos por Stephen Lipson. Eu me lembro de não ter gostado tanto a princípio, pois pareceu grandioso demais. Eu queria algo simples. Mas passei a gostar deles, assim como passei a gostar de todo o cd Much Afraid.
Inclusive, enquanto escrevo isso, a música continua a crescer, neste momento em que a exploramos ainda mais, para nossa próxima turnê. Fique ligado. Texto original aqui.

.jpg)

